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João Paulo [Esteves da Silva] dedicou anos e anos a construir projectos com nomes mais "visiveis", Sérgio Godinho, Fausto, Vitorino, Maria João entre outros. Cada um deles diz dele que é dono de "algo", de uma magia, de uma mestria ímpar no piano. O quer que seja esse "algo", volta ao palco neste "Nascer", enquanto obra própria, mas não obra egoísta a que se junta o saxofone de Peter Epstein e o Acordeão de Ricardo Dias.
Cada um dele tem um percursso enriquecido da participação em obras que se dizem Jazz [Maria João e Mário Laginha], música popular [Fausto] ou de raíz tradicional Portuguesa [Brigada Victor Jara] e erudita. Depois de "Memórias de quem", que lhe deu o reconhecimento, em "Nascer" olha-se a música tradicional como motor de composição. Os temas são os de sempre, os arranjos vertem de todos os anos de cruzamento e construção musical. É música de raíz tradicional, mas não é o arranjo da Brigada Victor Jara. Mas também não é o arranjo irreverente dos Uxukalhus. Apenas jazz? Este é um "Nascer" de contemplação sobre melodias tradicionais, o resultado que se enquadra nos três instrumentos que lhe dão sustento. Para ver ao vivo dia 10 no fórum Luísa Todi e dia 12 no Centro Cultural de Belém e ouvir aqui ao lado no leitor.
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