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Escrito por Administrator   
27-Nov-2007
Baile dos Fol&ar na ESMAE. Palavras? 
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Comentarios (23)Add Comment
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escrito por carlos daniel, Novembro 27, 2007
Está excelente, e esta mazurca é muito bonita!

[tinha urgência em divulgar os Algazarra para 5ª, depois voltamos a subir este post para o topo do Rodobalho, ok cardume?]
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escrito por Tiago Pereira, Novembro 27, 2007
Muito bem...
As valsa mandadas deram me muito trabalho, os filmes não vivem do lado institucional inerente a uma mentalidade descritiva national geographic... o trabalho vem daí... quem dança não pensa nisso... mas como por os outros que desconhecem esta euforia do popular a dançar, a gostar a interessarem-se... pedem me palavras... que seca... ok é bonito um pouco lamechas e não é português... mas a guerra é velha... eu acho que é preciso modernizar as danças... os que dançam gostam na mesma e os espectadores sempre podem tero contentamento de ser mais apelativo...
Apelo aos bailes com sensores de movimento, djs, musicos que tenham a liberdade de desconstruir os ritmos, video em tempo real... ligar este movimento que todos que aqui vêm gostam tanto à tecnologia e ao contemporaneo futuro... como diz o bitocas, não me digam que não é assim...
francamnte que seca...só serve paraquem goste e lá esteve e os outros... pergunto eu?
vejam as valsas mandadas vale a pena... eestá lá tudo
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escrito por Tiago Pereira, Novembro 27, 2007
e desculpem eu escrevo como penso e monto... depressa... os erros não destroem a mensagem... o virus está lá
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escrito por André, Novembro 27, 2007
Pois Tiago...
mas os bailes são feitos para quem baila. Friamente.
É este o essencial de tudo o que temos feitos. Fazemos para quem participa. Faz-se para quem "oferece" um pouco, não para quem vê.
O velho lema "de tarde aprende-se, à noite baila-se" pode ser o eterno mote.
A guerra é levar também um pouco de nós-cultural para dentro desse baile. Autêntico, estilizado, modificado.. não me digam que não é assim. Mas que nós nos encontremos lá.
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escrito por Tiago Pereira, Novembro 28, 2007
Isso é fascizante....
Se a cultura que querem liberatar é essa então pobre de vós vivem aprisionados em ritmos e passos e o corpo não sente... lamento mas essa não é a minha luta.... e estranhamente eu sei que daqui a uns anos me vão dar razão... citando o zeca eu sei esperar... e eles provou que já estava muito avançado para a época... neste momento lamento mas estamos muito atrasados, não podem confundir prazer em dançar com algo clubista e retrogado... alias os bailes tal como as matanças do porco servem para juntar as pessoas e não as afastar e sempre houve quem ficasse só a ver... e para esses é preciso mudar alguma coisa...
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escrito por carlos daniel, Novembro 28, 2007
Perdoem-me não estou bem certo do que se opõe neste debate, parece o decorrer de uma conversa que já não nasceu aqui.

Ainda assim, André, em relação a essa frase «os bailes são feitos para quem baila», mas não concordo muito com ela. É que «quem baila» tem de ser uma entidade dinâmica, não se pode fechar, e aí julgo entender a frustação do Tiago. Juntar a um baile deverá ser tão fácil como elaborar esse desejo, tem de ser uma coisa natural. Mas há sempre o preconceito, esse pilar da sociedade burguesa em que vivemos, que tende a compartimentar e elitizar, fenómeno a que o mundo das danças não é alheio.

Por outro lado, é um jogo: no futebol podem inventar novas fintas, mas não venham querer jogar com as mãos!
É que apesar de tudo, o ritmo é em si uma regra, mas não é uma prisão! É a partir do ritmo e da identificação de padrões que nasce a criação artística. Mas por razões culturais há maior ou menor permeabilidade a uns ritmos do que outros (estou me a lembrar da predominancia dos binários/quaternários na Europa e dos ternários na África Ocidental).

Mas também é possível que eu esteja fora de contexto e não saiba do que estão a falar...
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escrito por Tiago Pereira, Novembro 28, 2007
é isso... sim entendes do que estas a falar, a questão aqui é não se devia apostar no lado visual dos bailes, para que sejam mais apelativos a quem não dança e só vÊ? para que possa se despir de preconceitos e dançar? exemplo num baile dos uxu kalhus numa cidade como lisboa havia pessoas que alheias aos passos dançavam à sua maneira isso fez com que muitos outros tentassem seguir outros e por ai adiante...
o baile não pode ser hermetico e clubista...
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escrito por ana ferreira, Novembro 28, 2007
Desculpem me a intermissão nesta discussão, mas não posso deixar de fazer alguns opinanços sobre a noção do que são os bailes... (e sublinho já que apenas vou escrever sobre aquilo que penso e acho, sem qualquer tentativa de “aculturar-vos” com a minha simples visão da coisa!)
Os bailes (os que nós estamos acostumados), para mim que cresci numa pequena aldeia, significam desde sempre o voltar a ter um espaço de partilha onde se pode conviver e descomprimir, ao final de um dia ou de uma semana de trabalho, aproveitando um gosto comum pela musica e pela dança, para estar com amigos... e sem ter de estar em sítios que não me atraem minimamente...
Bom...está bem que nasci com esta incapacidade de me manter quieta ao som nos primeiros acordes que ouço (sejam de que tipo for) e sou um adicta à dança... mas não me parece que os bailes que fazemos e que tentamos alargar a todos sejam apenas para quem dança! Estás a excluir a musica e o convívio.. estas a excluir a função principal do baile, a sua componente social, a partilha do momento que é preenchido por todos que ali estão...

Eu estive 2 meses parada sem conseguir dançar.. e digo te que (ao contrario do que pensava no inicio) continuei a tirar um prazer imenso em estar ali sentadinha a ver e ouvir todo aquele ambiente.... a partilhar (porque mesmo sem dançar ou tocar, tu estás alia participar e a partilhar o momento!)

Conheço muita gente que odeia dançar.. e não é por isso que deixa de ir a bailes ou a Jam... está-se ali por tudo.. e não apenas pela dança.. senão por que motivo a maioria dos festivais tem a preocupação em criar espaços com outras actividades que não os workshops?

O baile é feito para quem gosta de musica e de dança...


Não necessariamente apenas para quem dança... (e olha que neste comentário estão a excluir uma grande quantidade de músicos não dançantes!!!!! hehee )

(pois...essa frase André... essa frase foi a que nos provocou uma necessidade enorme de comentar!! )
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escrito por Tiago Pereira, Novembro 28, 2007
é isso andré os bailes são para todos desde o cão da vizinha ao doido da aldeia
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escrito por André, Novembro 28, 2007
Bem. Fui cilindrado.
Não quero que "os bailes" sejam fechados. Não quero que os bailes sejam para QUEM "SABE" - segundo os canones e regras - DANÇAR!!!
Sabem que fiz/faço um esforço enorme para dinamizar a divulgação do trabalho dos Uxu Kalhus, precisamente pelo ambiente que referes, Tiago. Não é por coincidência que a primeira crónica do Rodobalho sobre um grupo é precisamente sobre eles.

Um baile nunca pode ser passivo.Não poderá ser um concerto de espectadores.
Tem que ser pontos sociais, de partilha e descoberta e que todos quantos sintam vontade que quebrar o preconceito o façam.
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escrito por helder, Novembro 29, 2007
concordo com a ana. é para quem gosta de música e de dança... mas principalmente para quem vai.
por exemplo, essas mesmas pessoas que dançavam em lisboa ao som dos uxukalhos, n me lembro de as ver no iberfolk. e pelos vistos o q as impede n é n saberem os passos, ou algo do genero, ou por n gostarem da música..
dizer q se tornou elitista ou q ha clubite é desculpa esfarrapada para n ir, n dançar, n conviver. vale mais dizer logo que é por ser longe, ou pq n apetece..
n vejo qual é o problema dos bailes irem ao encontro do gosto das pessoas q pagam, fazem km e sacrificios para estarem presentes nestes eventos. deve o andre organizar bailes para os que, se calhar por acaso, esbarraram num concerto à borla dos uxukalhos em lisboa? até ja o faz.. as pessoas é q n vão..
concordo que se deve ir introduzindo novas danças nos bailes. se forem portuguesas, melhor. mas será um processo lento, e, lá está, terá de ser feito por quem vai.

e para quando um baile-à-tiago?
e como poderei ver as valsas mandadas?


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escrito por Tiago Pereira, Novembro 29, 2007
eu nao danço porque sou dislexico e nao consigo memorizar passos respeito quem dança mas acho que os bailes deviam ser mais apelativos visualmente isso quer queiram quer não é a sobrevivência deste tipo de coisas... é uma triste verdade mas é assim
se não claro que será para o clube... para mim as danças tradicionais têm que se afstar do folclore isso só é possivel com novas linguagens... um baile a tiago brevemente e as valsas mandadas aqui no rodobalho rapidamente

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escrito por André, Novembro 29, 2007
O essencial está aí Tiago. Dançar não é memorizar passos!! Aí vai a diferença essencial - na minha visão - para o "folclore".
É possivel, é essa a essência do trabalho da pédexumbo, dançar sem memorizar.
Passar esse preconceito de "eu não consigo aprender" para "não é preciso aprender, basta entrar" é o grande motivante.
É isso que o Uxu Kalhus fazem inegualavelmente.
Insisto, isto nada contraria que todos os bailes devem ser pensados para quem "baila".
Neste comentário dizes algo que nunca te tinha visto escrito (tão claramente): a questão estética da dança.
É essencial fazer-se sobre as danças nossas. Foi isso que projectou as Francesas.
Mas, como o sabes com o Miss Pinky e o "arritmia", é um passo arriscado. Temos de o fazer. Mas é preciso alguém (ou um cardume) que assuma esse risco e aceite ser cilindrado nos primeiros tempos.
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escrito por André, Novembro 29, 2007
Essas valsas que venham.
Lamento que o sistema de comentários "coma" as mudanças de linha. Estamos a tratar disso!
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escrito por Tiago, Novembro 29, 2007
tens me a mim, não temo, não devo e arriscar é o meu forte... o cilindro não me incomoda... claro que a estetica conta e isso é que é preciso radicalmente arriscar
... estamos juntos... bailes de danças portuguesa com video, os musicos tocam com os personagens do video,,, paisagens... bailes com vj é essencial... acredita que será tão apelativo que nem imaginamos as consequencias

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escrito por André, Novembro 30, 2007
E quem estiliza as danças?
O trabalho de estilização em torno delas é essencial. Não me canso de louvar a irreverente abordagem que tomaste no Arritmia.
Mas... e as danças, senhor? e o baile?
Quem tem coragem de dizer que o Vira pode ser "assim". Que a chula pode ser assado?
Não será preciso ir além do que os No Mazurka Band se lançaram a fazer?
Quem tem coragem de fazer ao vira o que fizemos à Mazurka Francesa (sim, já quem há quem lhe chame Mazurka de Lisboa!)?
Ao malhão adicionar improvisações que aquilo "assim" é uma seca?
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escrito por cristina, Dezembro 01, 2007
Ui, o que para aqui vai... e eu sem ter dado por nada! E temos o Tiago no seu melhor de novo em acção - já tinha saudades...

Em relação aos destinatários dos bailes... os bailes são para quem lá está: quem baila, quem toca, quem ouve, quem bate o pé, quem bate palmas, quem observa... O que acontece é que a partir do momento em que há quem toque, um baile (para ser baile!) tem de ter quem dance, se não é apenas um concerto. Daí a importância de quem baila! A dinâmica do baile parte dos bailadores, não se fecha neles, mas parte deles. Percebo o ponto de vista do André: se não houver quem baile, não existe baile. Percebo o ponto de vista do Tiago: se só se pensa em quem baila e da forma como já o faz, perde-se uma parte importante da dinâmica social.

Relativamente à estética, confesso que é a primeira vez que penso nisso... Mas eu não acho que os bailes não sejam agradáveis à vista. Acho até que todas as danças de grupo, familiares, são bastante apelativas a quem observa. Nas danças de par perde-se a noção de conjunto e cai-se numa certa confusão visual; no entanto, a dança em si não perde a beleza, é preciso é focarmo-nos apenas num par de cada vez - observar a movimentação de um par também é uma coisa bonita de se ver... As danças de grupo são importantes e cumprem um papel social indispensável; no entanto, do ponto de vista criativo individual são menos permeáveis - quando se dança em grupo, convém haver pelo menos uma base respeitada por todos. As danças de par são sociamente mais fechadas, mas são importantes do ponto de vista da criação e conhecimento individual. O nosso folclore é rico em danças de grupo, que já vão sendo apadrinhadas por alguns grupos que lhes tiram o pó e as trazem à vista. Desconheço o que por cá se dança/dançava a par (de forma independente)... Se houver quem saiba, que ensine; se houver quem crie, que experimente!

André: Uma questão pertinente para mim que só a conheci assim: o que fizemos nós à mazurka francesa?...

Tiago: O trabalho que fizeste com os Chuchurumel está excelente! Não sei se te estás a referir a uma coisa do género... Confesso que, de momento, não consigo imaginar isso implementado num baile... mas não há nada como experimentar... Avisem quando for para a frente uma versão experimental!
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escrito por André, Dezembro 01, 2007
A "estilização" que fizemos à Mazurka já a afastou da "original".
Juntamos o calor do sul, a uma dança sensual mais a norte, e ficou uma Mazurka com a proximidade da Kizomba.
A estilização Francesa dita a inexistência de um contacto tão íntimo como nós conhecemos e "brincadeiras de anca".
Espreita aqui. Até os músicos e a melodia nos são familiares. A forma já se distanciou. Perdeu "formalidade"
http://www.youtube.com/watch?v=ku1Ljuajpj8&feature=related
(a filmagem é na Bélgica, detalhe...)
Aproveitem e vejam que não há uma mazurka.. tantas...formas e estilizações.
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escrito por cristina, Dezembro 03, 2007
André.
Tenho de confessar que, à primeira vista, nem tinha reparado nas diferenças... Mas reli o teu comentário - o distanciamento e as variações - e voltei a ver o vídeo... Está bem, confirma-se! Da forma que falavas, pensei que seria alguma coisa mais radical...

Quanto às variações sobre as portuguesas... Assim de repente, um vira improvisado a dois deve sair uma espécie de bourrée - uma bourrée das "nossas", como dizia o ToPe... E até que ponto essa mistura, esse aportuguesamento da bourrée, não é já um trabalho sobre o nosso vira?... O que define o ritmo é a música, portanto se quando ouvirmos um vira desatarmos todos por aí a dançar com o espírito das "nossas" bourrées, pode ser que saiam coisas interessantes. Não me parece descabido de todo, mas, se calhar, estou p'ráqui a inventar... Por outro lado, há o risco das vozes mais conservadoras dizerem que estaremos a afrancesar o nosso vira e que não é isso que se pretende... Mas eu acho que já há bourrées saltitadas de forma tão portuguesa que não custa tentar. E, principalmente, porque o que falta é o espírito de desconstrução, que já existe na bourrée, uma espécie de "autorização" para inventar...
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escrito por André, Dezembro 03, 2007
A essas vozes criticas, que atacam dizendo que estamos a desvirtuar o vira.. bem... pergunte-se-lhes qual a origem do mesmo...
É quase consensual que se trata... da valsa... estilizada à nossa cultura.
Não pode haver "autorização para inventar", o criação tem de ser o essencial da dança, ou congela e morre.
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escrito por cristina, Dezembro 03, 2007
«A criação tem de ser o essencial da dança, ou congela e morre.»

Exactamente!!! E, quando falei da "autorização para inventar", estava a referir-me a isso mesmo. É que as portuguesas parecem demasiado congeladas, demasiado obedientes a regras e esquemas claramente pré-definidos. E aqui, confesso, contra mim falo - que adoro todas essas regras e esquemas mais ou menos complexos... Mas, de facto, é preciso uma libertação. Para além dos esquemas, é preciso que se retenham passos base e formas de movimentação, para que cada um ganhe autonomia criativa. Toda a gente sabe que a valsa é 1-2-3 1-2-3 ou que a mazurca é 1-hop 1-2-3; aprendem-se umas variações e depois dá-se largas à imaginação. Mas será que toda a gente tem consciência do que é, por si, o passo de vira ou de malhão para além do esquema das danças do vira dos No Mazurka ou do malhão dos Uxu Kalhus?... As portuguesas que se aprendem para dançar nos bailes são, de um modo geral, demasiado esquemáticas e pouco orgânicas. Dá a ideia que tudo tem sempre de ser dançado daquela forma. E, enquanto que uma valsa ou uma mazurca são-no pelo ritmo independentemente da música em si, nas portuguesas parece que se aprende a dançar música a música e não um ritmo ou estilo geral!

Não sei se estou a ser um bocado confusa, ou se não concordam de todo comigo, mas acho que o principal problema das portuguesas é esta aparente falha genética. Quando na mazurca se aprende a base e depois se acrescentam variações, é fácil perceber a génese da dança. Mas o vira aprende-se já esquematizado, bem composto e arranjadinho, pronto para ser reproduzido sem possibilidade aparente de criação... Ou seja, enquanto que a mazurca vive de quem dança, o vira parece viver apenas de quem ensina...
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escrito por Tiago, Dezembro 04, 2007
Meus caros...
Falar é demasiado cru... Inventar é o mais facil, o problema mesmo é que não se gosta de se arriscar... e as danças portuguesas sõa tão folcloricas que estão denasiado presas a uma logica de movimentos... mas o NMB cruzaram o vira e pode se dar a volta ao regadinho e pode se inventar uma mazurka bem portuguesa como a cabo verdiana, fogo nós somos um cruzamento de culturas gigantes, podemos tudo, é só misturar... nda é estanque, tudo é possivel... vejam o caso das valsas mandadas da gota, as danças mandadas tinham um estigma o mandador tinha que inventar passos e nunca repetir... as valsas eram uma forma de hierarquia porque havia terras que inventavam mais passos para se destacarem das outras... o que quero dizer é que é possivel inventar novas danças a partir das que há... o raspadão e a gota já ninguem dança que se inventem de novo... há um exemplo fulcral no povo que canta do giacometti... em paradela inventaram uma dança só para as filmagens ela não existia... é assim tão dificil perceber que a revolução é precisa e mais urgente do que se julga... a estetica dos bailes e as danças portuguesas passam pela reinvenção caso contrario morrem ou ficam só na posse de um clubinho de amigos que adoram bailes, é essa a questão... a mim não me interessam os clubes mas sim a maior diversidade de publico. Vamos lá andar com isto para a frente e só somos 3 a discutir isto aqui, e issso é que me preocupa.
Tiago Pereira
Realizador de velhinhas e implantes dentarios, irreverente e provocador sempre.
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escrito por Tiago, Dezembro 04, 2007
Para acabar acho que tudo começou por causa dos sapatos brancos da menina limão... há que ter cuidado com a estetica nos bailes...
eh eh eh... tenho que desdramatizar isto desculpem lá... o que é preciso é movimento

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