Voltam as novidades do festival que marca o começo do "novo ano". Nunca o Andanças ficou preso em passados ou formas cristalizadas de dança é música. Em 2010 abre mais um caminho arrojado, conjugando a tecnologia com a tradição, a electrónica com a dança: Flocking o baile interactivo.
O que é? No âmbito das novas criações de bailes que a PédeXumbo tem desenvolvido, desenvolveu-se o conceito dos bailes interactivos – Flocking. Trata-se de uma colaboração PédeXumbo/Artshare, com direcção artística de Luís Miguel Girão. Durante todo o Andanças, em tenda própria, a equipa da Artshare estará em laboratório a experimentar e explicar este sistema. Conceito O voo elegante do bando de pássaros ou o movimento fascinante de um cardume de peixes intriga cientistas, inspira artistas. A sua beleza, inteligência e instinto enquanto grupo de indivíduos é o centro deste projecto artístico. Os bailes de danças tradicionais europeias são uma forma única de expressão sincronizada entre seres humanos. A nossa acção enquanto seres sociais é definida e implementada de acordo com princípios organizacionais intrínsecos a cada um.
Para iniciarmos uma nova década de celebrações musicais intercélticas em terras de Sendim, na finisterra mirandesa de Trás-os-Montes, a opção fundamental da programação recaiu maioritariamente sobre jovens formações musicais provenientes de distintas geografias ibéricas apostadas em contribuir, com as suas múltiplas propostas, para se alargarem as margens expressivas da música de matriz folk dos nossos dias. Interessaram-nos sobretudo aqueles projectos que olham o futuro a partir das raízes e que se acercam das encruzilhadas não para se instalarem no conforto dos limites mas antes para descobrirem o sortilégio da partilha intercultural.
Arrancamos com uma afirmação de vontade de tocar e de reinventar a música portuguesa de raiz tradicional (Diabo a Sete), detemo-nos nas seduções das rotas do contrabando cultural que recusa as fronteiras que não raro ignoram contextos de afinidades com seculares origens (Xarnege; na foto) e logo mais acabamos rendidos à sedução de um grito interno que se afirma como expressão actual de uma respiração cultural que resgata das memórias a essência vital do presente (Mercedes Péon). Nas transumâncias destes dias (re)descobrimos quão reconfortantes são as rotas da interculturalidade (Uxu Kalhus), porventura hesitando entre os apelos das terras e os chamamentos das costas de renovadas navegações (Garma), mas com a certeza de que longa vida da Oysterband é um poderoso tónico para a folk dos nossos dias e de sempre. No final das viagens que propomos bastar-nos-á a confirmação de uma daquelas certezas (ou verdades?) que adoptamos como princípio orientador da saga em terras de Sendim: quem não semeia o progresso faz morrer a tradição.
Cumpram-se, pois, as celebrações sendintercélticas em 2010 sob o signo da (re)descoberta permanente dos sons que fazem vibrar o cristal de um tempo que queremos viver com a máxima plenitude intercultural. Acreditamos - continuamos a acreditar! - que esta é a grande verdade do Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda.
PARQUE DAS EIRAS
€ 12,50 por noite
30 Julho 22h30: Diabo a Sete (Portugal) 23h30: Mercedes Péon (Galiza) 00h30: Xarnege (Euskadi/Gasconha)
Porque a clareza tem sido um marco essencial da pédexumbo, cujos relatórios de contas são públicos a sócios e não sócios e que publicou um resumo da contabilidade de [quase] todas as edições do Andanças. Vê-se no entanto confrontada com dúvidas - mas também insinuações - sobre as finanças do festival, apoiamos a 100% esta iniciativa da direcção da pédexumbo. Será uma oportunidade de esclarecer e questionar o aumento de preços e supressão de bilhetes, o lucro que o festival gera e onde é investido, quem é contratado e voluntário. Tudo em cima da mesa.
Nos últimos anos, têm sido levantadas várias dúvidas sobre as contas do andanças, críticas sobre aumentos de preços, etc. Uma vez que as contas são claras, mas por e-mail e documentos escritos não ficam esclarecidas todas as situações, achámos que a melhor forma de o fazer, é através de uma conversa aberta e franca. Programámos, assim, uma conversa sobre as "contas do andanças", em pleno andanças. estarei lá eu disponível para responder a tudo o que sempre quiseram saber sobre as contas do andanças! Será na sexta feira, dia 6, 16h, na igreja.
Dia 18 de Julho pelas 22h em Ançã, baile com UxuKa, com elementos de NMB, Uxu Kalhus e Dedo Mindinho (Paulo Pereira, Tó Zé, André Lourenço e Luís Martins). Localidade: Ançã (integrado na XIII semana cultural). O baile é 100% português, concebido para levar a nossa cultura a terras de França (Le Grand Ball d'Europe) e de Portugal!
Nesta primeira edição a realizar em 23, 24 e 25 de Julho, em Casegas, dá-se realce aos membrofones (caixas bombos adufes), e instrumentos de sopro (flauta tamborileira, gaitas de fole). A organização do Sons da Fraga Dura, Festival de Música Tradicional Portuguesa pretende, promover a cultura popular, fomentar a partilha e conhecimento de outras culturas e tradições. Se as características de um povo perduram na memória através da divulgação dos seus conceitos e mostras culturais, estes grupos de música popular portuguesa fazem questão de manter vivas todas essas recordações.
PROGRAMA
23 Sexta feira 21h Abertura Arruada: Bombos dos Amigos de Casegas
24 Sábado 16h Abertura Arruada: Tok’ Avakalhar e Roncos & Curiscos 17h Workshop Como fazer Pão 18h Workshop de danças tradicionais Europeias
25 Domingo 12h Abertura Arruada: Roncos & Curiscos 15h Grupo Sol Nascente 16h Adufeiras do Paul 17h Workshop Os caminhos da emigração 18h Banda Filarmonica de Casegas
MOSTRA GASTRONÓMICA Burlhões Feijões com Couves Chanfana Picas de chouriço Picas de sardinha Petiscos Vários
Com guião revisto e melhorado, sobe a palco dia 16 e 17 “Povo Que Lavas no Rio Águeda” evidenciando o carácter inspirador que o rio provoca na criação artística local, ao fazer revisitar ou mesmo estimular um repertório musical e poético dedicado ao Rio Águeda. Uma estética musical cruzada e actualizada, leve tendência pop para o infindável alfarrábio de canções ribeirinhas de todos os tempos. Neste espectáculo, o poema de Homem de Mello regressa à sua origem primeira: o Rio Águeda.
Esta nova grande manifestação artística acontece no seguimento das epopeias “Rio Povo” (2007 e 2008) e de um primeiro “Povo Que Lavas no Rio Águeda” (2009), marcas indeléveis de um tempo novo ao nível das grandes produções culturais em Águeda. Mais de vinte colectividades e grupos locais fazem a reafirmação inter-associativa do concelho, juntando mais de 400 artistas nos palcos aquáticos. Transversal, contemporâneo e provocador, o espectáculo mergulha na inspiração das águas. Um colectivo portentoso de músicos, cantores, actores, dançarinos e muitos outros performers dão alma a esta produção artística, uma manifestação incomparável no contexto cultural da região. O espectáculo vive ainda de uma exuberância visual que só Águeda tem conseguido resgatar do seu rio, na criatividade cénica que se apura a cada nova manifestação sobre as águas. Deslumbramento garantido para 1250 espectadores por noite, a lotação habitual.
No passado, o rio era cenário de labor e trocas culturais, hoje é a razão de ser do ousado espírito inter-associativo e das sinergias que unem os agentes culturais de Águeda. Depois de Rio Povo, “Povo Que Lavas no Rio Águeda” subverte e moderniza a tradição local. Pesca-se, naquelas margens, novo sentido para uma Cultura popular. “Povo Que Lavas no Rio Águeda” é uma aposta da Câmara Municipal de Águeda e das associações do concelho na construção de uma marca cultural identitária que envolva, orgulhe e valorize toda a comunidade. Com a ousadia artística de projectos como este, acarinhando temáticas gratas às suas gentes, Águeda projecta-se também para fora. Através do rio.
Nos dias 16 e 17 de Julho vai decorrer a primeira edição do Castro Galaico Festival de Nogueiró- Música e Tradição. No Monte Nossa Senhora da Consolação, com belíssima vista sobre a cidade de Braga, não vai faltar animação, com os Raízes (Vila Verde), Divertimento Folk (Valladolid - Espanha), Canto D´Aqui (Braga), Galandum Galundaina (Miranda do Douro), Sons da Suévia e IPUM (Braga). Animação, comes e bebes e boa disposição estão garantidos, por isso não se esqueçam de aparecer!!!
Sexta Feira dia 16 Julho 18 h- animação de rua com os (Sons da Suévia) 21-45 h-subida ao Palco (Sons da Suévia) 22horas- Grupo Raizes (Vila Verde) 23-15 h- Divertimento Folk (Valladolid Espanha)
Sábado 17 Julho- Salão da Junta Freguesia Colóquio/debate- A Música Tradicional Hoje Povo que Canta- (minho) progecção de DVD Manuel Rocha- Músico (Brigada Victor Jara) José Moças - Editora Tradisom José Pinto- Rusga de S. Vicente Armando Carvalheda- Realizador e apresentador- RDP Ana Sofia Carvalheda- Programadora-RDP
18 h- animação de rua com os IPUM 21-45h-subida ao Palco IPUM 22 horas- Grupo Canto D´Aqui 23-15- Galandum Galundaina
No seguimento do esforço de conciliação de pontos de vista entre Pédexumbo e artistas envolvidos no momento mágico do ano, surgem os apoios da pédexumbo à promoção de bandas que constroem o Andanças.
O Andanças é, desde sempre, um festival assente no esforço comum de voluntariado - incluindo os artistas - sem lugar a recompensa financeira, mas havendo tarefas que a pédexumbo optou por remunerar de forma a assegurar a excelente organização que se lhe conhece. Desde há dois anos várias bandas - muitas delas presença continua desde a primeira edição - manifestaram publicamente o desacordo com o actual modelo, que lhes conferia um desvirtuamento de imenso trabalho.
Seguida o habitual caminho de discutir para entender, chega-se este ano a uma primeira abordagem de compensação/troca de serviços entre Andanças e artistas: em troca do esforço, mérito e paixão deixado nos palcos a pédexumbo produz, apoia e divulga iniciativas das bandas que levem mais longe todo um esforço com mais de uma década.
4 álbums lançados, iniciativas concretas que serão a raíz de uma nova forma de promoção e esforço comum.
Eddy Slap, Uxukalhus, Nação Vira Lata e Monte Lunai escolheram o festival Andanças como palco privilegiado para o lançamento dos seus novos trabalhos. De 2 a 8 de Agosto, em Carvalhais, São Pedro do Sul, o público poderá assistir ao vivo aos concertos destes e de outros nomes. 5 de Agosto, 23:00 horas, Palco Alto – EDDY SLAP: “Bassab” O baixista Eddy Slap lança o seu CD, “Bassab”, num concerto que promete cruzar o som poderoso do baixo eléctrico de Eddy - fruto de uma mistura de estilos únicos, juntando e evidenciando a música folk da Europa Ocidental, com um pouco de Jazz à mistura, acompanhado somente com uma bateria. É possível? É, e Eddy Slap fá-lo como poucos. 6 de Agosto, 23:00 horas, Palco Alto – UXUKALHUS: DVD “Transumâncias Groove Mix” Na noite de 6 de Agosto é a vez dos Uxukalhus (aliás, Os Chocalhos), com o lançamento do seu segundo álbum “Transumâncias Groove Mix”, que será gravado ao vivo no festival, em formato DVD – aproveitando a ocasião para agradecer à legião de fãs que têm seguido o grupo desde o início, quando revolucionaram os repertórios “folk” com o sacrilégio das guitarras eléctricas, percussões e instrumentos “exóticos” (Rauschpfeife, Acordeão, Flautas variadas, percussões africanas, indianas e até bateria ou Cravo). O seu estilo inconfundível deita por terra as convenções todas que possam existir sobre a música dita “tradicional”, “popular” ou “contemporânea”. Esvaziadores de rótulos por excelência (e com orgulho nisso) desde há 10 anos. 7 de Agosto, 23:00 horas – NAÇÃO VIRA-LATA: lançamento de CD Os Nação Vira Lata, liderados por Winga Kan (conhecido como o percussionista das mil percussões exóticas de Blasted Mechanism) vão trazer muitos convidados e prometem rebentar o festival com os seus ritmos africanos, portugueses e brasileiros; no concerto actuarão como convidados os alunos das oficinas de percussão realizadas no Andanças – uma das vertentes mais participadas do festival. Incluindo um convidado especial não-humano: Macintosh, responsável por loops e música electrónica combinadas com os instrumentos tribais e vários amigos de percurso. Este é o primeiro álbum dos Nação Vira Lata, um grupo muito recente, constituído pelos pupilos de Winga (Nuno Patrício), que já não é estranho nestas Andanças (a sua carreira conta com participações nos TocáRufar, Projecto Adufe, Uxukalhus, Blasted Mechanism) e já é um veterano no festival. O concerto final, na Sexta-feira dia 7 de Agosto, incluirá uma “Queima do Judas”, uma efígie que será construída durante o Andanças, para ser queimada nessa noite e que se inspira nos rituais das culturas pré-cristãs mais antigas da Europa. 5 de Agosto, 23:00 horas – MONTE LUNAI: “In Temporal”. Os Monte Lunai apresentam ao público a sua edição: “In temporal”. A sonoridade deste grupo é ímpar, combinando o violino, contrabaixo, e guitarra com percussões várias e curiosos instrumentos de sopro (clarinete popular, gaita de foles ou didgeridoo), juntando instrumentos ocidentais e orientais, antigos e modernos, populares e eruditos, de forma harmoniosa. O seu concerto é uma viagem por todo o Mundo, passando por temas de baile de hoje e de outros tempos, a Muinheira da Galiza, o Anter’dro da Bretanha, a Contradança, a Valsa, a Mazurca. São as danças da Grécia, da Ucrânia, de Itália e Portugal, numa roda viva de culturas e musicalidades.
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CHOCALHOS | Alpedrinha -Fundão | Alpedrinha -Fundão 15:00 
Os Chocalhos estão de volta...de 17 a 19 de Setembro. Marque já na sua agenda e partilhe com os seus amigos\, eles não podem ficar de fora desta festa..!
O circuito volta a unir Portugal e Galiza, através de uma alargada rede de espaços que abrem portas à música que se faz, em cada caso, além do Minho. De 22 de Setembro a 18 de Dezembro, durante 13...
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