O INATEL - elemento essencial no apoio aos ranchos folclóricos do país - organiza de Abril a Julho cursos de Concertina, Cavaquinho, Bandolim e Gaita de foles.
Desmistificações: esta Mazurka recolhida no séc XIX é em 90% coincidente com uma bem conhecida moda Alentejana: "Eu Ouvi o Passarinho". Muito provavelmente, estas modas Alentejanas (Passarinho, Rama, Mariana Campaniça, etc.) eram modas de 2 passos, que entretanto deixaram de ser bailadas.
A PédeXumbo vai lançar, no festival Entrudanças a sua mais recente edição: um livro e DVD de danças do mundo para crianças! Convidamos todos a reunirem-se à volta de um livro com muita música e imagens para descobrirem as receitas de um cozinheiro que descobriu a dança no meio de ingredientes e utensílios de cozinha. De receita em receita vão-se aprendendo passos e formas de dançar “sabores” do mundo. Uma edição com muito alimento e movimento para todos.
Esta é também uma edição internacional, já que resulta de uma parceria entre a Pédexumbo (Portugal) e a editora Sons do Cúmio (Galiza) e do trabalho conjunto entre a equipa da PX e amigos de longa data, que trabalham na Galiza os temas da música e dança populares. A edição será mesmo editada em Português, Galego e Castelhano, para estar acessível nas várias comunidades de ensino.
A quem se destina? Esta edição destina-se a crianças, pais, educadores...e todos os interessados por danças com muito sabor!
Porquê? A PédeXumbo tem vindo a dinamizar um sector pedagógico nos últimos 3 anos de actividade. Desenvolveu uma série de actividades práticas que permitiram reunir um conjunto de profissionais e absorver práticas concretas: aulas de danças do mundo nas escolas, acções de dança inclusiva (dirigidas à população portadora de deficiência), dinamização de aulas de dança para seniores, promoção de actividades lúdicas de dança entre pais&filhos, desenvolvimento de diversos módulos de formação de formadores e muitas parcerias com instituições académicas e autarquias. A partir da experiência acumulada, e após reflexão, surgiu a necessidade de editar materiais de suporte pedagógico próprios, que obedecessem a uma estética musical e visual que promovesse efectivamente o gosto pela música e dança de raíz tradicional. Neste campo existem algumas edições em Portugal e a nível internacional, mas infelizmente as opções musicais são por regra muito pouco interessantes e limitadas, espartilhadas por uma concepção musical pouco rica e sofisticada, com sintetizadores, arranjos folclorizados e pouco ambiciosos – e é importante que se possa crescer a ouvir boa música, para aprender e tomar o gosto pelo património coreográfico rico que existe em todo o mundo.
Baile | Jogo | Mistério Seg | 15 Fev 2010 | 22h00 Andantes | Dançantes | Heróis | Frequentadores de baile
Na sequência do fantasioso e divertido Herdança surge o Heróis do Baile. Este Baile, animado pelo grupo já há muito conhecido tanto pela energia como pela personalidade camaleónica, UXU-Kalhos, será dedicado aos super heróis, os que dominaram a BD e todos aqueles que estão por inventar. À semelhança do Herdança, também este baile será um jogo, transformando a noite num palco de surpresas e revelações.
"Porque razão foram convocados os Super Heróis para o mesmo baile?", será a casa de partida.
A clara ficção deste jogo real ou a realidade misteriosa deste jogo fictício:
Já não bastando todas a tarefas que estão nos pés dos super poderosos afinadores de calendários, heis que caiu do chão a tarefa de calendarizar o dia do "Não se passa nada". Foi escrupulosamente escolhido o dia 15 de Fevereiro e, por força de motivos maiores, estão a ser convocados todos os Super Heróis, vá-se lá saber por que carga de fogo.
Se és um Super, de que estás à espera? Faz a tua inscrição aqui porque o baile é para Heróis.
O baile, esse, será animado pelo Super-grupo UXU KALHUS que desde os tempos do Senhor Francesco Herdança tem vindo a pautar pela festa brava e pela dança cabra, uma espécie de Super dança só para Super Heróis.
Michel Giacometti, etnomusicólogo corso, dedicou os últimos 30 anos da sua vida ao estudo do património musical português, através de registos in loco por todo o país. São da sua responsabilidade os Arquivos Sonoros Portugueses, e, em colaboração com Fernando Lopes-Graça, a Antologia da Música Regional Portuguesa e o Cancioneiro Popular Português. Entre 1970 e 1973, apresentou na RTP o programa Povo que Canta, realizado por Alfredo Tropa, um dos mais importantes documentos sobre a tradição musical portuguesa. Em 2003, Manuel Rocha, músico da Brigada Victor Jara, e Ivan Dias seguem-lhe as pisadas, numa nova série do Povo Que Canta, que nos mostra de que forma a tradição resiste, passados 30 anos. Porque conhecer o trabalho de Giacometti é o primeiro passo para compreender e valorizar a memória, reconstruindo e promovendo a cultura de raiz tradicional, a palavra a Manuel Rocha e o convite à participação espontânea de todos os gaiteiros e novos intérpretes da música tradicional.
A vida, outrora, era aborrecida na sua rotina do dia a dia. Uma romagem anual, uma feira de tantos em tantos meses, uma passagem de um ilustre viajante uma vez na vida, um enforcamento de quando em quando, a esporádica chegada de uma carroça de saltimbancos eram os acontecimentos que marcavam a vida do camponês e com os quais calendarizava a sua própria existência. Na recriação o processo é acelerado. Numa só jornada confluem vários acontecimentos com o objectivo de proporcionar uma vivência de décadas num mesmo dia. A recriação histórica tem o seu lado lúdico e deve cativar o espectador. Num só dia são‐lhe dados a vivenciar vários episódios sequenciais de uma época, procurando‐se enquadrá‐los, ordinariamente, na moldura de um mercado. Preparar um actor para a recriação histórica implica dotá‐lo dos mais elementares apetrechos e ferramentas, valorizando uma gama completa de disciplinas auxiliares, rigorosamente necessárias à acção.
Entrega de certificado de participação e material didáctico aos que frequentarem o curso completo;
Possibilidade de estágios remunerados e não remunerados, na Companhia de Teatro Viv’Arte;
Direcção: Prof. Mário da Costa Orientação Pedagógica e Curricular: Pancho Ochoa Direcção de Produção: Edgar da Silva Assistentes de Produção: Ana Brandão e Inês Veloso
Valor do curso (6 Módulos): 100 Euros/ pagamento até 15 dias antes do curso 135 Euros /pagamento até ao dia do curso Outros Valores: 2h de Formação: 20 euros 4h de Formação: 35 euros 6 h de Formação: 55 euros 8 h de Formação: 95 euros
O Entrudanças é a face familiar do Andanças, o irmão pequeno ou o brinquedo de madeira entre brinquedos eléctricos. Numa altura do ano em que a chuva e o frio deixam as multidões aconchegadas em casa, numa pequena aldeia - Entradas - no Alentejo a cultura tradicional forma um encontro cheio de sabor e aprendizagem. Também aqui se aprendem as danças e a música, se partilha o sorriso e descobrem novos saberes (e sabores), sempre com o sotaque do sul por companheiro. Descobre-se a planicie ao mesmo tempo que se conhece um pouco mais o sorriso que nos acompanhou na última dança.
Num espaço aconchegante e quente, nasce o dia-a-dia de melodia, aproveitando a desculpa do carnaval. Este, o entrudo, é talvez uma celebração do ínicio do fim do Inverno. Queremos que o Entrudanças seja o passo para um verão quente de dança?
Fica o texto oficial e o programa.
Frio, vento, chuva... estão reunidas as condições ideais para sair de casa!
Está aí mais uma edição do Festival Entrudanças: a vila de Entradas, Castro Verde, recebe músicos, monitores de dança, artesãos e pessoas de vários sítios do globo para festejar o Entrudo.
O Entrudanças realiza-se em plena planície alentejana uma pacata vila do concelho de Castro Verde – Entradas. Durante três dias entre casas caiadas, rebanhos de ovelha, oliveiras e muita agitação a vila torna-se um local privilegiado de encontro de músicos e monitores de vários pontos do globo: todo o Portugal, Galiza, Bélgica, Cabo Verde, Turquia...
O Entrudanças não se resume a três dias de festa e trocas de experiências, mas sim a muita aprendizagem e envolvimento comunitário.
Nesta edição, o Tema do Festival é o Entrouxo, tradição de todo o Baixo Alentejo, e no primeiro dia do Entrudanças, a 13 de Feveiro, é preciso ver os “Entrouxos de Hoje” saírem à rua numa recriação desta tradição pelas Escolas EB1 de Entradas, Casével e São Marcos da Atabueira, inseridas no projecto Pré-Entrudanças.
O programa do Festival tem como base o aprender e trocar experiências durante o dia e à noite, quer-se muita animação e dança nos bailes.
Nesta edição destacamos três momentos do festival: o Encontro Mediterrânico, o lançamento do álbum do grupo "No Mazurka Band" e ainda a apresentação de uma edição escrita, audio e video para crianças "Cardápio de Danças – Danças do Mundo", pela Pédexumbo.
O Entrudanças é organizado pela Associação PédeXumbo em parceria com a Câmara Municipal de Castro Verde e Junta de Freguesia de Entradas.
Pois é, está mesmo quase a seguir para a forno, por isso temos a certeza que dia 14 estão cá fora umas centenas de CD's, ainda quentinhos das queimaduras implacáveis que vão gravar numa bolacha sintética sons acústicos de instrumentos muito nossos (e alguns adoptados): viola campaniça, flauta de três furos, gaita galega, rauchpfeifen, tamboril, timbalão, bombo e caixa. E claro, como não podia deixar de ser, tudo com vozes à bruta. As composições modais são uma constante e os arranjos trazem ao de cima almas irrequietas e mentes inconformistas.
Qualquer semelhança com qualquer outra coisa é pura coincidência: a sonoridade de No Mazurka Band é única, para o melhor e para o pior, não deixando ninguém indiferente (claro que vamos ter mais críticas construtivas que agradecimentos efusivos). Os instrumentos, pouco temperados e a roçar a desafinação, expressam a nossa máxima que assumimos sem preconceito: "No rules, no harmony". Uma nova ordem surge das cinzas do tonalismo, e a ditatura do Sol-e-Dó sucumbe ao ímpeto revolucionário de um modalismo emergente. Atrevemo-nos a reinventar danças seculares como o Vira, o Malhão, o Passeado, o Dois Passos e o Corridinho. E claro, tirámos do baú as brincadeiras onde os nossos avós se conheceram e enamoraram. Porque o Folk vivo é um Folk contemporáneo, vibrante, actual a reinventar-se constantemente. E porque o Folk de identidade é a melhor forma de festejar o que nos faz ser diferentes. Por isto tudo e porque sim, apareçam no Entrudanças, para dar um pézinho de dança e brincar à roda ao som destes instrumentos improváveis. Vão ver que não dói nada...
O manifesto
A-do-Baile, o Manifesto, diz que a regionalização da cultura é, em grande medida, uma invenção dos anos 40; suspeita que há bailes e brincadeiras ancestrais (Chula, Vira, Cana Verde, Malhão, Fado, Marcha) que remontam pelo menos a meados do século XIX e que estavam espalhados por todo o país; desconfia que as danças oitocentistas (Mazurka, Polka, Walsa, Scottish e muitas outras entretanto perdidas) se popularizaram e vulgarizaram no final do século XIX e deram mais tarde origem ao Corridinho, à moda de Dois Passos, ao Picadinho ou integraram outras danças, como é o caso do Vira valseado ou as Saias, onde a Valsa e a Mazurka são muito mais puladas que nas versões importadas; intui que outras invasões existiram, como é prova disso a existência de Fox-Trot, Tango, Baião, Rumbas e Maxixa no repertório dos anos 60; assinala que mais do que uma regionalização, houve vagas de danças que cobriram o país, e que o que hoje observamos é o resultado da seleção popular dessas mesmas danças; acrescenta que nos locais mais remotos de Portugal, onde até há pouco tempo as montanhas eram obstáculos quase intransponíveis, a vaga oitocentista pouco ou nada se instalou, ao contrário do centro e sul de Portugal onde se estabeleceu e "expulsou" as danças ancestrais (mas ainda hoje há Canas verdes e Viras que "resistem" nestas regiões); e remata que, de Portugal, outras vagas partiram para Cabo Verde (como as mazurcas e as contradanças) e para o Brasil (com o forró a ter origem direta nos danças oitocentistas).