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Sexta, 22 Junho 2007 22:23 |
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(Mais uma "primeira vez" do peixe. Publicamos o primeiro texto de opinião sobre um álbum. A nossa escolha para abertura é tendenciosa, estamos conscientes. Outras se seguirão. Fica o convite a todos os que queiram contribuir. Este é um espaço público) Viu a luz do dia a esperada rodela "Parainfernália" com os sons dos Diabo a Sete. Esta é a nossa visão do que ouvimos. Mas primeiro o objecto: Uma capa negra, nada ostensiva esconde um interior vermelho forte, puro, diabólico. A rodela propriamente dita, repete o conceito: Negro por fora, com o centro-coração vermelho-sangue. E o objecto dá mote ao que se ouve. Arrancam as melodias calmas dominadas pela flauta, que abre em solo o CD, e pela Sanfona. Para que ninguém receie ouvir, para que o cativo seja o ouvinte. Mas a energia, o calor do inferno em breve toma conta da melodia e explode a alegria que cruza os temas. Lá para o meio da audição já se recordaram as noites do Ateneu de Coimbra, o suor, o extase e o sorriso. Nessa altura começa-se a comprender, mesmo que sentado [ainda?] no sofá, a razão que levou alguém - uma noite - a recear que o chão desse mesmo Ateneu não resistisse a tantas almas dançantes. É um trabalho de instrumentos-reis, com arranjos divinais, sobre temas tradicionais - que é isso que os diabos são mestres a fazer. Mas se os instrumentos são os soberanos ao longo do CD, a linda voz da Julieta é a digna rainha [ ou será princesa encantada?]. Não temam pecar, ouçam-no, devorem-no, comentem, não fiquem indiferentes, deixem que vos levem até ás mais profundas trevas ou mais altas montanhas. Porque se pecarem, esperem pelo último tema, um final em oração, para que as pazes com os Deuses fiquem feitas e continuemos empenhados participantes da nossa pátria que - na palavra do presidente do Ateneu - é a música tradicional. Parabéns Diabos!!! Esta é uma obra demorada, mas pela qual a espera compensou. Fica ali ao lado, no leitor de mp3, o "Diabos no corpo". |
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Sexta, 22 Junho 2007 19:00 |
(Opinião de Tiago Pereira , realizador, publicado originalmente no programa canto nómada) Como Realizador, a minha posição dentro do movimento da tradição e da música popular portuguesa, é absolutamente comprometida. Se por um lado penso que a memória é absolutamente importante e que o trabalho ainda não foi feito, por outro lado, acho que essa memória, esse património deve ser partilhado e posteriormente remisturado e reconstruido e nunca acabar em espólios e prateleiras cheias de pó e sem sentido.
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Terça, 19 Junho 2007 19:00 |
 Os Diabo a Sete apareceram em 2003, oriundos do grupo musical Borda-d'água e de músicos que haviam feito o seu percurso artístico no GEFAC. No fim do primeiro ano de existência já se encontravam sedeados no Ateneu de Coimbra, integrando a secção musical da colectividade. Têm vindo a construir um repertório baseado em temas originais e outros inspirados na música tradicional portuguesa, ainda que procurem abordá-los sem preconceitos puristas e com a consciência de que a música que elaboram é sempre contemporânea. Celso Bento – flauta e gaita-de-foles; Eduardo Murta – baixo eléctrico; Julieta Silva – voz, concertina e sanfona; Luísa Correia – guitarra acústica; Miguel Cardina – bateria e percussões; Pedro Damasceno – bandolim, cavaquinho, concertina e flautas; Hugo Natal da Luz (músico convidado) – percussões; André Moutinho – som; Com a participação dos Rebimbomalho, grupo de percussões do Ateneu de Coimbra Passatempo:O peixe tem 2 bilhetes para os dois primeiros seres que respondam, por aqui , à pergunta: |
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Terça, 19 Junho 2007 11:58 |
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Texto retirado daqui. Ela ondulava o corpo lentamente, os olhos fechados, cantarolando baixinho: - L’amour, Humm, humm..
Ele olhava-a. Gostava de a ver ondular assim. Ela abriu os olhos. Estendeu-lhe a mão. Sorriu-lhe sem parar de dançar. -Não sei dançar, disse ele.
-Eu ensino-te. Dá-me a tua mão. Sente a música, deixa que te envolva o corpo. Sente como te acaricia a pele. Não penses, sente só. A música entra em ti e és música e corpo. E tens de ondular, de acompanhar a música, porque o corpo já não é teu. Segue a minha mão. Dança comigo. Dança na minha mão. Deixa que te guie.
Ele disse: - Falas como se dançar fosse fazer amor. Ela riu... |
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Terça, 19 Junho 2007 00:00 |
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Que dizem a rumar um pouco mais cedo a S. Pedro do Sul, participar num projecto cativante, ficar com a sensação de participar e depois estender para o Andanças? |
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Domingo, 17 Junho 2007 21:49 |
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por: Marta Poiares A oeste nada de novo Não raras vezes, atribui-se a origem do amplo sucesso desta categoria ao “esgotamento” da música ocidental. Susana Sardo explica porquê: “Esgotou-se a inspiração conceptual para criar qualquer coisa de novo no Ocidente. Procuram-se novas estruturas rítmicas para transformar a música”. Emerge, então, a necessidade de músicas que espelhem a multiplicidade e gritem a diferença. Alexandre Lemos é prova disso mesmo. “Ao fim de uns anos de rádio, estava a criar um enjoo à matriz anglo-saxónica de música, sempre com as mesmas escalas, as vocalizações no mesmo sítio, a mesma estrutura de refrão. A música do mundo surgiu como uma possibilidade pop com novas músicas”, conta o locutor da RUC. A súbita e crescente curiosidade por este género surge, indiscutivelmente, lado a lado com a apregoada ditadura cultural anglo-saxónica. Quem o explica é Claudino Ferreira, sociólogo e professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Face a um público sedento de novos fenómenos, é natural que “a indústria invente o reverso da medalha – as músicas tradicionais, étnicas”, analisa. |
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Domingo, 17 Junho 2007 20:24 |
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Esta segunda feira, às 21h, no Ateneu de Coimbra. Como tem sido hábito uma viagem pela tradição da Europa. Workshop de dança tradicional, pela mão da Eva. |
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Sábado, 16 Junho 2007 19:00 |
 Cinco anos volvidos sobre o primeiro espectáculo “Canções do Ceguinho”, regressam as histórias de faca e alguidar. Voltam as canções que povoavam o universo sonoro das feiras e romarias, desta feita com outros instrumentos, novos arranjos e novas histórias. A mãe que matou os três filhos à machadada; a costureira que descobriu que o noivo a enganava e se matou no dia do casamento; a Maria da Graça que foi enganada pelo Manuel Celestino e atirou o filho recém-nascido para o telhado; o coveiro de Pínzio que desenterrava os mortos para lhes tirar a roupa. Estas e muitas outras histórias serão cantadas no próximo dia 21 de Junho, pelas 22 horas, no café concerto do Teatro Municipal da Guarda. Um espectáculo de César Prata (adufe, concertina, kazoo, samples, sanfona, viola, viola beiroa , viola toeira e voz). http://cancoesdoceguinho.blogspot.com |
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