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Terça, 01 Dezembro 2009 17:45 |
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Pela sétima vez consecutiva o Espaço Contagiarte e o Teatro Sá da Bandeira abrem as portas para receber o Festival Etnias, numa edição marcada pela mescla de sonoridades africanas, caribenhas e orientais, mas também pela participação dos recentes Karrossel, interpretando essencialmente música de dança tradicional portuguesa. Para os amantes das músicas do mundo, aqui fica o cartaz e mais informação: |
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Domingo, 29 Novembro 2009 14:49 |
DJAL, formaram-se há 15 anos, de um dia para o outro, como o próprio nome indica -d'un jour au lendemain. Após várias mudanças na formação, na qual se mantêm neste momento apenas três elementos do grupo inicial, Djal é um dos grupos franceses de baile/folk com mais sucesso internacional e a sua música é presença incontornável nos bailes dos amantes do folk em Portugal. O seu nome associa-se inevitavelmente ao colectivo Mustradem, que tem desempenhado um importante papel na difusão do neo-folk francês. À conversa com Sébastien Tron (sanfona) e Stéphane Milleret (acordeão) tentamos conhecer um pouco melhor de que forma o movimento trad se tem desenvolvido em França. Definem-se como um grupo de baile e não de concertos pois assumem que a dança e a música são indissociáveis, «existe desde logo uma grande dinâmica corporal associada à prática do instrumento», afirma Sébastien, no entanto, a miscelânea das suas sonoridades, entre o jazz, o folk, as influências tradicionais francesas, europeias e árabes, cria uma provocação em torno do baile tradicional. «Quando reinterpretamos temas tradicionais procuramos que sejam sempre dançáveis, mas não necessariamente como seriam tradicionalmente. Procuramos levar o público a questionar os seus próprios movimentos», explica Stéphane. Estas diferentes influências encontradas na particular sonoridade de Djal surgem não como uma intenção, mas como uma consequência das diferentes identidades e formações dos sete músicos que compõe Djal. Sébastien, por exemplo, embora sempre ligado à música tradicional por laços familiares, começou a sua formação com música clássica e jazz, até que em 2003 entrou para o grupo, com a saída de Daniel Gourdon. «A única intenção é colocarmo-nos a nós próprios nos temas que criamos», concluí Stéphane. Inseridos noutros projectos musicais, alguns elementos do grupo tinham já estado em Portugal, nomeadamente no Festival Andanças, mas enquanto grupo, a primeira visita de DJAL foi na última edição do Granitos Folk. A impressão é boa, «Aqui sentimos que o movimento está realmente vivo!», dizem-nos. «Tal como a Bélgica, Portugal parece conseguir misturar a energia tradicional com a força do rock, levando a uma maior adesão dos jovens», justifica Sébastien, «genericamente o público é mais jovem, mais eclético e mais variado do que em França. Isso é bem claro no Andanças, onde tanto encontramos ranchos folclóricos, como um DJ a passar Bob Marley e ao lado um grupo de neo-trad.» Simultaneamente os músicos portugueses, a quem Stéphane elogia a humildade, abertura e vontade de aprender, conseguem manter uma forte identidade cultural, o que, segundo Sébastien, nem sempre acontece noutros contextos «Na Bélgica não conseguimos distinguir claramente o que é um grupo tradicional - o que existe é uma cultura rock com alguma influência tradicional.» Tal como em Portugal, na Bélgica ou em Itália, também em França o meio é muito pequeno, «estamos sempre a cruzar-nos com as mesmas pessoas», diz Sébastien. «Acontece que não existe uma ligação entre a cultura tradicional e a world music, salvo, talvez, com a música da Bretagne», explica, «não nos é possível aceder aos grandes festivais, onde existem músicos africanos, asiáticos ou da América do sul. Ao não existir essa comunicação, o meio torna-se de imediato mais limitado». «Só conseguiremos crescer quando tivermos audiência nos media, caso contrário é muito difícil conseguir viver enquanto músico profissional. Se existem medias, existem organizadores, existem investidores, mais ocasiões para tocar, mais público e mais medias…é um ciclo vicioso», completa o acordeonista. Stéphane salienta a dicotomia existente no movimento folk francês, opondo uma visão conservadora e tradicionalista a uma vertente mais jovem, mais aberta e disponível, «o folk tem de evoluir! O público é mestiço, os músicos são mestiços, as músicas são mestiças!». Louvam o trabalho desenvolvido em iniciativas como o Andanças ou o Gennetines, que aproximam as danças do público, mas exigem uma maior vontade de aprender por parte dos músicos: «é preciso compreender que há que trabalhar a oralidade, a tradição, mas aprender também outras ferramentas musicais - a teoria, o ritmo…», defende Sébastien. É neste sentido que surge Mustradem - musiques traditionelles de demain - músicas tradicionais do amanhã, um conjunto de pessoas com vontade de ir mais além que a transmissão oral, «procuramos a técnica mas também a teoria, trabalhar com pessoas que, sendo de diversas áreas, convergem no folk - desde os músicos aos fabricantes de instrumentos», explicam. Mustradem é uma associação, mas também uma empresa, no sentido em que é uma entidade empregadora, e, sobretudo, um colectivo de músicos. Formou-se em volta de Dédale e reúne actualmente outros nomes destacados no panorama francês, tais como Djal, Musical Kinematic Factory, Frères de Sac, Isabelle et Norbert Pignol, etc. «Desta forma potencializamos uma grande partilha de experiências, uma vez que tanto trabalhamos com duetos como com grupos maiores, com grupos de baile como grupos de concerto…». Ao longo de quase 20 anos, Mustradem reuniu alguns dos mais conhecidos nomes da música folk francesa, como Dédale, DJAL, Vachinton.g, Boréale, La Machine, Alambic ou Antiquarks, tendo editado 21 álbuns, todos eles disponíveis na loja online. |
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Sábado, 28 Novembro 2009 15:09 |
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Ganha vida a aldeia de Paúl, na Covilhã, em nome da religião, expressa na cultura que sempre ludribiou as instituições. |
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Sábado, 28 Novembro 2009 12:16 |
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Um vídeo. Dois países. Uma re-interpretação. Músicos que conhecemos de projectos intimamente ligados ao baile juntam-se à mestria do acrodeão do sul. Nasce uma forma de olhar a tradição do ultra-turistico Algarve nos palcos Franceses. Será que veremos em breve Extravanca fora do palco, bailado e improvisado no corpo? Que força trazem iniciativas destas a sonhos como o NBP? Ter os amigos a dar vida a temas que nos são familiares traz-nos a confiança que a riqueza cultural não tem nacionalidade? Ter um tema tradicional "maldito" no palco "divino" do jazz é suficiente para que a excomunhão termine? Reconhece-se o corridinho naquele palco? Como levar o corpo da dança para junto dele? Ou como o trazer para junto do baile? Querem tal coisa os bailadores e os músicos? Vai ser catalogado nas prateleiras como "world music" mesmo que seja criação fora da esfera das editoras Anglo-saxónicas? |
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Sexta, 20 Novembro 2009 09:38 |
 No dia 26 de Novembro de 2009, irá realizar-se na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Leiria, o baile ”AllDance”, inspirado no conceito do Novo Baile Português. Este baile é organizado pelas turmas do 2ºano, diurno e pós-laboral, do Curso Desporto e Bem-Estar no âmbito da Unidade Curricular de Dança, leccionada pela Professora Marisa Barroso. O Novo Baile pretende “pegar” nas danças tradicionais que se dançavam antigamente nos bailes e, realizar algumas modificações e adaptações na sonoridade e nas coreografias (retirado do site: www.rodobalho.com). Neste evento estão envolvidas cerca de 70 alunos que fazem parte de grupos específicos tais como: logística, apresentadores, relações públicas, decoração e gestão do espaço, reportagem, publicidade /divulgação e avaliação. O curso Desporto e Bem-Estar promove a participação de todos os alunos oferecendo a possibilidade de usufruírem de novas experiências e incentivando-os para a realização de futuras iniciativas, ganhando assim mais conhecimentos e experiência na área. O trabalho exaustivo, a dedicação, e o empenho de todos os alunos, caracterizam este baile, dando “asas” à imaginação para transmitir a todas as pessoas este conceito de Novo Baile. Este evento promete muita diversão, recheado de muitas surpresas ao longo da noite e que ficará guardado na memória de todos os participantes. Reportagem O baile intitulado de “All-Dance”, organizado pelos alunos do curso de Desporto e Bem-Estar, Diurno e Pós-Laboral iniciou-se da melhor forma ao som dos Blue School, banda liderada pelo novo vice-presidente da Esecs, doutor Rui Matos, antigo coordenador do curso de Desporto e Bem-Estar. Seguiu-se uma actuação do Rancho folclórico das Pedreiras, com a interpretação da música “Pombinhas da Catrina”, seguindo-se a actuação de uma dança de alunos pós-laboral, ao som da mesma música, mas com instrumental dos Blue School. Passada a cerimónia de abertura, ocorreu a apresentação das danças tradicionais europeias, por parte dos alunos de diurno, decorrendo da seguinte forma: Circle (Inglaterra), Munheira Corrida (Galiza), Toma Lá Da Cá (Nazaré), Bourré (França), Gavotte (França). Posto isto, procedeu-se à homenagem à doutora Isabel Varregoso, assistindo-se à visualização de vídeos sobre a mesma, com comentários de pessoas que lhe são próximas, tais como: Dr. Rui Matos e Professora Isabel Dias. Contudo, devido a um erro técnico, o som não se encontrou nas melhores condições, não sendo assim perceptível. O baile continuou com a apresentação de mais três danças, que foram: Erva Cidreira (Ribatejo – Santarém), Serjhoza (Estónia) e Corrento de la Rocho (Norte de Itália). Após a realização destas três danças, assistiu-se a uma actuação do grupo Hip-Hop D-Dance, sendo o coreografo o professor Nuno Carvalho. Para finalizar a actuação dos alunos de diurno, assistimos a mais duas danças, sendo elas: Fado de Espinho (Algarve) e o Sariquité (Algarve). Após um curto intervalo, deu-se lugar à actuação das danças por parte dos alunos de pós-laboral, que iniciaram a sua apresentação com a dança Chappelloise (Inglaterra), seguindo-se Troika (Rússia), Picadinho ou Ponteada (Beira Interior), Mat’aranha (Minho), Regadinho (Braga), Nigoono Shel Wosi (Israel) e finalmente o Branle (França). Houve ainda uma cerimónia de encerramento, com a actuação de quatro alunas de pós-laboral, que realizaram uma coreografia ao som da música “A agulha e o dedal” de Beatriz Costa, colocando o público todo a dançar, encerrando assim da melhor forma o evento. |
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Quinta, 19 Novembro 2009 21:06 |
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Temos só quatro aninhos, mas já sabemos falar e escrever. Não somos prodígios, muito menos precoces. Durante estes anos escutamos em nosso redor e fomos construindo a nossa comunicação. Sem gritar, tentando a cada instante escutar mais que falar. Escutar os vossos desejos, delinear a ambição comum de uma cultura participada, escorrer na letra os anseios e receios. Mas acima de tudo, como toda a comunicação, partilhar: o prazer da dança, a magia da musica e a vontade de construir.
Como todo o aniversário, olhamos para trás, para o que foi este ano. Na passagem dos 365 dias, no contar de um ano, fazemos contas. Num ano ano visitaram o rodobalho.com 60 000 pessoas, que requisaram 190 000 páginas. Publicamos um pouco mais de 200 notícias e divulgamos mais de 700 eventos na agenda. Partilhamos, com irmãos de sempre, a construção do festival da passagem de ano, aceitamos o desafio de dar vida ao Sons 09, tivemos de dizer "até já" à beleza de Sortelha e a magia do Iberfolk, saboreamos as castanhas e a jeropiga musical nas oficinas de São Martinho, sonhamos em bailes e workshops. 900 caixas de correio recebem semanalmente a agenda. Oferecemos CD's e bilhetes e demos-vos música. Adaptamos a forma de dizer cultura tradicional e abraçamos o Facebook, onde 3200 de vós se juntaram e construimos uma comunidade de paixão. Cerca de 200 visitantes procuram-nos cada dia - mas vemos uma ligeira tendência de queda nos últimos meses (porquê?). Estamos prontos para outros tantos anos. Para dar asas às palavras, imagens e sons no site, para lançar os desafios de construir cada vez mais bailes, cada vez mais workhops, um momento de partilha a cada minuto em cada local onde todos estamos. Obrigado a todos por nos darem quatro mil razões para existir. |
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Segunda, 16 Novembro 2009 21:13 |
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Do gosto pela DANÇA e pela MÚSICA, nascem na cidade do Porto os KARROSSEL em 2009.
Músicos dos Mu, Pé na Terra, e Uxte mais a bailarina e música Diana Azevedo (Mu/Popolomondo) reagruparam-se no sentido da recolha e de dar vida ás danças portuguesas sem descurar todas as danças presentes nos habituais bailes que habitualmente habitamos!
"Surgiu a necessidade e da mesma o engenho criativo de oferecer ao tradicional público, danças tradicionais com origem original!!!" Fruto de recolha e pesquisa, ensinam danças tradicionais, essencialmente portuguesas, mas também do resto da Europa. Num espírito de festa, os KARROSSEL propõem uma viagem pelo mundo da música tradicional, onde o público é convidado a participar, num rodopio de danças! Desde o Vira do Minho, o Fado Batido, até à Troika da Rússia, passando pela Bretanha, Roménia, Lituânia, e tantas outras culturas, regressando sempre a Portugal num diálogo constante com o público... ...os KARROSSEL põem todos a andar à roda! |
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Segunda, 16 Novembro 2009 12:33 |
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 Mais uma banda para as hostes do Novo Baile Português. Há mais de 10 anos no Folk, Paulo Pereira (Uxu Kalhus e No Mazurka Band) e José Oliveira (Alfa Arroba e Cabaz) fundem-se no PÓ. O PÓ não surge do nada, mas a partir de uma concertina, algumas flautas e palhetas, muito poder acústico, e a intenção de construir um repertório único e original a partir dos ritmos e danças Portuguesas. A fórmula 75% / 25%, com um quarto de músicas Europeias, permite aos mais cépticos fazer uma transição gradual e indolor para o Folk em Português. Deixámo-nos de celtas e oitocentista, despojámos o folclore dos trajes a rigor, renegámos o tonalismo fácil para abraçar o modalismo incerto, e atirámo-nos de cabeça no caldeirão dos viras, canas verdes, modas de dois e quatro passos, modas de unha e outros delírios do povo. Se nos pagarem bem, até tocamos um círculo, e se calhar mais do que uma mazurka (que por acaso até é uma polka-mazurka, mas isso é uma outra história). Por isso, limpem o pó dos casacos e venham levantar pó connosco. PÓ Novembro/Dezembro: 17 Nov (ter) às 22h30 no Pin Up – Porto 28 Nov (Sáb) às 22h30 na Junta Freguesia de São Victor – Braga 29 (Dom) matiné às 18h* no espaço teatro Kabuki – Lisboa 12 Dez (Sáb) às 23h* no Espaço performas – Aveiro 20 Dez matiné às 18h* - Lisboa (mesmo local) * uma hora antes do baile, ensinamos as danças para quem quiser aventurar-se definitivamente na toca do coelho do Folk de identidade. |
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