Novo Baile Português
Desmistificação PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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aldeia_das_laranjas
Desmistificações: esta Mazurka recolhida no séc XIX é em 90% coincidente com uma bem conhecida moda Alentejana: "Eu Ouvi o Passarinho". Muito provavelmente, estas modas Alentejanas (Passarinho, Rama, Mariana Campaniça, etc.) eram modas de 2 passos, que entretanto deixaram de ser bailadas.
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A-do-baile, a terra das danças PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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NMB Promo por rodrigo gonçalves

no_mazurka_band_a_do_baile_01Pois é, está mesmo quase a seguir para a forno, por isso temos a certeza que dia 14 estão cá fora umas centenas de CD's, ainda quentinhos das queimaduras implacáveis que vão gravar numa bolacha sintética sons acústicos de instrumentos muito nossos (e alguns adoptados): viola campaniça, flauta de três furos, gaita galega, rauchpfeifen, tamboril, timbalão, bombo e caixa. E claro, como não podia deixar de ser, tudo com vozes à bruta. As composições modais são uma constante e os arranjos trazem ao de cima almas irrequietas e mentes inconformistas.
Qualquer semelhança com qualquer outra coisa é pura coincidência: a sonoridade de No Mazurka Band é única, para o melhor e para o pior, não deixando ninguém indiferente (claro que vamos ter mais críticas construtivas que agradecimentos efusivos). Os instrumentos, pouco temperados e a roçar a desafinação, expressam a nossa máxima que assumimos sem preconceito: "No rules, no harmony". Uma nova ordem surge das cinzas do tonalismo, e a ditatura do Sol-e-Dó sucumbe ao ímpeto revolucionário de um modalismo emergente. Atrevemo-nos a reinventar danças seculares como o Vira, o Malhão, o Passeado, o Dois Passos e o Corridinho. E claro, tirámos do baú as brincadeiras onde os nossos avós se conheceram e enamoraram. Porque o Folk vivo é um Folk contemporáneo, vibrante, actual a reinventar-se constantemente. E porque o Folk de identidade é a melhor forma de festejar o que nos faz ser diferentes.
Por isto tudo e porque sim, apareçam no Entrudanças, para dar um pézinho de dança e brincar à roda ao som destes instrumentos improváveis. Vão ver que não dói nada...
 

O manifesto

A-do-Baile, o Manifesto, diz que a regionalização da cultura é, em grande medida, uma invenção dos anos 40; suspeita que há bailes e brincadeiras ancestrais (Chula, Vira, Cana Verde, Malhão, Fado, Marcha) que remontam pelo menos a meados do século XIX e que estavam espalhados por todo o país; desconfia que as danças oitocentistas (Mazurka, Polka, Walsa, Scottish e muitas outras entretanto perdidas) se popularizaram e vulgarizaram no final do século XIX e deram mais tarde origem ao Corridinho, à moda de Dois Passos, ao Picadinho ou integraram outras danças, como é o caso do Vira valseado ou as Saias, onde a Valsa e a Mazurka são muito mais puladas que nas versões importadas; intui que outras invasões existiram, como é prova disso a existência de Fox-Trot, Tango, Baião, Rumbas e Maxixa no repertório dos anos 60; assinala que mais do que uma regionalização, houve vagas de danças que cobriram o país, e que o que hoje observamos é o resultado da seleção popular dessas mesmas danças; acrescenta que nos locais mais remotos de Portugal, onde até há pouco tempo as montanhas eram obstáculos quase intransponíveis, a vaga oitocentista pouco ou nada se instalou, ao contrário do centro e sul de Portugal onde se estabeleceu e "expulsou" as danças ancestrais (mas ainda hoje há Canas verdes e Viras que "resistem" nestas regiões); e remata que, de Portugal, outras vagas partiram para Cabo Verde (como as mazurcas e as contradanças) e para o Brasil (com o forró a ter origem direta nos danças oitocentistas).
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PÓ na estrada PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

 

Mais uma banda para as hostes do Novo Baile Português. Há mais de 10 anos no Folk, Paulo Pereira (Uxu Kalhus e No Mazurka Band) e José Oliveira (Alfa Arroba e Cabaz) fundem-se no PÓ. O PÓ não surge do nada, mas a partir de uma concertina, algumas flautas e palhetas, muito poder acústico, e a intenção de construir um repertório único e original a partir dos ritmos e danças Portuguesas. A fórmula 75% / 25%, com um quarto de músicas Europeias, permite aos mais cépticos fazer uma transição gradual e indolor para o Folk em Português. Deixámo-nos de celtas e oitocentista, despojámos o folclore dos trajes a rigor, renegámos o tonalismo fácil para abraçar o modalismo incerto, e atirámo-nos de cabeça no caldeirão dos viras, canas verdes, modas de dois e quatro passos, modas de unha e outros delírios do povo. Se nos pagarem bem, até tocamos um círculo, e se calhar mais do que uma mazurka (que por acaso até é uma polka-mazurka, mas isso é uma outra história). Por isso, limpem o pó dos casacos e venham levantar pó connosco. 

PÓ Novembro/Dezembro:

17 Nov (ter) às 22h30 no Pin Up – Porto
28 Nov (Sáb)  às 22h30 na Junta Freguesia de São Victor – Braga
29 (Dom) matiné às 18h* no espaço teatro Kabuki – Lisboa
12 Dez (Sáb) às 23h* no Espaço performas – Aveiro
20 Dez matiné às 18h* - Lisboa (mesmo local)
* uma hora antes do baile, ensinamos as danças para quem quiser aventurar-se definitivamente na toca do coelho do Folk de identidade.

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NMB Life PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   
Aviso à navegação: aqui à direita da página está uma parte do baile de Castro Verde dos NMB. Em primeira mão fica também a notícia que muito provavelmente haverá um 1º CD dos NMB patricionado pela PX a sair no início do próximo ano. Este apoio reforça ainda o que aqui dissemos antes relativamente ao Follk Tuga. A PX tem neste momento como critérios para apoiar grupos o facto do grupo ter no repertório uma parte significativa de danças Portuguesas (o que tem todo o sentido numa "ass. para a promoção da música e da dança" em Portugal; não teria sentido a PX ser uma "ass. para a promoção da música e das danças" do Burkina Faso ou  do Centro de França). Isso quer dizer que a aposta na nossa cultura por parte dos NMB já começa a dar frutos! Deixo-vos ainda com um alinhamento não definitivo do CD:
 
São todas portuguesas, 8 composições, 5 tradicionais, 5 de  pares, 7 de grupo.
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Argumentos para um Folk Tuga PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

Independentemente das éticas, das paixões, dos gostos de cada um, há realmente uma razão importante para "inventar" ou "re-inventar" o nosso próprio Folk. É que se os grupos portugueses querem ter algum impacto internacional, só irão conseguir isso através da diferença, da originalidade. Não é a tocar música francesa ou irlandesa ou mesmo rock que um grupo português se irá notabilizar lá fora; não é por acaso que isso só acontece com grupos que apostam na nossa originalidade muito particular, como o Carlos Paredes, Madre Deus ou Dulce Pontes (independentemente de gostarmos ou não dos ditos projectos).

O mesmo se aplica ao Folk; se não houver um Folk genuinamente português, nunca terá projecção além fronteiras. Claro que a procissão ainda vai no adro, mas esta é mais uma razão para dedicar as nossas energias ao que é nosso (no bom sentido, no sentido da diferença, não de qualquer tipo de nacionalismo bacoco).

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O caminho faz-se... PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   
O caminho faz-se caminhando. Depois de Castro Verde, onde o NBP foi radicalmente posto em prática, estamos cada vez mais confiantes que estamos no caminho certo. Ainda com muitas imperfeições e completamente verdinhos, mas acreditamos que este é sem dúvida o caminho. Iremos continuar a aprender por essas terras a dentro, participar em festivais populares (a Liliana e a Lisou estiveram num festival em Ponte de Lima) onde ainda se dançam Viras, Chulas e Canas Verdes espontaneamente, inventar danças (o Rodrigo inventou um Vira que ainda está por estrear em baile), experimentar mais uma quantas, etc. etc. etc.

Em Castro Verde foi contagiante a alegria de todos os que durante 1h e meia dançaram apenas bailes portugueses. Esse era o desafio inicial dos NMB: fazer um baile 100% português,e provar que era possível "sobreviver" num baile onde não sa tocavam os inevitáveis círculos, chapaloises, e claro, a mazurca moderna....

 

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Universalidades PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

Notícia que apareceu a anunciar NMB no festival d'Os Chocalhos em Alpedrinha:

 "Esta noite há um concerto com No Mazurka Band, um grupo que junta modas da música tradicional portuguesa, dos viras do Minho aos corridinhos do Algarve"

 

O curioso é que o música do "El vira é nosso" (a dança é de Trancoso e Arouca, um pouco a sul do Douro) e o corridinho é de Torres Vedras (aliás, no Ribatejo e Alentejo, ainda há pouco tempo os corridinhos eram das danças mais solicitadas). No NBP, a mesma notícia seria dada de  forma diferente; afinal, os regionalismos na dança são bastante artificiais, e em grande parte resultam da propoganda do Estado novo e hoje em dia, do folclore institucional, que atribui as danças às regiões.

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Os balhos de antigamente PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

 Fica aqui uma referência aos bailes de antigamente, tirado daquinbp3

"Com tanta dureza no trabalho e fome, atributos infelizmente ligados a esse tempo, e desprovidos dos passatempos que por força da evolução nós hoje possuímos, os nossos antepassados possuíam muita riqueza na alegria e na alma. A qualquer hora cantavam e bailavam: nas eiras, durante grandes escamisadas, aos quartéis, depois de comerem o pouco que infelizmente tinham (por vezes metade de uma sardinha e um quarto de pão), de madrugada enquanto esperavam uns pelos outros para irem para o campo, nos santos populares, nas cegadas de Carnaval e enfim. As Danças e Cantares eram o que de mais rico e belo existia. Os bailes eram na altura única hipótese de divertimento e também uma boa maneira de falar às moças de então. Todos se prezavam, por saber dançar bem. Quando o baile acabava, já era então hora de partir para mais um duro dia de trabalho. Mas mesmo assim o seu entusiasmo não esfriava. Naquela época, depois de se arranjar casa e tocata, as pessoas convidavam-se entre si para ir ao baile e ninguém faltava. Como as casas eram sempre pequenas, haviam sempre uma pessoa que comandava o baile. Era ele que dizia quem ia dançar cada número. Dançavam mais aqueles que melhor o faziam. Quem não se desenrascava muito bem, era considerado podão e dificilmente arranjava par. Por vezes alguém não gostava das decisões tomadas pelo mestre de sala e lá começava a “cachaporrada”, outras vezes também iniciada devido à disputa pelas moças. As coisas não corriam bem para o namorico e como já havia uns “copitos no bucho”, lá começava a fita."

 

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Moda de Dois Passos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

A moda de Dois passos é a nossa mazurca. Sortelha (Iberfolk 2008) marcará o fim de um ciclo: os No Mazurka Band vão tocar e ensinar a bailar uma mazurka... mas em vez da mazurka moderna, daremos a conhecer a moda de dois passos (a nossa mazurka), a pares.  Com uma coreografia simples (3 variantes), mostraremos a potencialidade deste baile agarrado. Fica aqui um pequeno apontamento, tirando no entanto do texto original de José Alberto Sardinha o contexto foclórico (baile de roda). Muitas vezes essa será a lógica do NBP: desfolclorizar as danças e devolvê-las depois ao baile.

"De origem polaca, a mazurca difundiu-se até Portugal durante o século XIX, tal como aliás sucedeu com outras danças europeias. A nível popular ganhou o nome de «Valsa de Dois Passos» ou «Moda de Dois Passos», em virtude de a dança começar com dois passos laterais para a esquerda, seguidos de outros dois para a direita. Depois, os pares, agarrados, «valseiam», isto é, bailam girando sobre si próprios, até atingir o fim do trecho musical, altura em que tudo, música e coreografia, volta ao princípio." José Alberto Sardinha "Tradições Musicais da Estremadura"

 

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Novo Baile Português rumo ao Alentejo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

O Novo Baile Português pretende devolver aos bailes populares as danças que antes se bailavam nos terreiros, festas, adiafas e romarias um pouco por todo o Portugal.

Para a Planície Mediterrânica foram trabalhadas especificamente 7 modas bailadas no Alentejo. O trabalho de campo (não de recolha mas de aprendizagem directa com quem mais sabe) foi feita no Alentejo litoral (Melides, Santiago do Cacém) e no Campo Branco (Aljustrel, Castro Verde). O trabalho directo com o músico Paulo Colaço (Beja) foi essencial para garantir a qualidade das modas trabalhadas. Para as "aprendizagens" (os NMB-Lab não fazem recolhas), colocámos em campo dez comandos (NMB-Lab é o braço armado do Novo Baile Português), que em conjunto com quem mais  sabe (Sr eusébio, Sr Baltazar, Sr Manuel, Sr José Rosa, bailadores e tocadores de Melides) engrossaram as fileiras das danças do Novo Baile Português com algumas do Alentejo.

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Fado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Segundo as mais recentes publicações, o fado tem origem no Brasil, com muitas influências Africanas à mistura. Era uma dança de engate dos arrabaldes das grandes metrópoles, e aos olhos dos europeus, se alguem dançasse daquela forma na Europa ia logo preso (página 131). Chegou a Portugal com o retorno da corte a Lisboa em 1822 (eram mais de 15000 almas vindas do outro lado do Atlântico), e rapidamente se espalhou, muito provavelmente porque os arrabaldes de Lisboa tinham muito a ver com os arrabaldes do Rio de Janeiro. Curiosamente, apesar da forma cantada ter ganhado importância, nunca se deixou de dançar o fado e nos anos 60, conta o Sr Isidoro, o fado era das danças mais requisitadas, e era ainda a dança do engate por excelência. Mais curioso ainda, do Fado resulta o Baião, que mais uma vez foi importado para Portugal, e a par das marchas, é a única dança que ainda se mantem nos bailaricos pimba.
As origens "mitológicas" do Fado, colocando-o na época dos Descobrimentos, não tem fundamento científico: na realidade, é muito mais interessante, já que resulta de uma verdadeira miscigenação entre três continentes, onde o Lundum (dança Brasileira de origem Africana) e o Fandango se juntam. Esta visão contraria ainda o discurso nacionalista, que quer por força cingir as tradições a redutos geográficos muito precisos. E assim, o fado, de canção nacional tão celebrada no Estado Novo é na verdade o resultado improvável de um intercâmbio atlântico entre três continentes. Por isso caros amigos, o fado fará muito rapidamente parte do Novo Baile Português, assim como outras danças de pares que há muito não se bailam.

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matarbustos.blogspot.com_iberfolk2_no_mazurka_band_02

 O NBP pretende recuperar o espírito dos antigos balhos, mas no contexto actual. Para isso, integrará um conjunto de danças de grupo e de pares, que se dançavam nos bailes, e que na sua maioria apenas se mantem (com muitas modificações e adaptações) nos grupos foclóricos. O NBP pega no nosso património de dança e devolve-o aos bailaricos, sem pretensões nem purismos. A moda de dois passos, a chotiça, o corridinho, a valsa, o fado, o baião, a polca, a marcha e outras são algumas das danças de pares candidatas a um lugar de relevo no NBP; a chula, o enleio, o verde gaio, o vira de roda, o vira de cruz, o enleio, as saias, a tirana, o malhão (e o sr da Pedra), os bailes de roda, o regadinho, as danças de filas (saia da carolina, pingacho, algumas gotas) são algumas danças que disputam um lugar no NBP. Assim começa este novo espaço dedicado ao movimento do Novo Baile Português.

 

NMB, o braço armado do NBP, em Sortelha 2007

Foto sacada do Matarbustos 
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NMB Live - Planície Mediterrânica

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Nada na agenda.... estranho.
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