Os balhos de antigamente PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por No Mazurka Band   

 Fica aqui uma referência aos bailes de antigamente, tirado daquinbp3

"Com tanta dureza no trabalho e fome, atributos infelizmente ligados a esse tempo, e desprovidos dos passatempos que por força da evolução nós hoje possuímos, os nossos antepassados possuíam muita riqueza na alegria e na alma. A qualquer hora cantavam e bailavam: nas eiras, durante grandes escamisadas, aos quartéis, depois de comerem o pouco que infelizmente tinham (por vezes metade de uma sardinha e um quarto de pão), de madrugada enquanto esperavam uns pelos outros para irem para o campo, nos santos populares, nas cegadas de Carnaval e enfim. As Danças e Cantares eram o que de mais rico e belo existia. Os bailes eram na altura única hipótese de divertimento e também uma boa maneira de falar às moças de então. Todos se prezavam, por saber dançar bem. Quando o baile acabava, já era então hora de partir para mais um duro dia de trabalho. Mas mesmo assim o seu entusiasmo não esfriava. Naquela época, depois de se arranjar casa e tocata, as pessoas convidavam-se entre si para ir ao baile e ninguém faltava. Como as casas eram sempre pequenas, haviam sempre uma pessoa que comandava o baile. Era ele que dizia quem ia dançar cada número. Dançavam mais aqueles que melhor o faziam. Quem não se desenrascava muito bem, era considerado podão e dificilmente arranjava par. Por vezes alguém não gostava das decisões tomadas pelo mestre de sala e lá começava a “cachaporrada”, outras vezes também iniciada devido à disputa pelas moças. As coisas não corriam bem para o namorico e como já havia uns “copitos no bucho”, lá começava a fita."

 

Fica aqui o relato, demonstrando que efectivamente era nos balhos que se sacavam as míudas, e que claramente, quem sabia bailar é que arranjava par. Saber bailar naquele tempo dava estatuto de "macho alfa", garantindo assim o sucesso reprodutor dos bailadores...
 
sherman34
Comentarios (17)add comment
Para quem ainda não sabe, "A Lagoa de Sherman" é uma referência obrigatório no NBP.
1

04 de Setembro, 2008
Mathi@s: ...
Oi
E lá teria de voltar à carga a cena das tugas!
è pá, em concordo com tudo isso e é tudo muito bonito sim senhor. O que me custa e fico triste, é que passam cerca de 8 ranchos tugas no Andanças e nos anos anteriores e ningu´´em lhes ligava puto! Algum de vocês filmou, aprendeu as danças portuguesas, embora sejam folclóricas dos ranchos...
Agora, querem o que? ir por um caminho onde muita gente já esmirfrou, muitos já nem sabem bem como se dança... e vao com que bagagem?
Aceito todas as opinões e são válidas, o que me aborrece, é que dos ranchos, mais sinceramente, das danças deles, se pode tirar partido do conhecido dos passos, estrutura e etc. Todos os ranchos tem danças que são infleunciasdas do norte ao sul, e por outros países... Por mim descontrução vem daí, perceber o que eles tocam e dançam e sód epois ir esmifrar mais e melhor, a cultura folc tuguense...
é um caminho mais "fácil" mas mais dinãmico...
que é sinceramente o meu caminho, e funciona.. está a funcionar:
exemplo disso, pontas e bicos, existe em inumeros ranchos, que são baseados n passo base da xotiça, da scottisch, podemos e vamos ter a xotiça tuga e mais divertida do que a "francesada", é só irem ver os ranchos, tão simples quanto isso...
Mas se quiserem ir mais fundo com pesquisas com videos, acho muito bem, apoio e é certissimoa. Agora custa-me que haja um festival onde há DANÇAS PORTUGESAS sempre ás 21h30, e ninguém desta malta *que diz que há falta de dança portuguesa nos bailes, não aproveitam para fazer essas recolhas oferecidas pelo próprio festival. é que nem a própria organização faz aproveitamento disso...
agora, estão atirar areia para os olhos?!?!? a quem?

desculpem a minha "opinião dolorosa", mas acho que me compreendem da mesma forma que vos compreendo...
Adios
Matias
2

05 de Setembro, 2008
Paulo Pereira: ...
Matias, ninguém está a atirar areia para os olhos de ninguém, simplesmente estamos a tentar explicar o que queremos fazer e que já agora, estamos a fazer na prática, com bons resultados. Já vi muitos ranchos, aprende-se muito, mas a aprendizagem nunca deverá estar limitada a isso. O que falamos aqui é de aprender o máximo possível para depois modificar e meter as danças no baile, que apesar de ser baile português tem uma dinâmica Folk. E devemos ter consciência que muito do que aparece no folclore já está bastante alterado. E desculpa lá, mas com dois filhos e a tocar todas as noites (entre oficinas e bailes toquei 11 vezes no Andanças)é difícil de ir aos ranchos; mas nos outros anos fui sempre e também já aprendi muita coisa. Só que não nos podemos limitar a "recolher"; temos que ter mais curiosidade, ir sempre mais longe. De resto, abraços e beijinhos

PS - amanhã em sortelha vamos fazer a moda de dois passos a pares. E talvez o fadinho a pares...
3

05 de Setembro, 2008
Matias, se queres pertencer ao NBP, tens que fazer provas como todos os outros e seguir à regra o código de conduta do NBP (ver o primeiro post). Agora a sério, caro acólito, estamos todos de acordo e todos estamos a trabalhar para o mesmo, cada um da maneira que entende e como se sente melhor. E se tudo correr bem, dentro de uns anitos haverá um dancioneiro, e um dancioneiro renovado no NBP. Até já
4

05 de Setembro, 2008
Paulo: ...
Matias, no que a mim me diz respeito, apesar de ter começado a tocar flauta num rancho folclórico aos 13 anos, só muito mais tarde é que percebi que gostava de dançar danças portuguesas; e foi exactamente nas Andanças, desde a Fraguinha em 1997, que descobri que me dava um granda gozo dançar os viras, as danças de roda (o "está aqui meu coração" e o "dizem mal dos Caçadores" marcaram-me profundamente), as tiranas, os verdes gaios e por aí adiante. Antes disso era mais bourrées, saltos bascos e mazurcas (das novas). E pronto, cá fica a confissão
5

05 de Setembro, 2008
Mathi@s: ...
Olá Malta

è o seguinte, todos entendemos muito bem. e já falei e conversei e troquei ideias com muita gente, inclusivé com o Paulo Pereira, e ambos concordadmos e temos os meus ideiais. Só quis alertar e é mesmo sublinhar o que já se referiu.
ver rancho é bom e perceber o que eles fazem é bom. que são um grupo fechado lá isso são. e que não sabem ensinar, não o sabem. Mas é uma forma de ir ao encontro deles e aprender o que eles fazem, e mostrar-lhes o que nós fazemos e queremos.

Trabalhei (trabalhamos os Mosca Tosca) com um rancho de tavira e eles não sabem bem ensinar, tive que me adaptar ao metodo deles e depois perceber como se dança as dança algarvias. não é dificil, mas depois passar isso para o baile tem de se ter um certo cuidado e adpatar a forma de ensinar e fazer as coisas.
eu adoro aprendewr tugas, e daí tirar partido delas, e "descontruir" o método delas e fomra, mas sem as destruir...
este trabalho foi muito bom para mim. e para o grupo.
Os corridinhos, são dificeis de tocar, são piores que os reels, pk tem muiots ornamentos. A dança, vai pelo mesmo.

Abrindo o leque, o que estou a fazer por exemplo com a Picadinha e POnteada, onde aprendi em Seia, é o seguinte:
é um dança da familia, ponta e bico ou taco e bico, enfim: é um xotiça, enfim é uma scottisch portuguesa. O meu workshop no andanças "danças toscas" ensinei o passo base e depois 6 variantes para este passo base. E funcionou e todos ficaram de boca aberta... na bélgica fiz o mesmo e ainda lhes disse que isto é uma scottisch portuguesa... e todos dançaram e fizeram as variantes quando quiseram. Melhor do que isso foi na belgica, eu ver dois pares a fazerem os passos tugas que ensinei, numa scottisch normnal... isto é lindo...

que por mim é isto que se pretende.
Além disso, por mim, a meu ver, as "scottisch" portuguesas originasi dos grupos tugas, são xotiças... que vai dar tudo ao mesmo...

se bem que n´so temos mais riqueza e purismo em muitas delas.
Paulo Pereira: eu muito te admiro pela tua dedicação e entrega no meio da musica e dança tradicional e estarei sempre do teu lado. Nem sei como aguentas mesmo com os dois filhos fazer o que fazes. é de louvar, e é sentir a força que tens... obrigado, amigo.

eu também fiz e faço parte de um rancho, acho que conheço bem como os ranchos funcionam internamente, ...

Novo Baile Português, confesso que não mi gusta o nome, novo baile?? não faz sentido, por mim o novo baile é o pimba... o que queremos é trazer os bailes antigos, recriar, reviver, trazer a genuinidade... se arranjarem outro titulo tudo bem, ás vezes surgem- nomes muita marados, mas agora não é o caso...

Novo Baile português, prestar provas? eu, e muitos outros temso de prestar provas porquê e a quem? é isso que vos interessas? fazer regras? e quem não cunmpre as regras, é julgado? não pode dançar tugas? as vossas "novas tugas"?...
por mim a essencia dos bailes é mesmo a libertação, o sentir-se livre num baile e cada um dançar como quiser e livremente, há sempre a base das danças que se devem fazer sentir, mas não me imnporto nada que outros dançem de outra forma... sem regras...
os bailes são a liberdade do povo, tal como os musicos deverão ser livres para criar e recriar... sem regras, acho que não se deve impor nada a ninguém..
respeito sim, isso sim...
por eu sentir esta libertação sem regras e prestar provas a ninguém é que deixei a engenharia e vivo disto (não sei até quando) dá para sobreviver, muito á rasca,... mas eu sou louco, mas também sou feliz...
agora prestar provas? regras?... não sei se estou interessado... gosto de liberdade... mas contem sempre comigo... sempre...

6

07 de Setembro, 2008
Mathi@s: ...
ah desculpem e não acabei a historia de tavira

o resultado final foi que o os ranchos e danças portuguesas sofrem várias influencias por todo o pais e não só.
Os Mosca com este trabalho tem mais duas tugas no repertório (já lá vão 5)
"Fado de Espinho", dança algarvia, com influencias ribatejanas, 3 partes de musica e dança, um mistura entre o fado ("tango tuga") e um sapateado.
"Valso Rasteiro" (ou Marcadinho) é uma valsa a dois passos tem duas partes. enfim é uma mazurca tuga, a parte A é mazurca a B é valsa.
Estas danças tem as suas coreografias quer em roda ou quadrilha, mas o que se pretende é que seja dança com uma dança de baile super normal.
Agora estou a trabalhara para as variantes destas...

O resultado disto foi ontem (sábado, 06 setembro, 200smilies/cool.gif apresentado num grande baile efectuado pelso Mosca Tosca, O resultado foi super positivo e a colaboração doi rancho de tavira foi essencial... e mais trabalhos destes surgirão...

Orbigado á Pédexumbo por esta oportunidade.

Matias
7

07 de Setembro, 2008
Isto das provas tem que ver com o primeiro post Mathias; é uma brincadeira. Abraços
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08 de Setembro, 2008
NBP é um nome assumido por nós, ninguém tem que ficar com o nome; achamos que se adequa, exactamente porque o objectivo não é voltar ao antigamente, a 1900. O objectivo é integrar toda a riqueza das danças Portuguesas, no actual e dinâmico (e vivo) movimento Folk. Daí o "novo". Nós chamamos assim, nas oficinas, nos bailes, também para não haver a confusão que tantas vezes já existiu com o baile Pimba (exactamente) e com o folclore. Por último, estamos a compor novas musicas para as danças, que é exactamente onde o folclore tem mais problemas (musicalmente quilo não aptece): já temos um vira, uma chula, uma moda de dois passos, umas saias e uma rumba compostas por nós.
Da Moda de Dois passos, fizemos a estreia em Sortelha, a pares, com 3 pequenas coreografias para mostrar a potencialidade de combinações infinitas da dança. Do que sabemos, a parte valseada era sempre uma constante na moda de dois passos, independentemente da figura.
9

08 de Setembro, 2008
Mathi@s: ...
Acho que gosto mais de um nome associado ao folc, tipo: baile folk.

Sobre os No Mazurka Band, estarei convosco em castro verde, para dançar me divertir convosco, pagar-vos umas cervejolas enquanto actuam e ainda posso acom panhar-vos a tocar algum tema. haja alegria

abraços, e beijos... e bom trabalho
10

08 de Setembro, 2008
Baile Folk é Europeu; o NBP pretende ser o Baile Folk Português (fazer a tal revolução na musica e tal). Se metes "Oficina de Baile Folk" as pessoas vão pensar que vais ensinar cúculos e tal e coisa. De qualquer forma é uma marca assumida por nós (NMB e Uxu Kalhus), e funciona para aquilo que pretendemos - sempre que pomos Oficina de danças portuguesas (Novo Baile Portugues), as pessoas já sabem ao que vêem; aqui no Rodobalho pretende ser sobretudo um fórum de discussão. Por isso, vai preparar um artiguinho com a chotiça (de preferencia com um video a acompanhar a coisa) para aqui publicarmos. Em Castro Verde estou de filhos, mas a uma cerveja nunca se diz que não...
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08 de Setembro, 2008
Liliana: ...
mas abriu a "caça aos ranchos" ??? ou é só uma paranóia???

Eu também estive com o rancho Luz de Tavira e acho que são muito interessantes... e os do Andanças também... mas nao acho de todo que o Andanças seja o melhor momento para fazer "recolhas". Pode-se aprender algumas coisas sim... Mas é preciso ter mente aberta quando se ouve que uma determinada dança de um rancho da beira alta é dali...e quando há uma velhota na serra algarvia que diz o mesmo da mesma dança...
Acho sim que merecem várias visitas e trabalho conjunto como parece que os Mosca Tosca fizeram com o rancho Luz de Tavira. Não vi o resultado final mas acredito que tenha funcionado muito bem.


Há vários caminhos possíveis... a ideia do NBP é simplesmente recuperar a espontaneidade dos bailes de antigamente adequada aos tempos de hoje (Novo porque nao é de Ontem... como o Paulo já explicou)... que obviamente serão diferentes dos bailes de antigamente do tempo dos nossos avós...e por aí adiante... afinal... não será a tradição o resultado de alterações fruto de um tempo, um espaço e todas as caracteristicas sociais e culturais subjacentes??

e esse "recuperar dos bailes de antigamente" pode partir desde o palco (onde estão os ranchos, e que recolhas fizeram e como fizeram para ali chegarem), desde os velhos que organizavam bailes quando nao havia outro espaço de socialização, até ao que acontece nas romarias de hoje e que vestígios trazem de outros tempos... já alguém foi às festas de Ponte da Barca???

O pessoal quer é bailar!!!


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08 de Setembro, 2008
Liliana: ...
Boa Matias!! Cervejolas pro pessoal todo!! Para mim pode ser um Ice tea que nao gosto muito de cerveja em serviço smilies/grin.gif
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08 de Setembro, 2008
Mathi@s: ...
Lili
ou bebes cervejola, mini, imperial, fino, ou não bebes...
ora que esta... ice tea
quer dizer, andam com cenas da tugice e temos de louvar o que é nosso, e que o folk soa a estranja e e coiso e tal... e agora vais pedir ICE TEA, mas o que é isto??
ai ai ai, mau maria que o gato já mia...
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09 de Setembro, 2008
Liliana: ...
tens razao... entao quero vinho tinto alentejano ou vinho verde do minho!!! cá cervejola... já basta a cevada que bebo no leite!!!
ou entao uma bela limonada com uma gotinha de aguardente... era o que a minha avó fazia para acompanhar as pataniscas depois de tirar as batatas ou nas vindimas. Fresquinha!!!!
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10 de Setembro, 2008
No meu traje de comum mortal - e não no vosso de ávidos pesquisadores - fiz, no Andanças, alguns workshops dos ranchos e fui a alguns dos bailes das 21h30 da tenda1. O "problema" dos ranchos é que, para além do baile das 21h30, não dão a oportunidade de dançar novamente o que se aprende uma vez. Os ranchos estão, habitualmente, organizados para apresentações de palco: eles dançam e a gente vê. E como a maioria das danças são de grupo, é complicado dançar estando de fora. "Olhe, desculpe, com licença, agora podem tocar essa outra vez, que eu também quero dançar convosco!" - se calhar não fica muito bem =)

Outra coisa. Não pesquiso - certo! - mas já fiz vários workshops com o Matias e já fiz vários workshops com os NMB... Porque é que não sei, afinal, o que é uma xotiça? A ideia da scottisch portuguesa só leva a que se dance como uma scottisch "normal". E porque é que não sei o que é uma rumba?... Os meninos tocam isso em todos os bailes, mas falhei a aula em que explicaram como se dança - dá para repetirem, um dia destes? =)
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17 de Setembro, 2008
Liliana: ...
Boa dica Cristina!

Talvez seja a hora de começar pelo "inicio"... rumba, chotiça, e o belo passodoble ou marcha ou como lhe quiserem chamar que dá para dançar (quase) tudo e que poucos se atrevem a curtir...
é só no meu computador ou estes textos têm ums simbolos esquisitos no meio???
17

06 de Outubro, 2008

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