Nova página oficial do festival Andanças já está disponivel. Com todos os detalhes.
Festival Ritmos, em Querença, Loulé
Segunda, 03 Agosto 2009 15:40
Outra semente lançada à terra, mais duas folhas que se aventuram no verde-vida fora da terra que lhes dará vida. Semeado pela camâra municipal de Loulé, em parceria com a inestimável Pédexumbo, nasce este ano o "Ritmos - festival internacional de danças do mundo". Oficinas de dança e afinidades, bailes e uma aldeia do algarve prometem fazer a colheita de 14 a 16 de Agosto. Fica o programa e texto oficial:
A típica aldeia de Querença, no interior do Concelho de Loulé, vai ser palco da primeira edição do “RITMOS – Festival Internacional de Danças do Mundo”, nos dias 14, 15 e 16 de Agosto. Trata-se de um evento que pretende, acima de tudo, divulgar as danças do mundo, através de espectáculos, oficinas, workshops e muita animação. A Dança é uma das maiores expressões culturais que um povo pode ter como montra das suas raízes e das suas transformações ao longo dos tempos. Tendo como ponto de partida a multiculturalidade desta forma de arte, serão propostas várias experiências aos visitantes do festival, envolvendo-os numa mística de convívio onde o movimento será o ponto de união. Daí surge o nome do evento - “RITMOS” - uma palavra cujo significado remete para uma experiência de cadência e de intensidade.
O “RITMOS” será, pois, um vasto aglomerado de experiências intensas que certamente irão apaixonar os visitantes deste festival. Quebrando fronteiras geográficas e barreiras culturais, o “RITMOS” terá vários tipos de danças, de todo o mundo. Das europeias mais antigas, às contemporâneas, passando pelas danças de Portugal, até a outros continentes, a mescla de movimentos será um convite a dançar. O público será, de resto, fundamental em todo este processo. Mas o festival não se fica por aí. Não faltará animação de rua com grupos e trupes que farão as delícias de miúdos e graúdos. O artesanato estará também presente com diversas bancas, numa mostra de adereços intemporais e interculturais. Papel igualmente importante terá a gastronomia. Num dos novos espaços da aldeia, prestigiados chefes de cozinhas farão diversas experiências gastronómicas que levarão o visitante a redescobrir as receitas de outros tempos. A iniciativa irá decorrer no eixo central da aldeia. Tendo como centro o Largo da Igreja, as iniciativas vão estender-se entre a Casa do Povo local, passando pelo Largo da Igreja, até à nova Fundação Manuel Viegas Guerreiro.
Todo o espaço será das pessoas, estando vedado à circulação de veículos, permitindo assim viver em pleno a atmosfera que a aldeia em conjunto com o festival transmitirem. A entrada é livre.
Programa
14 de Agosto:concerto com os portugueses Atma e também de uma outra banda a confirmar
15: está prevista a realização de três oficinas abertas a todo o público: Danças Europeias, Tambor de Água e Tai Chi. As propostas da noite são o concerto e baile com os Monte Lunai, o projecto da capital que propõe uma redescoberta da dança e dos bailes tradicionais, e ainda um DJ Set com António Pires, jornalista e autor do “Raízes & Antenas”, um blog dedicado à chamada world music, música tradicional, étnica, folk e as suas margens e fusões.
16: quem pretende aprender um pouco das danças irlandesas e do folk deste país poderá participar na oficina de Danças Irlandesas. E ainda Oficina Criativa para os mais novos.
Do programa desta noite faz parte ainda a apresentação de um VJ e os concertos com os Tumbala, projecto original na área do funk, e concerto e baile com os Cobblestones, cujo repertório incide na música irlandesa.
Para quem não foi a este festival, a "outra banda a confirmar" foi apenas os Dites 34, e os Monte Lunai deram um concerto ainda melhor (e mais concorrido) no dia seguinte. Infelizmente, não pode ver os Cobblestones, pois a hora era tardia para quem tinha de regressar a casa (e longe do Algarve).
Foi uma excelente 1ª edição deste festival, muito bem produzido, à qual o público aderiu em massa (e no sábado ainda mais que na 6a), e numa aldeia decorada e de cara lavada para receber quem vem de fora. Até para o ano (espero!)
Uma nota adicional: o chão em pedra, calcetado, era um pouco incómodo (leia-se: rijo) para quem está mais habituado a outros pisos - foi o único ponto menos num festival que foi excelente em tudo o resto. Que tal um palco em madeira para o ano, como foi feito, por exemplo, no Airefolk ? Os nossos pés agradecem, principalmente se o programa aumentar noutras edições...
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