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Folk Lore Video Magazine PDF Imprimir e-mail
Escrito por Administrator   
30-Mar-2008



Um realizador de vídeo guarda imagens; elas são o seu material de trabalho. Depois entretém-se com elas: corta, cola, mistura, faz andar p’rá frente, p’ra trás... A ideia é contar histórias, as dos outros e a sua. Tiago Pereira, realizador de vídeo com mais de cem horas de recolhas vídeo gravadas, decidiu dar-lhes uso, usando-as de forma livre e criativa. Se as recolhas ficarem na fita ou no computador (hoje as gavetas já pouco guardam) seremos uns monstros que comem tradições mas não as digerem, não as transformam. É urgente usar as tradições e transformá-las para que não fiquem nas barrigas dos monstros.

O resultado chama-se de tudo isto chama-se Folk - Lore Vídeo Magazine , um vídeo magazine trimestral sobre cultura popular. O primeiro sairá a 3 de Abril e o tema central serão as relações da dança com a Igreja. Estão convocados Benjamim Pereira, Padre Fontes, Tiago Pereira, Tia Toneca, D. Maria, Pedro Mestre e população da aldeia de Sete (em Castro Verde), senhoras de Vilar de Perdizes e Saca Sons (grupo de mulheres da Zebreira, Idanha-a- Nova). Folk - Lore contará ainda com animações de Manuela Gandra e Inês Ramos.
Dia 3 pode ser visto em http://modularvideo.blogspot.com e aqui ao lado no popularportuguesa .
A ficha técnica:
Realização e recolhas: Tiago Pereira
Música e Som: Eduardo Vinhas e Rodrigo Costa
Misturas: Eduardo Vinhas Tiago Pereira e Pedro Magalhães
Animação:  e desenhos Manuela Gandra
Desenhos a cores das danças: Ines Ramos
Recolhas:
Tia toneca Freixo de Numão Junho de 2007 Com Carla PInto
Pedro Mestre e população da aldeia de Sete Castro Verde  Janeiro de 2008 Com Elza Neto Manuel Pires da Fonseca, Maria Braga e o meu pequeno e grandioso filho Matias
Benjamim Pereira Janeiro de 2007 com Carla Pinto
Padre Fontes e população do Barroso, Paredes do Rio, Mourilhe e Vilar de Perdizes, Março de 2008 com José João Sardinha do Eco museu do Barroso e Carla PInto
As 4 mulheres de Paradela, Tras os montes planalto mirandês Verão de 2004 com Raquel Castro e Miguel Nóvoa e Nuno Martins da AEPGA
O grupo Saca sons, tocadoras de Sarronca, Janeiro de 2007 com Cesar Prata e Julieta dos Chuchurumel
Mulheres de Freixo de Numão Setembro de 2007 com Carla Pinto
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Comentarios (11)Add Comment
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escrito por André, Abril 04, 2008
Sinceros parabéns Tiago.
Roubo a expressão ao Paulo "há qualquer coisa que vibra com estas melodias".
Não sou de Vinhais, nem de trás-os-montes, mas a serra do caramulo acorda com estas melodias.
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escrito por mspinky, Abril 04, 2008
Pois eu sei eu choro sempre... aquilo lava me a alma... as velhinhas são a minha perdição... podia ser pior...Este fi lo mesmo de dentro....sou eu...
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escrito por Paulo Pereira, Abril 05, 2008
FAntástico. A minha mais velha, de tenra idade, gostou tanto que me obrigou a ver 4 vezes de seguida; gostou em particular do Môx Mau, que em Olivês é o monstro mau. O tal Monstro das recolhas cai no goto de uma catraia de 3 anos. É a magia de um povo que canta...
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escrito por Rodrigo NMBLab, Abril 05, 2008
Parabéns, muito bonito e a polémica igreja a fazer lembrar discussão dos beatos aqui ao lado no peixe.
Sugestão à um senhor que é capaz de ser uma ajuda interessante nas recolhas, se calhar já conheces, João Soeiro de Carvalho, tem umas boas do Minho, e tem um projecto ao que parece bem esgalhado chamado INET-MD, que é qualquer coisa como instituto de entomusicologia centro de estudos de música e dança, aliás no Biglula este seria um senhor a convidar para a tertúlia, era deveras interessante.
Abraços para todos e mais uma vez parabéns Tiago
P.s- Xô Paulo a senhora sua filha gostou muito porque o monstro que come a tradição é parecido com o senhor coelho que ela tanto gostava, ou ainda gosta smilies/cheesy.gif

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escrito por pedro bastos, Abril 06, 2008
Tiago
bem-hajas
Folk-Lore, quase soa a Gore
Simpatizei com esse um monstro que confeccionou á boa maneira antropofágica, do alimento base que são as pessoas e sua cultura, barriginhas de freira doces de se mostrar. Muito Bonito
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escrito por cristina, Abril 06, 2008
Com licença...

Eu também gostei do vídeo no geral, mas pareço ser a única a não gostar daquele môx mau... Qual é a necessidade de ele COMER tudo o que lhe aparece pela frente?! Eu percebo a ideia do Tiago, só não partilho da metáfora. Se ele come e digere isso faz com que, metaforicamente, o resultado que recebemos... não seja no geral muito agradável. Portanto, ou o môx é mesmo mau e fica com tudo o que come, ou, se até é um tipo fixe e vai partilhar connosco, talvez comer não seja a melhor opção... Isto é uma parvoícezinha, mas é a minha primeira ideia do bicho - ignorem, se for caso disso.

Deixando de lado picuinhices da forma e falando agora um bocadinho do conteúdo... Antes de mais, e começando pela ficha técnica, acho importante desde logo o conceito de «população da aldeia». Eu, como menina da cidade, longe de tudo isso, acho importante essa noção de conjunto "real": a «população da aldeia» não é apenas o conjunto formal de pessoas que vive no mesmo sítio, é o conjunto real de pessoas que partilham esse sítio. A tradição (social - como são as danças) vai-se perdendo à medida que esta noção de partilha vai sendo substituída por uma simples coexistência. O convívio local é desvalorizado e as romarias e arraiais perdem o significado.

Quanto tema do vídeo, acho, de facto, importante a ideia da ausência de rotulagem: «Dançava-se tão bem num terreiro como se dançava também num salão.» Às vezes esquecemo-nos que o que hoje são "danças folclóricas" já foram em tempos, simplesmente, "danças". Se tivermos isso em mente acho que entendemos mais facilmente a histórira das alegadas «sessões de preturbação pública». A dança - seja ela qual for - tem sempre um factor de libertação, permitindo de forma natural outro tipo de movimentos e interacções, simplesmente porque é outro tipo de linguagem. E, das duas uma, ou a Igreja não percebe essa linguagem e censura por ignorância, ou até percebe e condena por intransigência... Será mesmo que o Sr. Padre é que sabe da missa toda?...


E, por agora, já estou cansada, já não falo mais!
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escrito por Jorge Pinto, Abril 06, 2008
Eu quero ver mais vezes, para tentar perceber melhor - lembro-me que o teu vídeo do Andanças tinha pormenores que só à 3ª vez os descobri.

"as velhinhas são a minha perdição..." -> pois, dá para perceber!! Aquele monstro farta-se de comer velhinhas... - eheh, e aquelas com o pau na mão a dizerem que tinham de lhe cuspir para tocar... hmmm.... pois Tiago, eu acho que te compreendo smilies/wink.gif smilies/smiley.gif smilies/smiley.gif - as velhinhas devem saber a missa toda(mais ainda do que o padre) smilies/wink.gif
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escrito por mspinky, Abril 06, 2008
Não é cuspir... ela diz pra dançar tem que se lhe tocar... no fundo diz aquilo que a maior parte das pessoas aqui defende que não se dnça sem musica....
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escrito por Paulo Pereira, Abril 06, 2008
Cada um as suas paixões. Deixo-te aqui o meu môx mau preferido (demorei quase 2 horas para saber o que era). A natureza já inventou muita coisa...


Louva-a-Deus-do-Diabo (Empusa pennata)
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escrito por Jorge Pinto, Abril 06, 2008
Ó caraças!! aos 2 mintos e 56 segundos elas dizem "cuspiam na mão, digamos assim, para tocarem o instrumento"! ou é aqui o meu PC que já está tão habituado a este tipo de conteúdos e me está a alterar o vídeo? - não há uma velhina que passa nua, em frente da câmara, aos 12 minutos e 20 segundos? smilies/smiley.gif

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escrito por mspinky, Abril 06, 2008
Sim as da sarronca ok... já te entendi... minha confusão peço desculpa....

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Actualizado em ( 04-Abr-2008 )
 
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