Translate to english
rss geral
 

Procurar

Parceiros

dancas tradicionais net

Aldeia associação trás-os-montes vimioso natureza

Cronicas da terra

 rascunho.net agenda cultural noticias netlabel rasarte

 portaldofado fado noticias agenda

Audienciazero.org, projectos culturais norte portugal galiza

Actualidade do fórum

Autenticação






Esqueceu a senha?
Sem conta? Criar Conta!

É uma vez PDF Imprimir e-mail
Escrito por Administrator   
12-Nov-2007

por: César Prata, músico, membro dos chuchurumel.

 

 Todas as histórias costumam começar por “Era uma vez”.

Esta que vos vou contar tem um início diferente; começa por “É uma vez”. Tenham paciência, mas não vou explicar já a razão. E nem já, nem daqui a pouco. Não vou explicar e ponto, digo, pronto. Afinal vocês vão perceber.
É uma vez uma terra. Uma terra que sabe quem é e de onde veio. Também sabe – o que dá sempre jeito – para onde quer ir. Por lá dão valor às tradições e às memórias. Mas não vivem estacados a olhar para trás, não. Inventam e reinventam, criam e recriam. Enfim, fazem trinta por uma linha. Gostam das artes e dos artistas, falam deles e levam as suas obras a todo o mundo. Um mundo cada vez mais pequeno, ligado por rápidas viagens de avião e por comunicações instantâneas do tipo “basta juntar net”.

Também gostam de perceber bem as coisas e por isso estudam e investigam. Têm escolas para aprender teatro, dança, música. Todo o tipo de músicas e não só aquelas que são tocadas por uns senhores muito compenetrados, de lacinho e fato preto. Estudam, imaginem, instrumentos tradicionais!
Os músicos têm muitos espaços para tocar e tocam mesmo. As salas estão vivas e as paredes agradecem por ter ouvidos.
Naquela terra também organizam festivais; e setenta e cinco por cento da música tem de ser tocada e cantada por grupos lá da terra. Para os estrangeiros restam os outros vinte e cinco por cento. Mas nem por isso deixam de apreciar as músicas dos outros…
Agora vou confidenciar-vos uma coisa. Eu já fui à tal terra. Há uns anos, quando procurava uma sanfona, visitei o amigo Carlos do Viso que me falou de sanfonas, de músicas, de tudo isso e muito mais. À tarde, quando fui passear a Vigo, entrei numa loja muito grande, daquelas que costumam ser iguais em toda a parte, e dirigi-me, para variar, à secção dos CDs. Para meu grande espanto, aquela era uma loja diferente. Tinha uma secção descomunal de discos, colocados nuns expositores enormes rematados pelos seguintes rótulos: “Música de Galiza”. Enchi o saco e murmurei entre dentes, assim numa mistura de raiva e mais não sei o quê: quem me dera o Galaico-Português!
Trackback(0)
Comentarios (1)Add Comment
...
escrito por Luís Neto, Novembro 13, 2007
Tem muito que se lhe diga...
Invejo e admiro os galegos pela sua cultura e pelo apreço que por ela têm.
Será que ainda vou poder contar uma história semelhante sobre um rectangulo à beira mar plantado?

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley

Copyright 2007. All Rights Reserved.
busy
Actualizado em ( 12-Nov-2007 )
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Navegar: Principal