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No Mazurka Band PDF Imprimir e-mail
Escrito por cristina   
27-Mar-2008

A mazurka é uma dança tradicional europeia, acho que originalmente polaca, dançada em grupos de pares. No entanto, nos nossos bailes, e sob fortes influências francesas, apresenta-se como uma dança de par fechado (ao estilo da valsa). Além disso, as "nossas" mazurkas, as "mazurkas portuguesas", são muitas vezes dançadas de "par colado" (numa espécie de "valsa kizombada") o que permite/incentiva uma maior entrega, sendo habitualmente vista como uma dança de sedução. São, portanto, bastante requisitadas pelo público nos bailes... Há sempre aquele/a menino/a com quem gostávamos de dançar (mais) uma mazurka, ou porque até já funcionámos bem como par, ou porque ele/ela até parece ter um modo especial de dançar, ou... - vá, admitamos! - apenas porque sim! ;)

 

nmb_chula

Neste contexto, um grupo de baile que assume logo à partida não tocar mazurkas é visto um bocado de lado... Então e a proximidade e a entrega?!... Mas a filosofia dos No Mazurka Band - NMB é outra! A aposta é feita na revitalização das NOSSAS músicas e danças tradionais e, portanto, nada de mazurkas! Viva o vira, a chula e o corridinho!!!

 

«El Vira» deve ser a sua música mais conhecida - e é, naturalmente, um vira! (dançado de forma valseada, em quadrilhas, com trocas de lugares animadas). O vídeo do Tiago Pereira (que tanto o tem divulgado a música) não é uma reprodução linear da tradição nem a apresentação de um baile, é, antes, um trabalho sobre a primeira, tendo em vista a segunda - digo eu! E, desta forma, se encaixa tão bem no espírito do grupo da recolha e desconstrução.

Não é o rancho lá da terra, não são as velhinhas do Tiago, mas está presente esse espírito, no entanto, por dentro e por fora, a forma é trabalhada. Os bailes ganham dinâmicas diferentes - não têm de ser melhores, nem piores... são diferentes! E o grupo vale por isso mesmo, pela irreverência e ousadia de marcar a diferença - e, claro!, pela qualidade do trabalho de recolha e desconstrução das músicas. Dizem eles, com muita graça:

«É a ditadura dos pastoris,
integrado na intransigência característica do MRPP,
Movimento Radical Pastoril Português.»

 

Resta dizer que no cartaz de sábado do Fest-i-Ball, estes senhores partilham a noite com os tão ansiados Naragonia.  É uma combinação engraçada! Vamos poder ver os amantes das mazurkas e das valsas, deliciosamente tocadas pelo grupo belga, a saltitar de braços no ar um vira e um repasseado. É que, bem vistas as coisas, e apesar de tudo, a certeza de uma mazurka depois de tudo isso sempre permite uma maior permeabilidade dos mazurkeiros às nossas tradições ;) 

 

foto 

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Comentarios (119)Add Comment
...
escrito por Mathi@s, Março 27, 2008
Não sou o melhor exemplo, mas quem acho que o autor deste texto, não deve perceber bem o que é dançar mazurka e simplesmente nunca dançou... ou então, limita-se a ver só que quer nesta dança... mais comentários não faço... acho que não vale a pena... nem sei bem como os NMB estão aqui metidos
...
escrito por ana ferrei, Março 27, 2008
...
começo verdadeiramente a estar farta desta merda de discussão...

pois com certeza quem esta praqui a falar não sabe o quanto é bom entregar-se a dançar o el-vira, não sabe o prazer de ouvir e dançar aquela linda chula..
ou já se esqueceu do prazer que é dançar uma mazurka...

há espaço para tudo, nao sejam absolutistas...
isso é tão redutor quer para as mazurkas, quer para as chulas...

lembrem-se que não se ganha tudo de uma só vez...

e apetecia me verdadeiramente por para aqui uma série de palavras feias.. mas cada um que faça o favor de se insultar a si mesmo, esta bem? obrigada!





...
escrito por ana ferrei, Março 27, 2008
e só mais uma coisa:
é a combinação perfeita para a noite de sábado porque são dois grupos fenomenais...

(desculpem... mas a minha reacção não é só ao post.. é mesmo há discussão que obviamemte vai aparecer... e sobretudo é ao pensamento que esta na base do texto...

minimizar bandas só porque não tocam mazurkas é estupidamente ridículo, sobretudo uma banda brutal como os NMB)....


...
escrito por Bárbara, Março 27, 2008
Acho que tanto a Ana como o Matias têm razao. As nossas danças tb devem ser valorizadas, porra! Quê! tudo o que é de fora é bom mas o que é nosso é mau?
Quem só quer dançar mazurkas a noite toda mais vale por um cd só com mazurkas e ficar em casa.
E muito sinceramente tenho pena de não saber dançar algumas portuguesas, mas a meu tempo lá chegarei smilies/smiley.gif
Ainda bem que existem vários grupos que tocam musicas portuguesas!

(é com muita pena minha que não vou estar presente no Fest-i-ball)
...
escrito por cristina, Março 27, 2008
Minha gente!

Vamos lá acalmar, sim?... Peço-vos imensa desculpa pela irritação que vos causei, mas acho que estou a ser muito mal interpretada. Eu gosto do grupo, eu gosto de dançar portuguesas e também gosto de dançar mazurkas - há espaço para tudo! E a noite de sábado vai ser uma grande noite!

Matias.
Os NMB estão aqui metidos porque a minha ideia era exactamente falar sobre eles! A pseudo-introdução sobre o que eu acho que é a visão geral da mazurka pretendia servir apenas para contextualizar o nome do grupo. Estou a ver que não concordas... Só uma questão: mas não concordas pessoalmente ou achas mesmo que não é esse o sentimento generalizado? De resto, peço mais uma vez desculpa pela irritação e, se estiver perdoada, tenho muito gosto em dançar uma mazurka contigo no fim-de-semana... e um vira e um repasseado!

Ana.
Ainda bem que a tua reacção não é ao post, até porque o texto não contratria aquilo que defendes. Eu concordo com tudo isso!

Bárbara.
Eu também acho que a Ana e o Matias têm razão! E, mais uma vez, acho que essa reacção não é contra o que eu disse, mas contra aquilo que o que eu disse despertou em vocês. 'Bora lá dançar portuguesas! Não estás neste fim-de-semana, mas hás-de estar noutros!
...
escrito por André, Março 27, 2008
Ó Ana smilies/smiley.gif
Na minha leitura o texto da Cristina diz o mesmo que tu. Diz mesmo que a ideia de conciliar Naragonia e NMB é excelente.
Teria começado por apresentar o grupo e depois falar da dança e do fest-i-ball, mas creio que o texto é precisamente o contrário que a Ana e o Matias a quente pensaram que era.
Discussão? onde? onde?
smilies/wink.gif

E vós estais prá i todos a preparar-se para bailes o fim de semana todo. Pois invejo-vos... e digo que também irei bailar [espero eu] por aqui, no meio do metros de neve.
...
escrito por ana ferrei, Março 27, 2008
pois, experimenta a entra no rodobalho e a ler o texto (sem reparares que há um link para "ver mais") e ai tens...
o texto assume uma tonalidade completamente diferente..

smilies/tongue.gif

...
escrito por Mathi@s, Março 27, 2008
Eu não concordo com a visão exposta sobre a mazurka. embora seja na realidade e infelizmente está a dançar-se dessa forma. E é isto a imagem que passa da mazurka, nos bailes hoje em dia. Eu dou aulas e separar bem as coisas aos participantes de forma a que separem as águas e explorem muito mais a dança, que não é o corpo colado e roça roça... tipo kizomba

eu compreendi o texto e não estou irritado, apenas triste com a realidade exposta aqui, que me preocupa cada vez mais a forma exposta da mazurka, já tive alunas que se "queixam" de atrevimentso de joelhos na dança... e isso torna-se preocupante...

A ligação com os NMB, eu percebi, mas sinto que por mim não seria a mais correcta como foi exposta...
... mas cada cabeça cada setença...

Eu tanto adoro os Naragonia, como os No Mazurka Band... para nao falar dos Joy Division...

acreditem que não estou chateado com ninguém, é apenas a forma como são expostas...
...
escrito por Mathi@s, Março 27, 2008
ah sim, escrevi 5 vezes, a palavra "exposta"... isto é o sono... sorry
...
escrito por Andre, Março 27, 2008
Ó Matias smilies/smiley.gif

Deixa lá a mazurka ganhar a forma que lhe quisermos dar. Não há regras, lembras-te?
Os Franceses também lhe fizeram o mesmo. Se para nós ficou assim, que seja.
Até sabe bem smilies/smiley.gif
...
escrito por Sofia_, Março 27, 2008
Yes! Bora lá aprender mais umas dançazinhas!! E tugas ainda por cima smilies/smiley.gif

Nunca tive o prazer de assistir a nenhum dos grupos ao vivo, mas estou ansiosa! Parabéns pela escolha de os juntarem no mesmo serão smilies/smiley.gif


PS: um dos grandes prazeres que me dá dançar convosco é a sensação de paz, a boa e doce energia que se cria em torno de cada um e do grupo. Não a identifico nesta "conversa": precisamos todos urgentemente de uma boa dança para o equilíbrio smilies/smiley.gif

Até amanhã smilies/cheesy.gif
...
escrito por Sofia_, Março 27, 2008
e um beijinho ao nosso bacalhauzinho...
smilies/smiley.gif eu envio um pouco da "boa e doce energia" à distância
e beijos tb ao professor
...
escrito por cristina, Março 28, 2008
Ainda bem que estamos todos mais esclarecidos! E, uma vez que até estamos do mesmo lado, prometo repensar a minha "exposição" um dia destes - o grupo merece uma apresentação menos polémica. [Agora, com licença, vou arranjar o saco para a viagem.]
...
escrito por André, Março 28, 2008
Como leio os NMB... eles querem ser polémicos. Porque o que porpoem fazer precisa de abanar formas.
Se conseguirem - e conseguem - pôr a discutir e a argumentar, podem ganhar muitas criticas, mas obtemos aquilo que lançaram. Que se analise e não fiquemos parados no status-quo.
Por mim, fizeste o artigo quase-perfeito.

No fim, no entanto, só pode restar o que a Sofia apontou. Mais vontade ainda de fazer em conjunto e de no sentirmos bem.
Porque a Ana pode ficar farta, mas certamente não te recusará uma mazurka, um vira ou um corridinho no fim de semana.
Ninguém quer destruir, muito menos os NMB, o quer que seja.
...
escrito por sara rio, Março 28, 2008
eu nisto concordo plenamente com a ana. os absolutismos so nos fazem perder a todos. para mim nao faz sentido dizer "vamos e apostar nas nossas tradiçoes, no que e nosso", porque como ja discutimos (peixinhosmilies/wink.gif a musica e a dança nas sao estanques. nao se pode dar o merito de uma musica a um unico pais ou cultura porque todos contribuimos para a mudar, para a tornar algo que e de todos.

matias eu acho que a mazurca deve ser dançada como nos sentirmos bem... depende do momento, da pessoa com quem estamos e até da maneira como nos sentimos.

saio so com mais esta posta: nao precisamos de azedar uns com os outros por causa disto smilies/wink.gif
...
escrito por André, Março 28, 2008
Sara: Nunca argumentarei que a dança, a música... a cultura é estanque!!! Por isso mesmo...

Vejo os NMB assim:
Há formas de dançar, há melodias em regiões, que por acaso cairam em Portugal, particulares (únicas?). Que tem todo o mérito no mapa da cultura tradicional (Europeia?).
Os NMB não se propoem excluir uma dança, sequer, Francesa, Italiana. Propoêm-se olhar, ler, re-escrever essas coisas que andam por aí e levá-las além das nossas "probres" fronteiras.
Para isso precisam de trabalhar esses temas. Precisam de saber o que resulta, o que cativa. Precisam que haja quem dance e se sinta à vontade, para que em breve dancem e cativem outros.

Repararam que o Paulo, na ESMAE, a meio da Chula disse:
-É pá esqueçam lá esta segunda parte... não parece natural! - ou coisa que o valha.
Não é isso re-escrever, para levar mais longe?

Por muitos anti-corpos que gerem, concordo que a melhor forma de o conseguirem é assim: atirar-se de "cabeça", provocar, discutir e fazer discutir.

Tenho a certeza que vai resultar.
...
escrito por sara rio, Março 28, 2008
andre, ou eu me exprimi mal ou tu nao percebeste o que quis dizer. eu estava - e estou - a concordar contigo. a cultura nao e estanque, nao tem fronteiras definidas.

entendo o que os NMB querem fazer. ja os metodos para mim sao questionaveis. nao sei se nao teriam mais sucesso se usassem outros metodos. mas isso sao outras estorias...

amanha e p dançar smilies/smiley.gif
...
escrito por mspinky, Março 30, 2008
Que confusão...
A mazurka só é chata e pronto, o resto é conversa... melosos de uma raio... O que queremos é portuguesas, aquilo bate na alma e doi cá dentro... alem de que é melhor que o ginásio... mazurka é para os preguicosos...
...
escrito por André, Março 30, 2008
Pois Tiago...
A verdade é que "as portuguesas" a uma boa parte da população "Portuguesa" bate... provoca a reacção:
- hhuuu.... que nojo. Rancho!!

Sabes que é preciso fazer algo para mudar isso. E também sabes que a Mazurka, melosa ou não, fez tanto nessa direcção como uma Brigada Victor Jara, como um Júlio Pereira, como uns Gaiteiros de Lisboa.

Para deixares de a achar chata... Só tens que a dançar. Já estava na altura smilies/wink.gif
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escrito por Paulo Pereira, Março 31, 2008
Eu estava só a de passagem, nem suspeitava que estávamos uma vez mais a ser polémicos mesmo sem querer. É só para dizer que já passei por muita coisa, já fui fã incondicional do baile francês e das suas mazurkas, e que o meu estado actual, depois de 14 anos de Folk e alguns milhares de horas a tocar e a dançar, sinto-me realizado a tocar e dançar o que é nosso. É como se tivesse uma corda que me atravessa o corpo e a alma de uma ponta à outra que vibra mais quando a coisa é portuguesa. Por isso, os NMB, a flauta de tamborileiro ou o travesso são apenas manifestações exteriores de um prazer profundamente egoísta. Depois há a dimensão geral da coisa, e nela acredito sinceramente que no que toca ao repertório Português de música e de baile ainda está quase tudo por fazer, reinventar, inovar, tornar viva uma cultura que está praticamente moribunda. Por isso para mim faz muito mais sentido investir energia nesta frente de batalha do que estar a encher chouriços para os franceses (e acreditem que já enchi a minha quota parte de chouriços franceses). Enfim, e do balho de Sábado, gostaram?
...
escrito por Paulo Pereira, Março 31, 2008
Pois, faltava a polémica; a questão da "napolealização" dos bailes é problemática apenas por uma razão, que é sobretudo ecológica e global. Global, porque, como em muitos outros domínios, corresponde à globalização da cultura no Oeste da Europa, sendo difícil de distinguir um baile na Bélgica de outro na Itália ou em Portugal (apesar dos Italianos terem conseguindo afirmar a sua idiossincrasia local no baile Folk). Ecológica, porque os recursos e energias do planeta são escassos, e estarem 95% dos músicos e bailadores a tocar e dançar música Francesa faz com que haja muito pouca energia e recursos humanos que sobrem para re-inventar o Folk Português. Tenho vontade de dizer que sei exactamente o que esses 95% de músicos e bailadores pensam e sentem, porque já passei por aí, e reincidi durante muitos e muitos anos. Mas entretanto, com alguma dificuldade e muito empenho, desintoxiquei-me das influências Napoleónicas e encontrei a verdade. Entretanto na longa peregrinação para chegar ao Festiball compus as "Saias do Manuel do Rio", que falam da pesca ao Safio, romances aquáticos e Juntas de Bois, não necessariamente por esta ordem; a descobrir brevemente num baile perto de si. E era este o meu grãozinho de polémica.
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escrito por Jorge Pinto, Março 31, 2008
Opá, ouvi pessoas a dizerem que o workshop lhes fez lembrar O Iberfolk 2007 :-) A mim também! estou com vontade de conhecer melhor o Minho!! Quero ver as pernas fortes das mulheres de lá ;-) !!

Adorei e não fui o único - bom concerto, bom baile!! Obrigado. MRPP!!!!!!!!

http://www.casainho.net/tiki-index.php?page=II Iberfolk-2007
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escrito por Sofia_, Março 31, 2008
O concerto foi muito bom smilies/cheesy.gif
tanto dentro como fora da sala... eramos muitos a crer balhar, e ainda bem! Eu estou rendida!
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escrito por Sofia_, Março 31, 2008
a querer e a crer
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escrito por André, Março 31, 2008
ó Paulo
[definitivamente o tempo livre pelos meus lados abunda]

O Afrancesamento é um facto, não sei se o considero problemático. Atão não é, mais ou menos consensual, uma das raízes de muito do que hoje se diz "dança Portuguesa"? Conheces a teoria de que o vira, p.ex., terá origem na adaptação à beira mar da valsa "chique" vinda para cá nos séculos passados.
Não é isso que acontece a todos as culturas em todos os tempos?
Será que o Napoleão actual é assim tão forte? Será que o baile em Itália e em Portugal não é particular? [Concedo que na Bélgica a coisa fica muito mais diluída na França].

Se disseres que é problemático não olhar para o que nos faz a cultura - o regadinho, o malhão - por preconceito ou estupidez e engolir tal-e-qual o Francês, digo-te que concordo.
Adaptar - como vamos fazendo com mazurka e amigas - melodias de outros ao mesmo tempo que o fazemos em pé de igualdade com outra mais-de-cá, é muito saudável.
E nisso os NMB são essenciais, com toda esta "polémica".
...
escrito por Paulo Pereira, Março 31, 2008
Caro André, o que eu disse é perfeitamente claro: acho que há demasiada energia a ser gasta a encher chouriços franceses. E a questão é exactamente essa: o baile em Portugal na maioria das vezes ainda não é nosso (é uma espécie de ilha francesa que se fecharmos os olhos não custa nada imaginar que estamos em Genetinnes) e a cena Tuga relativamente à francesa não está de forma alguma em "pé de igualdade". Se estivesse, nem sequer havia lugar para polémicas. De resto, para mim a convivência é perfeitamente pacífica, e há lugar para tudo. Não é por acaso que tenho dois filhos Luso-Franceses e uma companheira Gaulesa: é exactamente para prover que a convivência entre estas duas culturas é possível. E depois há a moche, manifestação da modernidade que deve ter lugar em qualquer baile que se preze. Mas isso é uma outra história que fica para depois... Um abraço
...
escrito por Paulo Pereira, Março 31, 2008
Já agora, começo a acreditar na mudança de mentalidades até ao fim de 2008 aparecer mais outro grupo 100% Tuga (ideia do Ricardo Falcão, que diz que o chouriço de Oriola é que é, que o Francês é uma Grande Mediocridade). Vá lá pessoal animem-se. Quando isso acontecer já os NMB poderão começar a tocar coisas menos Luso-fundamentalistas como uma Muñeira, um Salto Basco ou mesmo um Bourrée de Auvergne (mas bem dançada, que não é frente a frente). Nós somos radicais (ver estatutos do MRPP - Movimento Radical Pastoril Português) como produto dos difíceis momentos que vivemos. Ajudem-nos a moderar a nossa postura; façam um ou mais grupos 100% tuga; inventem e desconstruam coreografias dos balhos; este desafio é mais do que motivante, e acreditem que ver uma sala à pinha dançar uma chula inventada (que ainda é preciso limar) dá-me esperanças de que isto vai mudar. Vá lá, dêem-me razão e abalancem-se a fazer grupos da coisa Tuga, sem medos nem preocupações, nem pruridos de quualquer espécie. Para ajudar, prometo que até ao fim do ano haverá um evento qualquer para tentar levar isto à prática, ou seja, como compor chulas e fazer danças e isso tudo.
...
escrito por TZ, Abril 01, 2008
Gostava mesmo era de fazer uma oficina de mosh ou moche em português. Assim uma "cena" com nível (e níveis). A primeira parte, para iniciados, Moche simples ... complicando depois até chegar ao Stage Diving (podemos começar num palco pequenino) e chegar a um daqueles dos grandes festivais. A terceira parte seria o módulo de Crowd surfing (mais difícil que o primeiro e que o segundo). Tudo isto sem esquecer o nível zero (o ground 0 desta dança) o Abanar de Cabeça ou Headbanging, que é fundamental dominar p/ seguir p/ o moche.
Depois de "beber na fonte", podemos então desenvolver o projecto MAIS (Moche Artístico de Inspiração Social) - Mário, desculpa por ter retirado o T de tradicional, é que a sigla ficava menos interessante e o Social dá ao "conceito" uma transversalidade que importa estar presente - apropriando e reinventando uma técnica ancestral de contacto entre as pessoas.

Mosh
Moshing refers to the activity in which audience members at live music performances aggressively push or slam into each other. Moshing is frequently accompanied by stage diving, crowd surfing, and headbanging. It is commonly associated with concerts by heavy metal, punk rock, and alternative rock artists, although it occurs at performances by musicians of all sorts of genres.

Origins of the dance
A precursor to moshing, called "acookie", can be traced back to 1970s punk rock shows[2] in the form of "the pogo" and was later developed into moshing by the hardcore punk subculture of the early 80s.[7][4] While many use the terms slamdancing and moshing interchangeably, distinctions can be made in that slamdancing is typically more frenetic, with body movements such as arm-swinging, while moshing is slower and more exaggerated.

IN: Wikipedia

Também da mesma fonte (em português do Brasil - aproveito p/ dizer não ao acordo ortográfico!) ...

A Civilização Moche (ou cultura Mochica, cultura Chimu Precoce, ou Pré-Chimu ou Proto-Chimu) floresceu no norte do Peru entre 100 aC e o ano 800, e ao que se sabe, não chegou a constituir um estado ou um império nem a desenvolver qualquer unidade política entre os centros populacionais que abrangia, apesar da grande região e do longo período de sua incidência.

Mas a unidade cultural é bem comprovada a partir da iconografia comum expressa na cerâmica pintada e ourivesaria, que demonstra um compartilhamento de usos e costumes, religião, arquitetura e outros aspectos que fazem supor uma unidade lingüística.

Trata-se, pois, da cultura pré-colombiana típica da região dos vales do norte do Peru ocorrida entre os anos 300 aC e 1000 na qual, o aumento da complexidade na elaboração da cerâmica e na produção de peças de metais, notadamente ourivesaria, mais a evolução arquitetônica dos sítios urbanos, com introdução de novas técnicas construtivas, permite dividi-la em cinco períodos.

"Os Moches são os gregos da cultura andina e construíram uma refinada sociedade" IN: The Lost Civilisation of Peru (prod. BBC)

...
escrito por TZ, Abril 01, 2008
Já agora, começo a pensar que a "distorção" na música tradicional existe desde muito antes da invenção da electricidade.
Já repararam nas cordas de latão da Campaniça? e nas latinhas das Mbiras e dos Kissanges? e os instrumentos (sopros) de palheta (em especial de palheta dupla)? hummmm cheira-me que aqui há gato ... vai-se ver e já há Moche desde os tempos dos Xamãs ...

um pouco MAIS de wiki:
A distortion is the alteration of the original shape (or other characteristic) of an object, image, sound, waveform or other form of information or representation. Distortion is usually unwanted. In some fields, distortion is desirable, such as electric guitar (where distortion is often induced purposely with the amplifier to achieve the electric guitar's desired, electrifying, aggressive sound). The slight distortion of analog tapes and vacuum tubes is considered pleasing in certain situations. The addition of noise or other extraneous signals (hum, interference) is not considered to be distortion, though the effects of distortion are sometimes considered noise.

Bons sonhos (com muito Power :-)
...
escrito por ana ferrei, Abril 01, 2008
MOSH!!!
primeira inscrita!

smilies/smiley.gif



...
escrito por ana ferrei, Abril 01, 2008
e paulo e tz....
o concerto foi brutal..
assim como o workshop..
obrigada
...
escrito por mspinky, Abril 01, 2008
e as sarroncas... viva a distorção e tambem workshop de maori a 11 tempos
mas o poder para o vira mosh...
ou entao mazurkas porno... isso sim
...
escrito por Paulo Pereira, Abril 01, 2008
e a anarquia... qualquer festa que se preze tem que ter um pouco de anarquia e muita espontaneidade; e isso também se aplica aos bailes: sentido horário no deslocamento (só para chatear), chapaloise com copos de cerveja (em recintos abertos), alterar as regras das danças a meio, rebolar no chão, placar os pares mais deprevenidos, fazer as moças voar pelo ar, são algumas das possibilidades de dar uma pitada de anarquia a um baile demasiado previsível...
...
escrito por mspinky, Abril 01, 2008
video... djs pedais de distorção sensores em alguns bailadores que alteram o ritmo da musica... serão outras... o que interessa é nao se perder o fundamental os bailes existem para estravazar e essa é que é essa... divertirmo nos senhores, não meia duzia de puristas a dizer que estamos enganados e 80% de cromos incultos que nao sabem onde é vinhais ou a cova da beira... poupem me se vais aprender portuguesas podes pesquisa las nao???
totos....
anarquia sim mas sem bombas só com mosh
...
escrito por TZ, Abril 01, 2008
Estava aqui a imaginar um daqueles clássicos da Tracy Lords c/ manipulação Bídeo ao Bibo c/ Branca Banda de Baile (BBBBB) - sim, não é novo, mas as projecções poderiam acontecer nos corpos dos próprios músicos. Os outros corpos, os que dançam, fazem-no de forma lasciva e provocadora!

Alguns princípios Anarquistas:

- Não-Doutrina: Heterodoxia (não aos gurus políticos e religiosos - não há profetas nem reverências)
- Humanismo: Consciência e aceitação da essência Humana. Auto-gestão. Liberdade.
- Liberdade: Liberdade. (Ser e Agir)
- Não-Autoridade: Liberdade.
- Causalidade/Acção directa: "A luta não se delega nos heróis" ... "erva daninha: arrancar pela raíz."
- Mutualismo: Solidariedade.
- Educação: Base da coexistência harmoniosa.
- Responsabilidade: Individual e colectiva.

etc ... etc ... apesar de caracterizados p/ alguma imprensa dos séc. XIX e XX como perigosos incendiários e bombistas, na verdade, a grande maioria dos anarquistas rejeita a violência de forma categórica. Há tratados sobre isto :-)

Moche é Festa. Festa é Anarquia. Música é Festa. Bailar é Música.

Tragam outras artes para o "terreiro" de baile, para fazermos uma Grande Festa!
...
escrito por TZ, Abril 01, 2008
Só mais uma coisa ...

Ó minha Rosinha
Eu q'ria, eu quero
Entrar no teu peito
Formar um castelo
Formar um castelo
Ó minha Rosinha
Eu q'ria, eu quero.

Querem melhor que isto?

nota: Tiago, o livro é faboloso. Claramente ao nível do Armando Leça (leitura de cabeceira que aconselho vivamente)

Abraços
...
escrito por cristina, Abril 01, 2008
Vai animada a conversa. Tenho de confessar que a moche não é bem o meu estilo e os copos de cerveja na mão também não. Mas nada contra um bocado de anarquia mais no sentido da espontaneidade e menos no da confusão...


De resto vinha só realçar para não ficar esquecido:

«Para ajudar, prometo que até ao fim do ano haverá um evento qualquer para tentar levar isto à prática, ou seja, como compor chulas e fazer danças e isso tudo.» [Paulo]

Olha que está prometido!...
...
escrito por sara rio, Abril 01, 2008
TZ, cito-te: Festa é Anarquia. Música é Festa. Bailar é Música. e mais nada!!

no baile ha espaço pa mocheiros. ha espaço para puristas. ha espaço para cromos e tambem o ha para radicalistas. HA ESPAÇO PARA TODOS! entao, Paulo, devo dizer-te que gosto da musica dos NMB, mas me deixa um pouco triste e incomodada o vosso discurso. "Mas entretanto, com alguma dificuldade e muito empenho, desintoxiquei-me das influências Napoleónicas e encontrei a verdade." Se calhar estou a levar a coisa demasiado a letra, mas qual e o problema de as musicas de juntarem? a identidade nao esta tao definida mas esta la, certamente, na mistura...
para alem disso, gosto muito mais do metodo adoptado nos Uxu: passam algumas musicas portuguesas (as quais o pulbico adere facilmente), e outras de outras origens. assim, vao introduzindo a cultura portuguesa nos bailes mas de um modo mais suave. comigo funciona certamente melhor - nao gosto de sentir que me impoem algo, ainda que pelos motivos mais nobres.

se bem que, com o que dizes a seguir, fico a achar que nao vos posso tomar tao literalmente smilies/smiley.gif ainda bem, sinceramente.

so mais uma coisa: mspinky, nao imaginas cm e irritante o teu comentario. que mal tem as mazurcas? nem sequer percebo como podes criticar algo que nao viveste.
...
escrito por Paulo Pereira, Abril 01, 2008
Cara Sara, como disse antes, o que me move é o prazer egoísta de tocar instrumentos portugueses, musicas e danças portuguesas, inventado à bruta e compondo alguma coisa. A prova acabada que não tenho problema nenhum com a mestiçagem (para além dos meus dois lindos rebentos) é que a Chula que tocamos tem coisas de bourrée a quatro (o trocar das raparigas e dos rapazes) e das contradanças anglo-saxónicas (o atravessar das águas). Depois a questão do radicalismo vem de pequenino, e a minha mãe lá me avisava que quando fosse grande me deixava dessas coisas; entretanto fiquei grande, envelheci ainda mas um bocadinho e o bichinho do radicalismo nunca se foi embora. E lá está, ser radical é ir à raiz das coisas, seja da cultura seja dos problemas sociais. A parte da desintoxicação pretendia ser irónica; a verdade é que se por cada Mazurca que já toquei tiver que tocar uma Chula, tenho ainda de tocar uns quantos milhares de Chulas para me redimir de todos os meus pecados (se não, vou parar ao Inferno das danças, onde todos dançam mazurcas para toda a eternidade, a distancias muito muito reduzidas). E como dizia o Pedro Homem de Mello, a Chula é a dança preferida dos Portugueses.
Resumindo e concluindo, sou radical por que me apetece, quero e posso. Assim como o fui quando comecei com uns amigos um festival onde se ia para dançar e fazer actividades participativas, e que foi por causa desse mesmo festival que hoje tanta gente dança Mazurca (como vês, tenho muitos pecados para expiar)... E afinal quem quer aderir ao MRPP (Movimento Radical Pastoril Português)?

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escrito por mspinky, Abril 01, 2008
Desculpa sim é lindo!
Vamops inventar os mazurka anonimos
o meu nome é .... tenho 23 anos e sou viciado em mazurka
ola.....!!!!
lindo lindo
sim é urgente a desintoxicação....
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escrito por mspinky, Abril 01, 2008
Bem mas continuando...
A mazurca é necesaria à reprodução... num pais cheio de velhos, se não fosse a mazrka... estavamos bem piores...
radical sim, pastoril! paulo ja sabes eu sou mais citadino, eu gosto é de velhinhas todos os dias mas carros ao domingo.... o que interessa é que a mudança urge....
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escrito por ricardo falcão, Abril 01, 2008

Os NMB tiveram agora uma reunião, e coube-me a mim, como secretário e percussionista do grupo, passar a informação de que o grupo acabou. Pois é, é pena, era um grupo com grandes capacidades(podemos mesmo dizer de nivel internacional) mas enfim... Depois do concerto de sábado, do pouco entusiasmo do público, e da qualidade da musse de manga nos bastidores... decidimos que bom mesmo nos dedicarmos aos pratos. Vamos abrir um fast food de torresmos, pézinhos de coentrada, moelas e afins. Ainda não temos datas para inauguração, nem espaço, mas em breve damos noticias.
Pedimos desculpa a todos aqueles que acreditaram no nosso projecto.

Abraços,
NMBs
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
Apenas acredito, em tudo o que todos fazem fazem-no bem.
Eu sinto que mal ou menos bem, faço-o com muita dedicação, senão tinha voltado á engenharia... vivo disto, e apesar de não ter dinheiro (gasto nisto), sou feliz. Acredito que é possivel, acredito e quero continuar o que lançaram em portugal ás 13 anos atrás... seja de bom agrado ou de mau agrado, estou feliz, memso muito de tudo o que aposto e faço... há quem goste há quem nem sequer goste... mas eu sou feliz...
há muitas lacunas, entre dança e música, enquanto não se fundir dança e música será mais longo a tarefa...
em todo o meu trabalho, de aulas, animações, de dj, de "músico" lanço sempre novas músicas e novas danças, quer portuguesas quer não... eu faço-o porque é necessário... mas como tenho um dom ou um certro poder (que não o queria) faço-o á minha maneira... o que me custa não são estas questões aqui desenvolvidas, o que me custa é ouvir dizer que os bailes são: sempre a mesma coisa, são sempre as mesmas danças, sempre as mesmas músicas, e essas pessoas não metem o pé num baile há anos... e depois quando aparecem, admiram-se das novidades patentes e presentes nos bailes, porque não participam nos bailes nem nas aulas. Hoje estou mais feliz ainda por ver muita gente e nova a dançar novas danças que os mais "velhos" não as sabem dançar, inclusivé as portuguesas, por isso digo e sempre direi: a tradição, já não é o que era!?.... obrigado a todos...
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escrito por G Spot, Abril 02, 2008
Desculpem lá mas vou citar: A dança é uma expressão vertical de um desejo horizontal. Deixem-me la andar no roça roça e sentir o corpo de uma mulher no meio de uma dança.... Secalhar para muitos o que é fixe é ir para uma discoteca com o copo na mão e apanhar um tola e esperar ter sorte se a moça no meio da bebedeira te ache piada!!! Façam lá uns viras colados e umas chulas de abraços que eu voto nisso. E por falar em danças tugas que tal variar. Eu já ando nisto a muito tempo e Paulo se for a contar as danças tugas que aprendi!!!!! Com os uxukalhus foram umas 10 (e dancei durante muitos anos sempre as mesmas) com os no mazurka mais algumas. Será que a malta se queixa, mas quando toca a fazer recolhas!!! As danças tradicionais europeias tem um grande apelo porque podemos todos os dias podemos aprender danças novas com sonoridades diferentes. No festiball tanto aprendi tugas,como bulgaras como irlandesas. Eu quero um baile do mundo. Eu quero uma globalização com alma (diversidade das tradições)
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escrito por Ti Manel Fortunato, Abril 02, 2008
"As comadres zangaram-se?"

Era uma vez um grupo de comadres bailadoras. Todas elas tinham uma coisa em comum, sabiam todas muita coisa sobre pouco assunto. Cada uma tinha os seus trunfos na manga e não exitava em puxar por eles quando se sentia menos inteligente durante uma conversa.
Mas, para além das semelhanças, tinham também as suas diferenças. Havia a comadre Ti Zefa Gafanhas(a diz que disse), a comadre Ti Maria Carrapato (a eu não disse bem isso), a comadre Ti Noémia Baçó (a eu concordo contigo, mas, não achas que é melhor assim...mas eu concordo contigo). Mas havia uma comadre especial a Ti Paulina Pireira (a que dizem que diz, mas ao menos faz).
Esta história vai terminar com a apresentação das personagens, pois ainda não há matéria para escrever o resto da história. Espero ansiosamente que a comadre heroína desta história seja a Ti Paulina Pireira (a que dizem que diz, mas ao menos faz).

E já agora vejam qual resolução que escolheriam para este problema 1, 2 ou 3:

O bom do português foi dar uma volta de barco e chegou a Macau/Brasil/África etc.(tanto faz), gostou tanto daquilo, que acabou por trazer umas coisitas de lá e ofereceu à família:

1-A família aceitou as coisinhas e esqueceu as coisinhas que cá tinha não lhe dando mais uso.
2-A família não quis saber das coisinhas para nada e continuou a usar só as coisinhas que já tinha.
3-A família pegou nessas coisinhas, juntou às coisinhas que já tinha, misturou-as, e apesar de serem coisinhas novas continuou a gostar muito das antigas.

ABRAÇOS E BEIJINHOS
FUSÃO PRÁ CAROLA E MUITO MOCHE COM O COTOVELO
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
E de facto, as séries de mazurkas seguidas que se dançam só aparecem qaundo há jam session, porque aí há pouca evolução ou interesse dos músicos (atenção que cada um toca o que quer) eu tenho feito algumas recolhas e ensinado um data de danças, inclusivé tugas e das quais os grupos/músicos nunca se interessaram nelas. Os grupose músicos da nossa onda folk trad, deveriam ter até um certo bom senso e assistirem aos workshops de dança que se fazem, em vez de andarem a coçar a micose, e sentir as evoluções dos bailes. tradballs, anda há 2 meses a fazer tertulias trad (jam session) em que não aparecem músicos para tocar ou memso para ouvir as novas danças e músicas que são ouvidas pelo DJ (eu), e não o fazem. Não aproveitam o que lhes é dado ou oferecido. è essa fusão entre música e dança a que me refiro, monitores e músicos devem-se juntar e não cada um fazer o seu trabalho, porque não há evolução. Eu senti esse problema nos NMB que sempre acreditei nesse projecto, mas acho que deveriam ter começado em fusão com as danças primeiro, e é um projecto que levou cerca de 2 anos a ter efeito, se tivesse sido efectuado ao contrário, primeiro a dança e depoisa música o projecto em 6 meses tinha o seu resultado á vista. Mas é um projecto que teve o seu mérito e estão de parabéns. OUtra questão que muitos se esquecem, é que apesar de se dançar muitas danças "francesas", dessas todas dançadas são ORIGINAIS de músicos portugueses.
já ouvi dizer que eu não deixo os músicos fazerem jam session, mas não é verdade, os m´suicos é que tem de tomar essa iniciativa, tal e qual a que o Paulo Pereira (obrigado, mesmo muito obrigado), pegou na MAria Ceição, enquanto eu fazi de dj, isso é um grande espirito e iniciativa e a jam session pegou. qd faço de dj, é sempre a oportunidade de as pessoas dançarem e ouvirem danças diferentes, é esse o obejctivo, os músicos devem pegar nesses temas ou lançram-se por cima, da música, como o Paulo fez... que foi mesmo lindo...
perceberam a ideia?
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
Mas quando se fala de músicos também se falam de dançarinos, que são algusn crominhos, que quando aparecem certas e determinadas danças, tipo muñeiras, fandangos bascos, irlandesas ou outras, em que dançam só para eles, isto é fecham-se de tal forma num roda ou coreografia, em que os "novatos" sentem-se intimidados para partcipar numa dança colectiva. de certas formas sinto uns olhares repugnates aos que se infiltram no meio da roda deles...
um baile é uma festa é uma participação colectiva, e acho que todos devem participar e mais ainda, haver humildade de convidar tudo e todos a dançar, pelo menos é o que eu faço... sempre partilhei e convidei todos a dançar as danças novas que ensino... nem que eu reputa a dança duas vezes...
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
reputa, quer dizer repita, normalmente que vais ás reputas, depois repitas... pronto é por aí
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escrito por mspinky, Abril 02, 2008
Enfim...
Ja estou mais que farto disto... As recolhas são importantes os bailes também, a popularidade deles também, manter a cena viva muito mais... mas os bailes não são só isso... há todo aquele lado genésico... eu acredito na explosão global mas gosto de saber donde venho donde pertenço. e sim matias a tradição mudou mas todos podemos aprender com todos e sim os mais velhos nao sabem dançar muita coisa dos mais novos e o vice versa também...
O importante é continuar a fazer parar é morrer, eu faço recolhas porque todo o centimetro do meu corpo sente aquilo, acredito que o matias faça bailes por isso tambem e que o paulo toca pelas mesmas razões... uma coisa é certa a coisa vai mudando... há cada vez mais pessoas novas mas será que sabem porque estão lá alem da dança? e voçês dizem fixe fixe é dançar... lamento mas não é só isso não pode ser só isso. O que acredito é que quanto mais recolhes mais podes transformar e mais podes aprender a conhecer te, a perceber porque é que as pernas são assim no passeado, porque é que o tom muda de região para região e as letras não, porque razão se bailava agarrados nos anos 50... agora olhem gostam de mazurkas ainda bem é o vosso direito mas fomentar o resto é tambem bom e até o fazem,,,, mas discutir o sexo dos anjos.... é que enfim... o folk lore sai na sexta feira aqui e no meu blog, fala da liberdade criativa, na importancia da transformação da tradiçao em algo não identificavel, mas sempre justo à sua essencia porque sentido, fala da ruptura entre a igreja e os arraiais da festa mas tambem dos novos padres, daqueles que acreditam que o folclore é tudo desde o que se come ao que se canta e fala dos monstros, daqueles que querem que tudo fique na mesma, que se dançe mazurka só porque é bom sentir a menina, ou que as recolhas são boas mas tem que ser lentas e fieis à sua origem... fala do bom que é sentir que a criatividade não tem amarras, nem laços, tal como a tradição é livre pode ir para onde quiser, desde que se a respeite... vou aprendendo a entender o matias no meio do seu proprio aprisionamento, na verdade acho que ele sente o mesmo em relação a mim, mas já viram somos tão poucos que acabamos por ter que viver uns com os outros no mesmo espaço e é triste é não sermos muito mais, já que somos tão globais assim....venham mais para a causa e vamos bailar o repasseado a discutir a teoria do caos...
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
e ainda hei-de fazer um baile trad rock gótico, com joy division, placebo, pixies... isso é que´é radical, e acreditem ou não, já consegui numa discoteca em coimbra, colcoar 10 pessoas a dançar um circulo, com musica tuntz tuntz, tuntz... mais radical do que isto? só os moshes, que o Osga, faz nos circulos ao som de sepultura...
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
este é só para eu ter o comentário 50.
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escrito por mspinky, Abril 02, 2008
Matias vai dormir que amanha tens um baile cedo... e telefona ao gajo para reunirmos.... Video no trad balls urgente....
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escrito por Mathi@s, Abril 02, 2008
nada é urgente no tradballs, senão era um hospital... no tradballs, tudo tem o seu espaço e o seu tempo
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escrito por Paulo Pereira, Abril 02, 2008
Resumindo e concluindo, somos todos pela diversidade (ou biodiversidade). Alguns preocupamo-nos mais com "espécies vulneráveis ou em perigo de extinção",em especial as endémicas (as que apenas existem no nosso país ou numa determinada região), como era o caso da flauta de tamborileiro e da viola campaniça, ou da Chula e do Vira fora dos grupos Folclóricos. E lá está, a Mazurka não está em perigo de extinção, muito pelo contrário (e ainda bem para ela). A Flauta de Tamborileiro é o Lince Ibérico dos instrumentos; O Vira ao vivo nos bailes é mais a Salamandra lusitânica das danças; a Mazurca seria a Lontra, muito querida e fofa, mas que está por todo o lado porque se adapta bem ao Homem; uma nova composição de uma dança Portuguesa seria um narciso raro (ex. Narcisus cyclamineus) ou uma borboleta efémera (ex. Apatura ou borboleta azul das turfeiras).
Claro que há espaço para toda esta diversidade, mas as "espécies em vias de extinção" têm que ser urgentemente conservadas e recuperadas. E é isso que me motiva a mim e a mais uns quantos malucos (isso e o graveto). Cada um que escolha o seu caminho, que viva essa diversidade e que a celebre a cada instante: é esse o caminho para a felicidade. Pronto, deixo-me de brincadeiras e fico logo lamechas...
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escrito por sara rio, Abril 02, 2008
ficas lamechas mas acaba-se a discussao em beleza. sim, somos todos pela diversidade e pela divulgaçao daquilo que nos une: a dança e a musica. so penso haver, por vezes, alguma intolerancia de parte a parte (e esta posta é para todos...). so isso é mau. de resto, venha mais!
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escrito por TZ, Abril 02, 2008
Felicidade Interna Bruta [FIB - por oposição ao PIB, Produto Interno Bruto. Em prática, ao que parece, no pequeno Reino do Butão]

Três princípios:
- Desenvolvimento socio-económico sustentável e igualitário,
- Preservação e promoção dos valores culturais,
- Conservação do meio-ambiente natural

Há uns anos (muitos, ainda tinha cabelo pelos ombros e uma pêra felpuda mas semeada em dia de tempestade) numa daquelas noites quentes e estranhamente húmidas da América Central, terminada uma jornada de trabalho intelectualmente extenuante, serviram-me um prato com qq coisa que se parecia a uma costeleta (mas mais clara).
Devia ter suspeitado, quando perguntei que dança era aquela. A moça, de feições maias mas sem cabeça maia (ainda bem que acabaram com isso!) – respondeu-me: “Este é o Baile da Iguana!”

Já com pouco cabelo, e numa tarde de sol do sul, ouvi um Tupi (“índio” brasileiro) contar uma história ancestral que falava sobre a pesca.
A moral (todas as histórias têm uma moral) era mais ou menos esta: Tira um peixe, se houver 3. Espera que chegue outro peixe se houver 2. Põe um peixe se houver apenas um.

Durante 2 ou 3 anos, desenvolveu-se aqui em Évora (na Sociedade Harmonia Eborense), uma noite “diferente”.
Uma ideia original do amigo Hugo Frota. Nas suas palavras:

NOITE DA IGUANA

O conceito desta noite é o de criação de um espaço na cidade que permita um ponto de encontro regular sob a égide do eclectismo total.
Sem tendências ou compartimentos estéticos, fomentando a dança espontânea, não sendo exclusivamente anglo-saxónica, a Iguana metamorfoseia-se através de som e imagem sempre atenta ao circundante.

A Iguana Gigante é um animal fofinho e em vias de extinção!
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escrito por Raul Ralha, Abril 02, 2008
Para mim a dança tradicional sofre de uma posiçao passiva generalizada.
A dança tradicional já a algum tempo que é uma ferramenta de consumo e uma moda minoritária ( que vai crescendo) só que tem assentado a sua motivaçao numa cultura que nao é a nossa. Esta ferramenta de propaganda tem tido o preço do desvirtuar das "nossas" danças e tem servido para que tenha havido mais propaganda das mazurcas do que dos viras.

Como dançante há danças que gosto mais do que outras, no entanto aquilo que gosto é a componente das origens do tradicional de aliar a dança a um contexto social. Não é que nao goste de mazurca, ou de uma valsa, mas de facto bailes inteiros de danças a pares, desvirtuam aquilo que para mim é o contexto da dança tradicional.

Como músico, e nao só na música tradicional, a influencia anglosaxonica e a francesa sao mt fortes. É preciso contrariar essas influencias ( como já mt gente tem feito) para a recriaçao da "nossa música". No entanto acho que na música tradicional ligada a dança o que faz sentido é um trabalho em conjunto entre ambos que colmatem as suas fragilidades e com base na pesquisa obviamente, pesquisa essa que dá trabalho e que nem sempre é motivamente pois fazer músicas que dao para scotishs ou mazurcas é mt mais simples e "romantico".

Como pessoa que já encheu disto =), acho que o artigo está impecável, chama o nome as coisas, e pelos vistos tocou nalgumas sensibilidades, mas sejemos justos: todos temos as nossas responsabilidades para o "mercado" que se tenta criar nas danças tradicionais ( andanças, bailes, workshops,...) em que se procura uma massificaçao de "biodiversidade" só que para mim isso é o mesmo que nao ter nada.
Nao acredito ser possivel um movimento de massas onde é uma necessidade um papel pedagógico ( se assim nao fosse as danças nao eram preciso ser ensinadas) e estarmos a dizer que somos por todas as culturas, e que queremos ensinar um bocado de tudo, e que o que é importante é que as pessoas dancem, e que cada um dance como sabe e como quer e e e e.... só faz para que isto se torne num "movimento" desenraizado e que nao nos leva a lado nenhum a nao ser a um consumo tremendo dos nossos apetites e um desgaste tremendo de quem vai puxando a carroça.

Para mim os NMB sao um grupo que marcam claramente uma postura de rotura para com este impasse e que o fazem de forma inteligente e cirurgico.

(desculpem as generalizaçoes [que sao obviamente injustas nalguns caos]. vim só matar saudades)
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escrito por André, Abril 02, 2008
Raúl,

Provavelmente abriste uma nova frente de batatada. smilies/smiley.gif

Acho injusto, muito injusto, na generalidade que coles o rótulo de comercialização e de moda.
É verdade que há pessoas a viver de eventos regulares, mas repara que tudo, ou quase tudo, é organizado de forma participativa.
Podia dizer-te uma série de coisas que são pensadas para que toda esta loucura se torne um movimento social, que a iniciativa venha de quem participa para que não seja moda, nem seja movimentado pelo dinheiro.
Poderão não ser suficientes e sermos arrastados, levados para um modelo perfeitamente comercial de moda... mas não quero sequer levar essa hipotese a sério.
E neste esforço participativo, é essencial que aquilo que nos faz vibrar a corda do "meu/nosso/raíz" tenha janelas largas, senão o cansaço e rotina matam o resto.

Quanto as influências estrangeiras. È verdade que ainda não lidamos bem com o tsunami francês, mas garanto-te que esta coisa toda tem muita influência no "libertar" da anglo-saxónica bem mais presente e constrangedora.
Agora espero que NMB e egoistas afins consigam impedir que troquemos cultura em lata anglo-saxónica por Francesa, e construam uma "cultura" participativa com raízes locais - sem fundamentalismos/nacionalismos.
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escrito por Lara2, Abril 02, 2008
eu gosto é de dançar agarradinha ao meu par.. mas gosto dos NMB. Podiam era fazer um video mais interessante. Mereciam. Aquilo parece as brincadeiras que o meu filho de 10 anos faz com o computador e a sua maquina fotografica.
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escrito por Paulo Pereira, Abril 02, 2008
Eu gosto da energia das danças separadas, onde a cumplicidade e tensão está toda no olhar, na harmonia dos movimentos, no afloramento ao de leve dos corpos. É mais subtil, provavelmente mais interessante (pelo menos para mim). As danças separadas estão para as danças agarradas como a Lingerie está para a nudez crua dos corpos. Essa é que é essa. Claro que isto é apenas uma opinião.
Lara, tenho que conhecer o seu filho, talvez contratá-lo.
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escrito por sara rio, Abril 02, 2008
pegando na tua deixa, comecei nas danças por puro acidente. apanharam-me num circulo e contagiou-me aquela energia que nos envolvia a todos como uma corrente eléctrica e que nos fazia sorrir a torto e a direito. mais tarde descobri a intimidade da mazurca e o puro gozo de um pingacho. entao... correndo o risco de ser lugar comum e de repetir-me... eu gosto de tudo. a seu tempo, dependendo do espaço, do humor, das pessoas, enfim do momento.
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escrito por Paulo Pereira, Abril 02, 2008
Pegando numa sugestão do Rodrigo (NMB Lab), podemos ter esta discussão ao vivo e a cores brevemente. Uma possibilidade para isso será em 17 de Maio, quando acontecerá o UXU BIG LULA, podendo esta discussão ter lugar um pouco antes de começarem as hostilidades.
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escrito por Luis, Abril 02, 2008
Nem quero saber o que é o "UXU BIG LULA"! Que medo
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escrito por mspinky, Abril 02, 2008
Oh lara estas a brincar na~?? se achas que agarrar no povo que canta do giacometi, e meter o pingacho e a saia da carolina ao tempo que o el vira é facil e que o teu filho faz... fogo tambem quero conhecer o teu filho...
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escrito por TZ, Abril 02, 2008
é justamente isso que gosto no teu vídeo. afinal isto é tudo a mesmíssima coisa. corte e costura de ostinatos. como os licks e as pentatónicas nos blues, como o lagarto pintado na saia da carolina, etc ... etc ... começamos a fazer composições c/ colagens na tenra infância. como temos uma esperança média de vida próx. dos 80 anos, se começarmos aos 10 ... são 70 anos de composições criativas p/ cada um de nós!
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escrito por TZ, Abril 02, 2008
Luís, o BIG LULA é algo entre Tim Burton e Caçarelhos, com muitas iguanas à solta. Brevemente num espaço perto de si! [pf consultem o blog http://uxukalhus.blogspot.com nos próximos dias. a informação estará lá:-]
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escrito por Paulo Pereira, Abril 02, 2008



Vai ter 3 sets musicais com Uxu Kalhus, outras artes, convidados especiais, e muito, muito mais, sendo um baile longo, com música também para ouvir, e intervalos onde haverá outra coisa que não música de baile - os intervalos serão para sociabilizar, beber copos, tertúlias, exposições, instalações [não necessariamente por esta ordem]. A primeira sessão do Uxu BIG Lula será dia 17 de Maio no Clube Oriental.
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escrito por mspinky, Abril 02, 2008
Ora ai está algo que se deve mesmo ir ver...
DEvagar se começa... é como o meu filho matias gatinhava agora já anda e qualquer deixa a chuchu(chucha=MAZURKA)
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escrito por André, Abril 02, 2008
Ninguém comente!!!!!
Para acabar em beleza, tem que acabar aqui. Este é o número certo de comentários.
smilies/smiley.gif [com ou sem mazurka]
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escrito por sara rio, Abril 02, 2008
Paulo!! a ideia de andarmos todos a batatada ao vivo e a cores é brutal!! voto nisso smilies/smiley.gif

ps - andre p n estragar a tua contagem, considera este post o 69 1/2 (piscadela ao fellini...)
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escrito por mspinky, Abril 03, 2008
Mas eu nao quero acabar no 70 mas sim nos 100
As rebaldeiras. Alguem sabe o que são?
A minha amiga carla pinto toda a vida dançou rebaldeiras, quer nas quintas, mogadouro, foz coa (onde participou num rancho). Uma boa rebaldeira vem sempre antes de um slow; é mais ou menos como a scotische e a mazurka; já dizia o Zé jaime ,quando era DJ em foz coa ,"agora vamos ao slow... as rebaldeiras a seguir , pessoal!!".Para se perceber o que é uma rebaldeira tem que se saber o que é o EL CHATO;como dizia , novamente , o Zé Jaime e o Asa Negra (porteiro do mesmo estabelecimento),"slow,slow,slow,slow(mazurka mazurka mazurka mazurka)...vai mas é uma rebaldeira "quieres bailar comigo?dime tu nombre para pa para pa pa pa para pa pa pa para....qué bonito eres qué bonito eres qué bonito eres tu"."sempre dá para ir á casa de banho e beber uma cerveja", diz o Zé Jaime outra vez.a rebaldeiras permitia que os rapazes que frequentavam aquele espaço de dança , podessem bailar com as raparigas que queriam e não com as que os agarravam no slow(still loving you)-muito lentamente,2 movimentos para a esquerda 2 para a direita , 8 minutos nisto.O EL CHATO por seu turno tinha 32 min mas com uma variedade de danças-valças, cumbias , sevilhanas e por essa europa latina fora.ainda à bem pouco tempo este slow se dançava em Bragança mas as mães estavam atentas, smilies/wink.gif
Enfim... vicissitudes de uma especie de mazurka... o que interessa aqui é que a rebaldeira é sinonimo de festa contra os saudosos e melosso slows ou seja Mazurkas e para acabar de atr os molhos, qualquer adolescente gosta de um bom slow mas adora a festa....
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escrito por mspinky, Abril 03, 2008
E para acabar de vez... Estive a rever o meu video do El vira dos no mazurka e francamente, eu sei que é sempre igual, mas as pessoas não deviam falar de cor, sinceramente Lara, tem cuidado pois as pessoas fazem isto ha muito tempo e até pode ser perigoso dizer tais barbaridades de animo leve... o video é o que é... mas é preciso muita tecnica de montagem e ter uma noção de rimo apurada para fazer aquilo.... um miudo de dez anos, a serio que fiquei ofendido...

E os outros? desistiram, só eu ´que quero fazer isto chegar aos 100!!!!????
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escrito por sara rio, Abril 03, 2008
tiago, so um reparo: tu nem para falares do que gostas e que nao tem NADA a ver com a mazurca deixas de a referir smilies/cheesy.gif
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escrito por Paulo Pereira, Abril 03, 2008
Bem Lara, vens também ao BIG Lula, trazes o petiz, e tiramos isso tudo a limpo. Portanto, nesta tertúlia haverá:
1 Tira-teimas entre o mais-novo da Lara e o Tiago Pereira (aceitam-se apostas)
2 Portugal-França no ringue cultural (ao vivo e a cores)
3 Consultas gratuitas de desintoxicação de Mazurcas (por falar nisso, sabem que se extinguiu no país de origem ? é como o eucalipto, a ocupar montes e vales a perder de vista no nosso país e está em perigo de extinção na Tasmânia, de onde é oriundo)
4 Discutir um pouco isto dos danças Portuguesas (por ex. em redor do livro de Pedro Homem de Mello)
5 Ponto de encontro para músicos que queiram chegar ao elevadíssimo patamar do grupo 100% Tuga. Estes serão obrigados a assinar com sangue o livro de Honra do MRPP (Movimento Radical Pastoril Português). Como diz o Toon Van Mierlo dos Naragonia, venham daí fazer música Tribal; deixem-se das mariquices das danças Palacianas e juntem-se à Tribo!
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escrito por mspinky, Abril 03, 2008
sim na verdade todo o meu problema até se prende com eu não conseguir sentir nem dançar tal coisa... mas claro que existe um amor odio... senão fosse assim nao discutiamos nada pois os no mazurka tem esse nome por alguma coisa e o paulo tambem ja dançou mazurkas para dar e vender... tem que lhe perguntar como é que ele engatou a lisou.... eh eh eh...
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escrito por Zezinha, Abril 03, 2008
Com esta conversa toda só não consigo entender porque é q o pessoal continua a achar q uma a complicidade a dançar tem q obrigatoriamente ter uma proximidade física...e porque não encarar o par c o olhar?? É mais dificil de "manter a ligaçao"?? Acredito q sim... O olhar diz mais q o roça roça! Bora la dançar um pingacho!

Força pessoal, ganda power!!! Também gostei da ideia do mosh smilies/grin.gif e das meninas a voar nos bailes previsiveis smilies/wink.gif
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escrito por TZ, Abril 03, 2008
tenho uma segunda inscrição p/ o workshop? :-)
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escrito por Joanareis, Abril 03, 2008
Olá a todos, eu chamo-me Joana, e sou uma folkallolica (é assim que se escreve?) Pronto, sou viciada em folk! A Geologia é a minha 1ª Paixão e o Folk é a 2ªpaixão (isto é cronológico, não é um ranking!)
Este comentário já vem talvez um pouco fora de horas, ou talvez não. A propósito desta velha discussão danças lusas/danças "francesas" (sinonimo de danças europeias?)
1.Afinal Portugal faz ou não parte da Europa?
2.Não, de facto não tenho orgulho nenhum em saber tão poucas danças portuguesas, mas estou a melhorar!
3.De qualquer modo a grande maioria das danças que eu danço nunca sei de cor, tenho sempre que me guiar por alguém. De facto Matias havia de haver uma maior conciliação entre os músicos, os DJs e os Workshops.
4.Também sou grande fã da ideia de se fazer um baile folk sem música folk. (gostava de ter dançado esse circlo Matias!) Já repararam na quantidade quase absurda de músicas dançáveis “não-folk” que andam por aí?
5.Acho muito louvável o projecto dos NMB mas não me identificam muito com a filosofia do MRPP. A Europa é muito pequenina e há influências de todo o lado a influenciar toda a gente. Lembro-me de ouvir que os bourrées a 3 tempos são influenciados pelos viras portuguesas. Aliás tal como eu já tinha previsto (e tenho vídeos que o provam) já há (pelo menos 1) grupo estrangeiro a tocar danças portuguesas! (Grande Trio LAm!!!!!!) Agora já só falta haver m grupo estrangeiro a tocar danças portuguesas no estrangeiro independentemente de haver ou não portugueses na sala! E se há tanta música lusa “não-folk” dançavel (valsas, polkas, mazurkas, etc…) não haverá algures música estrangeira “não-folk” que dê para dançar portuguesas?
6.Quanto à maneira portuguesa de dançar mazurka…bem eu continuo a achar que o grande culpado é o Koen D’hondt, e claro a influência da música africana, brasileira e latina em Portugal. De qualquer modo acho que algumas das melhores mazurkas que eu já dancei não foram mazurkas coladinhas. Simplesmente há que haver respeito mútuo e bom senso. Meninos e meninas, é melhor as pessoas irem-se chegando ao longo da dança do que irem-se afastando e mais tarde evitarem dançar com essa pessoa!
7.Quanto à anarquia…bem às vezes não há nada melhor que dançar atabalhoadamente, sem estar minimamente ralada em estar a fazer figuras tristes, mesmo que depois nos diagam que parecemos tolinhas! Só que quanto está muita gente, geralmente é chato! Em circlos ou chapelloises mudo frequentemente de sexo ou fico várias vezes sem par! E por favor! As danças bretãs (de mindinhos) dançam-se para os lados!!!!!!!! Não é para frente e para trás porque senão ficamos todos com nódoas-negras dos pés e os pés depois já não duram até ao final do baile!
8.E vivam as danças portuguesas! Há-de haver um dia em que qualquer grupo, independentemente da nacionalidade, toque um vira, ou um corridinho, ou uma chula, ou uma dança lusa, com a mesma naturalidade com que hoje tocam uma valsa, um na dro ou outra coisa qualquer!
Até ao próximo baile!
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escrito por sara rio, Abril 03, 2008
xiça, mas alguem disse alguma vez que a cumplicidade so surge nas danças "proximas"? nao sejamos redutores!

joana, ja me aconteceu ter de parar uma mazurca a meio por nao me sentir bem nela... e ja tive mazurcas muito boas eu que nao havia colanços... e ouras maravilhosas em que havia... la esta, depende de muitos factores
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escrito por mspinky, Abril 03, 2008
Bem ainda bem que passamos das 69, senao la ficavamos outra vez na ma... não vou mais mencionar o nome, mas agora sou eu que digo Paulo faz la um workshop de composisção para danças pois isso é fundamental para se desconstruir tudo....
E talvez ai haja mais grupos a misturarem tudo e as coreografias tambem até lá sou eu que vos digo... vai um repasseado!!!
embora lá dançar ate cair com muita cerveja à mistura e hoje folk lore no modular a partir das 9 ate logo...
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escrito por celina, Abril 03, 2008
Eu sei bem o que é a rebaldeira do EL CHATO, e até a sei cantar toda de cor (perom, perom, perompopero, perom)!!!
Também sei tocar e dançar viras, corridinhos, fados e assim.
E também arranho umas dos Radiohead e dos Portishead (eu gosto de grupos com nomes que acabam em head, como por exemplo os Tó-Quim-Guedes, um trio afamado de alfama).
E toco, e gosto, claro, de mazurcas.
E de repente sinto-me cansada de falar disto...
VOU TOCAR!!

ps. Esta noite há jam á bruta nos CELEIROS em Évora. Estarei lá eu e o TZ, e mais quem se astrever...