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Folk subversivo ou amalgama socio cultural? PDF Imprimir e-mail
Escrito por Administrator   
01-Dez-2007

por: Tiago Pereira, realizador, autor do Arritmia 

 

É impressionante o que um concerto dos Uxu Kalhus pode produzir na multidão...

Esqueçam os famosos carroceis do Andanças, com os que dançam bem e os que não dançam nada e os que que imitam os outros, etc (ver "Arritmia" para mais promenores), esqueçam o tipíco ambiente académico de pulos e bebedeiras...

Aqui a situação é verdadeiramente surreal e um fenómeno de verdadeira mistura sócio cultural, desde o velhinho vestido de ciclista, que dança aeróbica sozinho como se o mundo não existisse, à parafrenália de ervas cidreiras, e afins, caóticas sem nexo com 3 rodas secundárias interiores, quais satelites globantes, há espaço para tudo... No fundo é uma viagem de ácido pura... Mas que liberta uma pessoa liberta, eu que não danço, digo... apesar de contra mim, dado as minhas manifestações anti mazurka.

Aquela maria de ceição é um rebuçado de auto estima que pôe qualquer alma moribunda num estado de posição cósmica divina. É deveras brutal... e não vou só por aí, fora aqueles lugares  comuns da energia em palco etc... que existe, mas não é mesmo isso que conta... o que interessa é o à vontade com que os músicos desconstroem a sua própria música, improvisam na hora e parece que tudo bate bem sempre foi assim e sempre será assim... Parece muito aquele vjuing sério ou os Africanos contadores de estórias que alteram mesmo o conteúdo da mesma conforme a audiência, quanto mais doido o público melhor o desempenho. Os fatos carnavalescos do Entrudanças são tao metamorfósicos como os fatos citadinos na praça do comercio... aquilo é mesmo uma festa....

Conclusão dá para perceber que mesmo para quem fica a ver,  um concerto de uxu kalhus é mesmo  hilariante, genial e super nutritivo. Fundamentalmente subverte juntando todo o tipo de públicos inexplicáveis e torna-se mesmo numa total amálgama sócio cultural... digam-me quando é o proximo... pois nunca me farto.

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Comentarios (17)Add Comment
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escrito por Estou farto!, Dezembro 05, 2007
É anti-mazurcas e adora maria de ceição !!! Secalhar é melhor explicar a este senhor que Maria de Ceição é uma mazurca caboverdiana. Secalhar é melhor explicar que mazurcas é um genero musical espalhado por toda a Europa. Que tambem existem mazurcas tradicionais portuguesas!!
Resumindo é melhor ensinar qual é o prazer da dança. Talvez seja dificil a quem detesta dançar mas que é convidado para fazer videos sobre festivais de dança e sobre as valsas mandadas. Enfim!!!
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escrito por Tiago, Dezembro 05, 2007
nao preciso tenho a dança cá dentro e os meus filmes dnçam mais que muita gente e sei isso tudo das mazurkas... sou anti modas... é só e o estou farto devia dizer o seu nome não??
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escrito por Tiago, Dezembro 05, 2007
cheira me a ressabiado esse comentario!
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escrito por André, Dezembro 05, 2007
Bom senso carissimos.
A discussão gerada pelo Tiago tem todo o mérito. Pode ter um estilo agressivo, egocêntrico ou o que quiserem rotular. Mas acordou uma discussão essencial.
O ataque pessoal é um caminho inaceitável.
Todo temos direito a assumir posições controversas, a dançar ou não dançar.
Colocar o nome de outras pessoas em jogo, escondendo-se no anonimato é cobardia pura.
Discutam-se ideias, não pessoas!!!!
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escrito por Tiago, Dezembro 05, 2007
A questão aqui, é que eu não quero parecer nem egocêntrico nem agressivo, só quero melhorar o que está feito e acelarar esse processo, e fico profundamente triste, quando leio estas coisas, muito mais quando não é frente a frente... eu quero construir e critico construtivamente e peço desculpa a quem fica ofendido, é que quando digo que sou anti mazurka, não quer dizer que odeie as mazurkas, mas sim que se deve estimular outras danças e que se deve bailar mais... só tenho medo que tudo acabe e por isso tento que se modernize os bailes e que outros publicos se aproximem desta realidade e por isso faço os filmes e dou muito de mim a eles mesmo sem dançar e respeito muito e até tenho inveja de quem dança... eu não danço principalmente porque não me consigo libertar, sou eu que tenho uma pedra no sapato, não me vejam como pedante... só sou uma pessoa.
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escrito por Tiago, Dezembro 06, 2007
O resultado disto tudo é; como sobreviver a um ataque de forma criativa?
ANUNCIO AQUI A RESPOSTA

O MEU PROXIMO DOCUMENTARIO é sobre as novas danças populares portuguesas a partir do trabalho dos NO MAZURKA BAND
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escrito por cristina, Dezembro 06, 2007
O primeiro comentador parece ter já alguma coisa recalcada nesta história da inovação dos bailes. Não acho que ele esteja, de facto, a acompanhar a ideia do Tiago... Que, por sua vez, acho que se consegue explicar melhor no último comentário - e sem a "agressividade do costume" =)

Quanto aos Uxu Kalhus propriamente ditos, sim, conseguem uma «verdadeira mistura sócio cultural». Tenho de confessar que as rodas «caóticas sem nexo» me fazem alguma comichão interior, e que os pulos e saltos desnorteados em espaços reduzidos também mexem um bocado com a minha disposição mental. Mas é, sem dúvida um sinal de alargamento da "comunidade", e isso só pode ser positivo. Quem se dá ao trabalho de entrar numa roda de Erva Cidreira ou quem simplesmente se abana ao som da batida é gente a quem a música tocou de alguma forma! - pode não ser a mesma forma como me tocou a mim, mas, viva a diferença... ainda que isso implique mais uns encontrões e pisadelas!

Agora, aqui para nós, que ninguém nos ouve, a bem da sanidade mental das danças, convem que não seja sempre, sempre assim. Ou seja, que, uma vez por outra, haja também espaço a quem interiorizou a dança de forma mais... - eu ia dizer "sentida", mas o Tiago (com alguma razão) ia cair-me em cima, se eu o dissesse, portanto, não sei como completar a frase... Mas, dizia eu, tem também de haver ocasião e espaço para, digamos, uma Maria de Ceição dançada sem atropelos... =)
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escrito por Tiago, Dezembro 06, 2007
Cristina andas equivocada... fogo acham me um monstro só digo oque penso e doua a cara mas eu tambem acho que o baile deve ser organizado, é esse o desafio certo mas com espaço para todos e visualmente atractivo... reformular só.
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escrito por cristina, Dezembro 06, 2007
Ainda bem, que me equivoquei! E não é que sejas um monstro, mas és uma voz forte que se insurge contra muita coisa no meio de um espaço habitado maioritariamente por quem já baila...

Reformas - venham elas! Mas acho que ainda não percebi muito bem o que queres dizer com um espaço «visualmente atractivo»... Porque, no meu entender, essa actracção visual já existe. Acho os bailes atractivos para quem lá está - e habitualmente, quem vai uma vez, acaba por voltar! A questão a reformular parece-me ser a permeabilidade de estilos; a possibilidade/permissão de conjugação do novo e do velho, das regras e do improviso. Qualquer coisa a favor da não estagnação... Não propriamente a captação de novos públicos (de forma prioritária) - até porque, os novos públicos até vão aparecendo assim - mas um abanão em quem já "faz parte do cardume", para que, além de simplesmente crescer, ele se possa desenvolver!
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escrito por Tiago, Dezembro 06, 2007
bailes com sensores de movimento que alteram video em tempo real com mandadores reais e virtuais que alterem passos e mudem coreografias... é possivel e bem futuro
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escrito por Jorge Pinto, Dezembro 08, 2007
O trabalho dos No Mazurka Band é mesmo muito bom!! Eu vou delirando e apoiando, estando lá nos bailes deles, divulgando com meus vídeos e espero juntar minhas energias às do Tiago e outros que partilhem o mesmo interesse :-)

Aqui meu vídeo com muito de NMB:
http://www.casainho.net/tiki-index.php?page=II Iberfolk-2007
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escrito por rio, Dezembro 10, 2007
esta discussao é um bocadinho estranha. entendo o movimento que se esta a fazer a fim de promover a musica portuguesa, mas tambem nao vejo a necessidade de o fazer declarando.nos anti mazurca, nem nada do genero. para mim a dita revoluçao passa por desconstruir a musica tradicional portuguesa, cm uma vez ja se discutiu aqui, tirar-lhe as cores algo pirosas que lhe estao associadas, misturar-lhes novos sons- a semelhança do q na minha opiniao os uxu fazem lindamente.

por outro lado, nao sejamos demasiado radicais. nao imagino um baile sem mazurcas e ritmos do resto do mundo. haja equilibrio.

por isso entendo tanto o tiago como o anonimo. e, peixe, nao vejo o problema de se usarem nicks. como tu dizes, discutimos ideias e nao pessoas, entao se formos todos civilizados que importa o nome que usamos?

tiago, so mais uma coisa: nao percebo bem essas tecnicas de imagem e som para tornar o baile mais atraente. ignorancia minha. sera q podias explicar-te melhor?
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escrito por André, Dezembro 10, 2007
Rio,
o primeiro comentário anda no limite da ofensa.
O problema não é usar, ou não, um nick! Obviamente se tal é permitido pelo site, nada tenho (temos?) em oposição.
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escrito por Tiago, Dezembro 10, 2007
Rio, e para quem tem interesse...
O que digo é... bailes sim, eu gosto deles com tudo, mazurkas, circulos, danças portuguesas ao mesmo número que as outras, etc... mas visualmente mais atrativos, todos sabemos as dificuldades das luzes no baile, pois ninguem quer ser magoado com projectores, então imagino bailes com tecnologia séria sensores de movimento nos bailarinos que afectam o video projectado que esta a ser filmado em tempo real ao mesmo tempo que temos as vezes no video e no som mandadores a mandarem novos passos.. passa por uma nova abordagem ao assunto sem acabar com os outros... mas que também haja este tipo novo de bailes para atrair outro tipo de publico, mais contemporaneo que tem preconceitos com o popular e com o folk...
é só..
par explicar melhor só mesmo fazendo... em relação ao primeiro comentário, eu feri a sensibilidade dessa pessoa de alguma forma, peço lhe desculpa, mas as pessoas explicam-se frente a frente... até pode ser com nicks mas debatem se não se escondem no anonimato e naq ausência.
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escrito por rio, Dezembro 10, 2007
tiago pela descriçao pareceu.me ver algs tecnicas q ja vi aplicadas nas discotecas... por mim, ideias novas e smp bom, so n transformem o baile num pista de disco, sff :d ate pq eu axo, e nisso concordo c a cristina, q as pessoas so têm esses preconceitos por ignorancia. quem la vai, perde essas ideias.


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escrito por Tomas, Dezembro 18, 2007
Falem menos e dancem mais! smilies/grin.gif
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escrito por Dulce MRB, Dezembro 24, 2007
"A xukalhada, chegou a xukalhada!!"
UXUKALHUS em Ovar dia 12 de Janeiro!! (Foi a própria Celina que disse, confirmem.)

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