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Danças do Mundo
21-Fev-2008
 
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 Curso intensivo de "Danças do Mundo" - ARABESK [V. N. Gaia]
 
 
Galandum Galundaina
18-Fev-2008

Chamam-se Galandum Galundaina, são mirandeses, cantam em mirandês e trazem-nos as tradições de Miranda (do Douro, a saber!).

galandumSão quatro e, para além de cantar, tocam habitualmente gaita mirandesa e galega, sanfona, flauta e tamboril, bombo e mais uns quantos instrumentos de percussão. Animados, com apresentações divertidas - sempre em mirandês!!! - criam uma empatia especial com o público. É um grupo familiar - literalmente! os irmãos Meirinhos e Paulo Preto... - que transporta, então, pelo país e para os palcos um bocadinho do espírito de Miranda: os instrumentos, as roupas, o mirandês!!! e também as danças (sendo normalmente acompanhados por um grupo de pauliteiros).

Ouvi-os pela primeira vez na Casa da Música (Porto) há dois anos a propósito de um Festival de Música Tradicional Portuguesa. Levaram o Festival à Sala1!!! e divertiram o público, que aplaudia e se esforçava por reproduzir o mirandês ensinado - tenho de confessar que às vezes não apanho uma!!! E já aí - na Casa da Música - houve quem dançasse. Na altura, eu não fazia ideia do que eram aquelas movimentações animadas na primeira fila, mas vim depois a perceber... «Por Beilar el Pingacho» - diziam eles... ;)


galandum_entrudancasNum ambiente completamente diferente, a última vez que os vi foi já este ano no Entrudanças (Castro Verde), na noite de Carnaval. Animados e divertidos - como não podia deixar de ser! - dentro do espírito da festa, deixaram os trajes de Miranda em casa e subiram ao palco como... Village People. Esta apresentação libertou qualquer formalidade dançante que pudesse eventualmente existir e durante todo o concerto o público bailou, saltou e aplaudiu acompanhando a energia do palco. E, desta vez, não era só a primeira fila que sabia "beilar el Pingacho"! :)

 

fotos (1) (2:minha)

 
Adufolia
11-Fev-2008

(por Carlos Abrunheiro. Vencedor do passatempo Entrudanças) 

 

adufeO adufe é um instrumento de percussão português que terá evoluído dos membrafones introduzidos na Península Ibérica pelos árabes entre os séculos VIII e XII. Dessa herança histórica terão surgido também os mais variados pandeiros e as populares pandeiretas. A influência não se fica pelos instrumentos como também os ritmos terão migrado do norte de África. A própria palavra adufe é muito provavelmente a junção do artigo "al" com a palavra "duff", a designação comum entre os árabes para este género de instrumentos ancestrais, que admitem variadas formas e tamanhos.

Ao contrário da pandeireta, do bendir persa e afins, o adufe é um instrumento quadrangular talvez por motivos simbólicos alheios à sonoridade pois esta forma apresenta dificuldades na sua construção, na fase em que as peles são esticadas sobre a moldura de madeira e posteriormente cosidas manualmente. Resulta assim um instrumento com duas membranas paralelas em pele de cabra ou ovelha, mas apenas uma é percutida ao executar a música. É tradicionalmente um instrumento quase exclusivamente tocado por mulheres, pelo que é feito com pau de laranjeira, uma madeira leve e cuja árvore está culturalmente muito associada à castidade, razão pela qual marca presença na celebração do noivado ou mesmo em vários actos religiosos. No interior do adufe chocalham levemente um par de guizos suspensos ou então pedrinhas, sementes, caricas, etc. Nos 4 cantos ondulam fitas coloridas ornamentais.
Um adufe segura-se com ambas as mãos em lados adjacentes, usando os polegares e o indicador da mão direita. A pele é então percutida pelos restantes dedos, executando diversos ritmos a acompanhar os cânticos da adufeira.

 
O cante Alentejano
08-Fev-2008

(por Cristina Silva. Vencedor do passatempo Entrudanças)

arestas_grupo_coral_ausentes_do_alentejo__teatro_o_bando_copyright__henry_krul_27_120Gosto do Alentejo lento e cadenciado. Gosto da paz, da quietude, do embalo, da entrega e da simplicidade. O Alentejo dos campos e das searas... O Alentejo das vidas e... das pessoas!

O cante alentejano transmite tudo isso, todo esse embalo real... de quem vive! e não apenas de quem canta. A força e o sentimento transparecem nas modas mais lentas: somos envolvidos pelas vozes e como que transportados para as colheitas e sementeiras, para a dureza dos trabalhos, os sacrifícios, as vontades e esperanças do povo. Em modinhas mais animadas, temos também os namoros de janela, a alegria e a simplicidade da vida do campo. E não é só Grândola que reclama a voz do povo, não é só a rama da oliveira que testemunha a vida campestre e não é só a menina da janela que é enamorada... O Alentejo é grande – é tão grande o Alentejo!...

 
Dança Tradicional ACERT
06-Fev-2008

A ACERT , referência nacional na dinâmização e iniciativa cultural, toma a dianteira de organizar oficinas regulares com pitada de condimento europeu.

As oficinas serão quinzenais, orientadas pela Lisou. 

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Extra! Extra! Extrudanças
02-Fev-2008

Directamente do Entrudanças a novidade: Workshop de dança Italiana pela mão de Mónica Sava.Esta terça dia 5, no habitual Ateneu de Coimbra.Dado que implica a viagem da Mónica para Coimbra, e porque é feriado, precisamos de saber se há interessados. Assim, os interessados que se acusem nos comentários aqui em baixo.


Até já.

 

 
É preciso ter galo
30-Jan-2008
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É PRECISO TER GALO!
Sábado, 2 de Fevereiro, 16h30, Jardim da Sereia, Coimbra

Para marcar o início do Entrudo, o GEFAC, Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, e o Ateneu de Coimbra vão celebrar, no Jardim da Sereia, o Nascimento do Entrudo seguido do Julgamento do Galo.

O espectáculo começará com um desfile com início na Associação Académica de Coimbra (às 16h30m). O percurso é feito depois pela Praça da República até ao Jardim da Sereia, onde se irá assistir ao Nascimento do Entrudo. De seguida, será apresentada uma encenação do Julgamento do Galo. O desfile vai contar com a presença do GEFAC, do grupo de animação Rebimbomalho, do Ateneu de Coimbra e de todos quantos se quiserem associar. Como não poderia deixar de ser, no final haverá feijoada e vinho para todos.

O espectáculo repete-se no dia 4, segunda-feira, no final da tarde, em Vermoil, no concelho de Pombal.
 
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