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Nova função
27-Fev-2008

Sincronizar agenda Já repararm num novo botão aqui do lado direito? Acima da essencial agenda...

Para aqueles que usam agendas pessoais e dependem delas para chegar a horas ao próximo baile, concerto, workshop... Acabaram-se as desculpas. Sempre actualizada, automaticamente, com a agenda imparável do peixe.

Explorem. Usem. Comentem falhas ou alterações que gostassem de ver.

 
Com.Tradições
24-Fev-2008

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A Associação Recreativa e Cultural Universitária do Minho (A.R.C.U.M.) prepara mais um Festival Universitário de Música Popular (F.U.M.P.), com uma Semana cultural que terá início no dia 25 e um conjunto de actividades (workshops, danças e bailes tradicionais, concertos, feira de artesanato, desfile etnográfico, etc.) que decorrerão em Braga até ao dia 1 de Março.

 

O festival vai já na sua 14ª edição e pretende dar a conhecer as nossas tradições populares, desmistificando os preconceitos à sua volta e contribuindo assim para um casamento feliz entre as nossas raízes e os tempos modernos, pois, como os próprios dizem, “é possível a tradição no mundo contemporâneo”.

Para consultar o programa, conhecer melhor este projecto ou simplesmente dar uma vista de olhos, consultem www.fump.blogspot.com ou www.arcum.pt

 
Irish day
22-Fev-2008

tradballs_irishA Tradballs promove mais um dia temático, desta vez dedicado à Irlanda. É já amanhã no Teatro Ibérico (Lisboa), com workshops para crianças de manhã, workshops de dança e de instrumentos durante a tarde e bailes/concertos à noite. 

A fechar todo este programa estão os TOR com concerto marcado para as 23h.

Passatempo:  

 Em que dia de Outubro de 2007 actuaram os TOR no teatro da Luz, em Lisboa?

 

Os dois primeiros a responder aqui , ganham um convite para o baile dos TOR.

 
Palheta Bendita 2008
21-Fev-2008

 A Associação Cultural Tirsense e os Gaiteiros da Ponte Velha organizam, nos próximos dias 1 e 2 de Março, a terceira edição do Palheta Bendita. Este ano o evento direcciona-se para a construção de instrumentos musicais, cabeçudos e também para o serrote musical instrumento da tradição circense, do qual encontramos em Portugal vários intérpretes em famílias de saltimbancos. Dando sequência à origem do evento no programa também constará uma oficina de afinação de gaita-de-fole com o intuito de obter respostas às exigências do aperfeiçoamento da sua execução.

Realizar-se-ão as seguintes oficinas: construção de aerofones com Carlos Guerreiro dos Gaiteiros de Lisboa, construção de pandeiros com Paulo Meirinhos dos Galandum Galundaina, serrote musical com Toni das Gaitas, manutenção de percussões com Nuno Encarnação e Paulo Capela, uma oficina infantil de construção de cabeçudos com Eduarda Silva e afinação de gaita-de-fole com Miguel Costa.

 

Mais informações em www.palhetabendita.net!

 
Danças do Mundo
21-Fev-2008
 
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 Curso intensivo de "Danças do Mundo" - ARABESK [V. N. Gaia]
 
 
Galandum Galundaina
18-Fev-2008

Chamam-se Galandum Galundaina, são mirandeses, cantam em mirandês e trazem-nos as tradições de Miranda (do Douro, a saber!).

galandumSão quatro e, para além de cantar, tocam habitualmente gaita mirandesa e galega, sanfona, flauta e tamboril, bombo e mais uns quantos instrumentos de percussão. Animados, com apresentações divertidas - sempre em mirandês!!! - criam uma empatia especial com o público. É um grupo familiar - literalmente! os irmãos Meirinhos e Paulo Preto... - que transporta, então, pelo país e para os palcos um bocadinho do espírito de Miranda: os instrumentos, as roupas, o mirandês!!! e também as danças (sendo normalmente acompanhados por um grupo de pauliteiros).

Ouvi-os pela primeira vez na Casa da Música (Porto) há dois anos a propósito de um Festival de Música Tradicional Portuguesa. Levaram o Festival à Sala1!!! e divertiram o público, que aplaudia e se esforçava por reproduzir o mirandês ensinado - tenho de confessar que às vezes não apanho uma!!! E já aí - na Casa da Música - houve quem dançasse. Na altura, eu não fazia ideia do que eram aquelas movimentações animadas na primeira fila, mas vim depois a perceber... «Por Beilar el Pingacho» - diziam eles... ;)


galandum_entrudancasNum ambiente completamente diferente, a última vez que os vi foi já este ano no Entrudanças (Castro Verde), na noite de Carnaval. Animados e divertidos - como não podia deixar de ser! - dentro do espírito da festa, deixaram os trajes de Miranda em casa e subiram ao palco como... Village People. Esta apresentação libertou qualquer formalidade dançante que pudesse eventualmente existir e durante todo o concerto o público bailou, saltou e aplaudiu acompanhando a energia do palco. E, desta vez, não era só a primeira fila que sabia "beilar el Pingacho"! :)

 

fotos (1) (2:minha)

 
Adufolia
11-Fev-2008

(por Carlos Abrunheiro. Vencedor do passatempo Entrudanças) 

 

adufeO adufe é um instrumento de percussão português que terá evoluído dos membrafones introduzidos na Península Ibérica pelos árabes entre os séculos VIII e XII. Dessa herança histórica terão surgido também os mais variados pandeiros e as populares pandeiretas. A influência não se fica pelos instrumentos como também os ritmos terão migrado do norte de África. A própria palavra adufe é muito provavelmente a junção do artigo "al" com a palavra "duff", a designação comum entre os árabes para este género de instrumentos ancestrais, que admitem variadas formas e tamanhos.

Ao contrário da pandeireta, do bendir persa e afins, o adufe é um instrumento quadrangular talvez por motivos simbólicos alheios à sonoridade pois esta forma apresenta dificuldades na sua construção, na fase em que as peles são esticadas sobre a moldura de madeira e posteriormente cosidas manualmente. Resulta assim um instrumento com duas membranas paralelas em pele de cabra ou ovelha, mas apenas uma é percutida ao executar a música. É tradicionalmente um instrumento quase exclusivamente tocado por mulheres, pelo que é feito com pau de laranjeira, uma madeira leve e cuja árvore está culturalmente muito associada à castidade, razão pela qual marca presença na celebração do noivado ou mesmo em vários actos religiosos. No interior do adufe chocalham levemente um par de guizos suspensos ou então pedrinhas, sementes, caricas, etc. Nos 4 cantos ondulam fitas coloridas ornamentais.
Um adufe segura-se com ambas as mãos em lados adjacentes, usando os polegares e o indicador da mão direita. A pele é então percutida pelos restantes dedos, executando diversos ritmos a acompanhar os cânticos da adufeira.

 
O cante Alentejano
08-Fev-2008

(por Cristina Silva. Vencedor do passatempo Entrudanças)

arestas_grupo_coral_ausentes_do_alentejo__teatro_o_bando_copyright__henry_krul_27_120Gosto do Alentejo lento e cadenciado. Gosto da paz, da quietude, do embalo, da entrega e da simplicidade. O Alentejo dos campos e das searas... O Alentejo das vidas e... das pessoas!

O cante alentejano transmite tudo isso, todo esse embalo real... de quem vive! e não apenas de quem canta. A força e o sentimento transparecem nas modas mais lentas: somos envolvidos pelas vozes e como que transportados para as colheitas e sementeiras, para a dureza dos trabalhos, os sacrifícios, as vontades e esperanças do povo. Em modinhas mais animadas, temos também os namoros de janela, a alegria e a simplicidade da vida do campo. E não é só Grândola que reclama a voz do povo, não é só a rama da oliveira que testemunha a vida campestre e não é só a menina da janela que é enamorada... O Alentejo é grande – é tão grande o Alentejo!...

 
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