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Raízes da Música Portuguesa em Festa
03-Jul-2007

 

 

Uma compilação com artistas nacionais, que visa divulgar e celebrar as nossas raízes de olhos postos no futuro, serve de mote a uma festa a ter lugar no próximo dia 12 de Julho na sala MusicBox (ao Cais do Sodré, em Lisboa).

 

      O evento irá contar com actuações dos O´queStrada e Chuchurumel, ambos presentes em «…A Menina Dança? – New Roots from Portugal» (http://www.myspace.com/projectoameninadanca ),  projecto de edição limitada e não comercial, de autoria da turma de Produção e Marketing Musical da Restart - Escola de Criatividade e Novas Tecnologias.  

      A noite será ainda animada dupla de DJ's Raízes e Antenas, sendo que a abertura das portas está prevista para as 22:00. A entrada é de seis euros com oferta de uma bebida até metade desse valor.

(...) 

 
Workshop de sabor Galego
28-Jun-2007

mercedes prieto workshopPelas 17h de dia 1 de Julho, na igreja do Marques, no Porto.

Um sabor especial.....

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Músicas sem Fronteiras III
28-Jun-2007
por: Marta Poiares 
(Re)Inventar tradições

world music musica do mundoMescla de inúmeras correntes musicais, a world music impõe, inevitavelmente, problemas de definição. Se a premissa é globalizar o que é local, poderemos incluir a música tradicional nas músicas do mundo?
Raquel Bulha não tem dúvidas: “Fala-se em músicas do mundo e, automaticamente, remetemo-nos para um campeonato de música tradicional, ligada às raízes e à cultura local. É convicção de muita gente - ideia transmitida também por  João Aguardela, ex-vocalista dos Sitiados, numa entrevista para o Plan3ta sobre o Megafone 4 - que a tradição já não existe. O simples facto de Michel Giacometti (etnomusicólogo corso) ter recolhido tantas amostras daquilo que o povo recriava enquanto trabalhava ou enquanto se divertia, já é sinónimo de alteração e projecção da verdadeira essência desses registos. Tudo isto é verdade, mas se essa tradição já não existe, como fazemos?”, pergunta.

 
Diabo A Sete | Parainfernália
25-Jun-2007
(reproduzo aqui o artigo de opinião que escrevi no meu blog) 
 
Parainfernália, Diabo a SeteNo virar do solstício, quando a treva solar mais dilata o dia, assistimos ao nascimento do primeiro trabalho dos nossos diabos, um lugar chamado Parainfernália. O inferno arde mesmo no coração de Coimbra e é a casa onde a cultura vivida vem profanar o monólito gelado da velha Sé. Parainfernália é silmutaneamente a casa e o fruto dela.

As músicas que vimos ouvindo e dançando nas sempre lotadas comemorações do 25 Abril no Ateneu de Coimbra surgem agora cuidadosamente compiladas num álbum onde se esmeraram os pormenores dos arranjos sem descurar a força dos temas mais animados. De facto o disco está francamente bem conseguido e quem já viu os diabos ao vivo decerto reconhecerá que Parainfernália dificilmente seria mais fiel na energia transmitida nos concertos e ao mesmo tempo tão seguro no aprimorar dos arranjos e composições que o colectivo foi construindo com evidente dedicação.

Vence a música portuguesa, esta que bebe das raízes mas que se abre ao sol do solstício, dos dias mais abertos, dos novos ares de onde chegam as heresias.
Parabéns aos diabos e que nos continuem a mimar com a música e o fogo amigo!
 
Carlos Daniel | 25 Junho 2007  
 
 
 
Parainfernália II
23-Jun-2007

(Mais uma "primeira vez" do peixe. Publicamos o primeiro texto de opinião sobre um álbum. A nossa escolha para abertura é tendenciosa, estamos conscientes. Outras se seguirão.

Fica o convite a todos os que queiram contribuir. Este é um espaço público) 

 

Viu a luz do dia a esperada rodela "Parainfernália" com os sons dos Diabo a Sete. Esta é a nossa visão do que ouvimos.

Mas primeiro o objecto:

Uma capa negra,  nada ostensiva esconde um interior vermelho forte, puro, diabólico. A rodela propriamente dita, repete o conceito: Negro por fora, com o centro-coração vermelho-sangue. E o objecto dá mote ao que se ouve. 

Arrancam as melodias calmas dominadas pela flauta, que abre em solo o CD, e pela Sanfona. Para que ninguém receie ouvir, para que o cativo seja o ouvinte.

Mas a energia, o calor do inferno em breve toma conta da melodia e explode a alegria que cruza os temas. Lá para o meio da audição já se recordaram as noites do Ateneu de Coimbra, o suor, o extase e o sorriso. Nessa altura começa-se a comprender, mesmo que sentado [ainda?] no sofá, a razão que levou alguém - uma noite - a recear que o chão desse mesmo Ateneu não resistisse a tantas almas dançantes.

É um trabalho de instrumentos-reis, com arranjos divinais, sobre temas tradicionais - que é isso que os diabos são mestres a fazer. Mas se os instrumentos são os soberanos ao longo do CD, a linda voz da Julieta é a digna rainha [ ou será princesa encantada?].

Não temam pecar, ouçam-no, devorem-no, comentem, não fiquem indiferentes, deixem que vos levem até ás mais profundas trevas ou mais altas montanhas. Porque se pecarem, esperem pelo último tema, um final em oração, para que as pazes com os Deuses fiquem feitas e continuemos empenhados participantes da nossa pátria que - na palavra do presidente do Ateneu - é a música tradicional.

Parabéns Diabos!!! Esta é uma obra demorada, mas pela qual a espera compensou.

Fica ali ao lado, no leitor de mp3, o "Diabos no corpo". 

 
Revolução precisa-se
23-Jun-2007
(Opinião de Tiago Pereira , realizador, publicado originalmente no programa canto nómada) 
 
Como Realizador, a minha posição dentro do movimento da tradição e da música popular portuguesa, é absolutamente comprometida. Se por um lado penso que a memória é absolutamente importante e que o trabalho ainda não foi feito, por outro lado, acho que essa memória, esse património deve ser partilhado e posteriormente remisturado e reconstruido e nunca acabar em espólios e prateleiras cheias de pó e sem sentido.
 
Parainfernália
20-Jun-2007
Diabo a sete parainfernalia gil vicente lançamentoOs Diabo a Sete apareceram em 2003, oriundos do grupo musical Borda-d'água e de músicos que haviam feito o seu percurso artístico no GEFAC. No fim do primeiro ano de existência já se encontravam sedeados no Ateneu de Coimbra, integrando a secção musical da colectividade. Têm vindo a construir um repertório baseado em temas originais e outros inspirados na música tradicional portuguesa, ainda que procurem abordá-los sem preconceitos puristas e com a consciência de que a música que elaboram é sempre contemporânea.

Celso Bento – flauta e gaita-de-foles; Eduardo Murta – baixo eléctrico; Julieta Silva – voz, concertina e sanfona; Luísa Correia – guitarra acústica; Miguel Cardina – bateria e percussões; Pedro Damasceno – bandolim, cavaquinho, concertina e flautas; Hugo Natal da Luz (músico convidado) – percussões; André Moutinho – som;
 
Com a participação dos Rebimbomalho, grupo de percussões do Ateneu de Coimbra
 

Passatempo:

O peixe tem 2 bilhetes para os dois primeiros seres que respondam, por aqui , à pergunta:
Que instrumento toca a Julieta, dos diabo a sete, nesta fotografia das gravações do "parainfernália"?
 
O Amor
19-Jun-2007

Texto retirado daqui

Ela ondulava o corpo lentamente, os olhos fechados, cantarolando baixinho:
- L’amour, Humm, humm..

Ele olhava-a. Gostava de a ver ondular assim.
Ela abriu os olhos. Estendeu-lhe a mão. Sorriu-lhe sem parar de dançar.
-Não sei dançar, disse ele.

-Eu ensino-te. Dá-me a tua mão.
Sente a música, deixa que te envolva o corpo. Sente como te acaricia a pele.

Não penses, sente só.
A música entra em ti e és música e corpo.
E tens de ondular, de acompanhar a música, porque o corpo já não é teu.
Segue a minha mão. Dança comigo. Dança na minha mão. Deixa que te guie.

Ele disse:
- Falas como se dançar fosse fazer amor.
Ela riu...

 
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